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AGRONEGÓCIO

Negociações sobre tributação de títulos do agronegócio emperram

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As tratativas sobre a manutenção da isenção de Imposto de Renda para as Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs) ainda não avançaram. De acordo com a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), o relator da medida na Câmara, deputado federal Carlos Zarattini, não indicou qualquer sinal de que pretende retirar a tributação sobre esses títulos.

“Enquanto houver incidência de imposto sobre as LCAs, nossa posição continua contrária. Até o momento não houve avanço nesse ponto”, afirmou o presidente da FPA, deputado federal Pedro Lupion, durante a reunião-almoço da bancada nesta terça-feira (30.09).

Atualmente, LCAs e LCIs permanecem isentas de IR. A proposta original da Medida Provisória (MP) 1.303/2025 previa cobrança de 5% ao ano sobre esses investimentos. No entanto, Zarattini aumentou a alíquota para 7,5%, como forma de compensar a manutenção da isenção para outros instrumentos financeiros, como CRAs e debêntures incentivadas.

Lupion explicou que as negociações com o relator têm sido conduzidas diretamente, e qualquer decisão depende também do posicionamento do Ministério da Fazenda e da Receita Federal. “Não é uma decisão que ele possa tomar sozinho. Esperamos que um novo relatório reflita a posição oficial dessas instituições”, disse o parlamentar.

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Apesar da pressão da bancada ruralista, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou na semana passada, durante visita à Comissão de Agricultura da Câmara, que está aberto ao diálogo sobre o tema. Segundo ele, o imposto não teria caráter arrecadatório, mas serviria para regular o mercado.

A votação do relatório na Comissão Mista da MP foi adiada para esta quinta-feira (02.10).

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Aprosoja-MT diz como evitar problemas legais após incêndios nas lavouras

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Com a chegada do período mais seco do ano, os incêndios em áreas rurais voltam a figurar entre as maiores ameaças ao agronegócio em Mato Grosso. Mais do que combater as chamas, o produtor precisa estar atento à segurança jurídica: em muitos casos, o agricultor que já foi vitimado pelo fogo acaba sofrendo questionamentos e investigações indevidas sobre a origem das ocorrências.

A recomendação central da Aprosoja-MT é a profissionalização da resposta imediata ao sinistro. A percepção de que o produtor seria o causador das queimadas é um equívoco que custa caro, alerta Nathan Belusso, vice-coordenador da Comissão de Sustentabilidade da entidade. “Na prática, o produtor está entre os maiores prejudicados, já que o fogo compromete a fertilidade do solo, reduz a produtividade e coloca em risco lavouras, máquinas, animais e pessoas”, afirma.

Para se resguardar, a orientação técnica é clara e não admite improvisos. Assim que o foco é controlado, o produtor deve registrar um Boletim de Ocorrência (BO) detalhando data, hora e circunstâncias do início do fogo. A formalização em cartório, por meio de uma ata notarial, é considerada um diferencial jurídico, pois documenta com fé pública a situação da propriedade imediatamente após a passagem das chamas.

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O delegado coordenador do Núcleo Vale do Guaporé, Yuri Nunes Cervo, que enfrentou um grande incêndio em sua própria fazenda em 2020, destaca que o registro detalhado é a única forma de provar que a propriedade foi alvo e não a fonte do desastre. “Além dos danos imediatos, o fogo destrói anos de investimentos em conservação do solo, afetando a matéria orgânica, a microbiota e a capacidade de retenção de umidade, fatores essenciais para a produtividade agrícola”, diz Cervo. Ele reforça que, durante o combate, todo registro — seja por fotos, vídeos ou depoimentos das equipes de brigada — deve ser centralizado para compor o dossiê de defesa.

A estratégia de defesa começa muito antes da primeira chama. O treinamento de brigadas próprias e o investimento em equipamentos de combate — como reservatórios, bombas costais e aceiros bem planejados — fazem parte da gestão de risco nas propriedades mato-grossenses. A integração rápida com o Corpo de Bombeiros e vizinhos de área também é um ponto de controle que, além de conter a propagação, demonstra a boa-fé e o empenho do produtor em proteger o ecossistema.

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A entidade reforça que, neste período de estiagem, a documentação é o braço direito do agricultor. Manter os protocolos das autoridades atualizados e o histórico da propriedade organizado não é apenas burocracia, mas a garantia de que o patrimônio e a reputação do produtor estarão protegidos contra eventuais acusações infundadas.

Fonte: Pensar Agro

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