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Maluf lidera trabalho para garantir repasses de emendas a instituições de acolhimento de idosos

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Crédito: Tony Ribeiro/TCE-MT
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Conselheiro Guilherme Antonio Maluf em reunião para viabilizar recursos para ILPIs. Clique aqui para ampliar

O conselheiro do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) Guilherme Antonio Maluf propôs a regulamentação das Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs) como prestadoras de serviços de saúde, para viabilizar o recebimento de emendas parlamentares. Debatida com representantes de diversos órgãos, nesta quinta-feira (16), a proposta deve destravar repasses represados, um deles no valor de R$ 20 milhões, garantindo o atendimento em unidades como o Abrigo Bom Jesus, em Cuiabá.

Presidente da Comissão Permanente de Saúde, Previdência e Assistência Social (COPSPAS), Maluf explicou que o impasse decorre da natureza híbrida dessas entidades, que atuam tanto na assistência social quanto na área da saúde.  “São instituições sérias, como o Abrigo Bom Jesus, que precisam de financiamento para esses idosos, que precisam de auxílio, de medicamentos e de fraldas. Então, temos que desenhar esse fluxo para desburocratizar a chegada do dinheiro”, afirmou.

Diante disso, em parceria com a Procuradoria-Geral do Estado (PGE), a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), a Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc) e o Tribunal de Justiça (TJMT), será elaborada uma normativa para regulamentar o repasse dos recursos. O trabalho, liderado pela Comissão, também envolve a criação de um fluxo administrativo e financeiro para definir com clareza quem será responsável pelo custeio: Estado, municípios ou União. 

“Está no forno a construção de 10 ILPIs no estado e elas não podem ficar prontas e não ter os recursos para bancar as despesas com os idosos. Então, nós vamos apresentar esse fluxo, talvez na forma de um Termo de Ajustamento de Gestão (TAG), para que as instituições possam assumir os compromissos necessários para que esse dinheiro possa chegar na ponta”, acrescentou Maluf.

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Crédito: Tony Ribeiro/TCE-MT
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Proposta de regulamentação das ILPIs como prestadoras de serviços de saúde foi debatida com representantes de diversos órgãos. Clique aqui para ampliar 

O próximo passo do trabalho, que deve ser concluído em cerca de 60 dias para evitar a perda dos recursos, é a apresentação de um diagnóstico técnico-jurídico, prevista para ocorrer em 15 dias. Foi o que informou o procurador-geral do Estado, Francisco de Assis da Silva Lopes, ao destacar que a atuação do TCE-MT trará segurança jurídica aos gestores. “É importante que o gestor saiba que terá respaldo institucional e não vai se comprometer com uma decisão ou ação que venha a adotar na sua secretaria”, afirmou.

De acordo com o secretário-adjunto de Atenção e Vigilância em Saúde da SES-MT, Juliano Melo, o reconhecimento dos serviços de saúde nas ILPIs exigirá estrutura mínima, com médicos, enfermeiros, técnicos e fisioterapeutas, permitindo uma assistência mais completa aos idosos. “Ao atender também questões de saúde, as ILPIs acabam ajudando a desafogar o Sistema Único de Saúde, porque muitas internações podem ser resolvidas dentro da instituição, sem ocupar vagas em hospitais já sobrecarregados.”

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Sobre a urgência da regulamentação, o advogado do Abrigo Bom Jesus, Felipe Arantes, citou o exemplo da deputada Amália Barros, falecida em 2024, que destinou R$ 20 milhões às instituições do estado. “O abrigo teria hoje pelo menos três autoridades que já fizeram a proposição de destinação de valores, mas não pode receber por não ser uma instituição de saúde. O TCE está na vanguarda, construindo a várias mãos uma adequação que permita que o recurso chegue de fato ao cuidado com o idoso”, concluiu.

Políticas para a população idosa

 O TCE-MT tem ampliado seu papel na articulação de políticas públicas voltadas ao atendimento desta população. Em 2024, o presidente do TCE-MT, Sérgio Ricardo, doou uma área em Cuiabá para a instalação de uma Instituição de Longa Permanência. Além disso, determinou a realização de levantamento que apontou que, dos 132 Conselhos e Fundos Municipais da Pessoa Idosa existentes em Mato Grosso, em 44 não houve nenhuma atividade em 2024. 

“O Brasil está envelhecendo e Mato Grosso está envelhecendo. Esse é um fenômeno crescente que exige um olhar mais atencioso do poder público na elaboração das políticas públicas. Então, o Tribunal tem atuado com seu conhecimento técnico e a força institucional para ajudar o gestor público a transformar boas intenções em resultados. Estas ações são alguns dos exemplos de como o controle externo pode induzir políticas públicas efetivas”, concluiu.

Secretaria de Comunicação/TCE-MT
E-mail: [email protected]
Telefone: 3613-7561

Fonte: TCE MT – MT

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TCE-MT apresenta prática da LGPD em workshop do Governo do Estado

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TCE-MT apresenta prática da LGPD em workshop do Governo do Estado. Clique aqui para ampliar

O processo contínuo de adequação do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) foi destaque durante o II Workshop LGPD na Prática para Encarregados, promovido pela Secretaria Adjunta de Planejamento e Governo Digital da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag) na última semana.

O evento buscou fortalecer a governança em proteção de dados pessoais e promover a cultura institucional alinhada à LGPD, expondo aos encarregados de proteção de dados pessoais da administração estadual um modelo concreto de implementação que possibilita a consolidação da prática mesmo em estruturas públicas complexas.

Em sua apresentação, o encarregado de proteção de dados (DPO) e secretário-adjunto de Inovação e Inteligência Artificial da Secretaria Executiva de Tecnologia da Informação (SETI) do TCE-MT, Valteir Teobaldo Santana de Assis, destacou que a conformidade à LGPD não se resume à edição de atos normativos, mas envolve a consolidação de uma estrutura permanente de governança, gestão de riscos, capacitação institucional e revisão de fluxos internos de tratamento de dados, sempre com aval da alta gestão.

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O II Workshop LGPD na Prática para Encarregados foi realizado pela Seplag.

“Ao inspirar confiança nos novos encarregados, alinhamos as expectativas em um ambiente regulatório ainda em processo de consolidação. A cultura de proteção de dados, quando internalizada como valor institucional, converte-se em mecanismo de redução de riscos, aumento da transparência e reforça a confiança da sociedade nas instituições públicas”, defendeu Teobaldo.

Para exemplificar, foram compartilhadas as etapas adotadas pelo TCE-MT no processo de adequação, como a criação de políticas internas, definição de responsabilidades, mapeamento de operações de tratamento e integração entre áreas técnicas e estratégicas. “A aderência à LGPD deve ser um processo dinâmico e evolutivo, orientado por critérios de accountability, um princípio que exige não apenas conformidade, mas capacidade de demonstrá-la de forma objetiva e documentada”, completou o DPO.

Secretaria de Comunicação/TCE-MT
E-mail: [email protected]
Telefone: 3613-7561

Fonte: TCE MT – MT

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