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Agricultores franceses pressionam contra acordo Mercosul-União Europeia

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Produtores rurais franceses voltaram às ruas nesta sexta-feira, 26, em protesto contra o avanço do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia. Convocados pela Federação Nacional dos Sindicatos dos Agricultores (FNSEA), os atos se espalharam por cerca de 70 localidades do país e reuniram quase 3 mil pessoas, segundo estimativas oficiais.

Um dos pontos de maior visibilidade foi a Place d’Armes, em frente ao Palácio de Versalhes, onde cerca de cem agricultores levaram tratores, acenderam fogueiras e exibiram um cartaz com os dizeres “A revolta camponesa recomeça em Versalhes”. O local foi escolhido como referência histórica à Revolução Francesa e para chamar a atenção direta do presidente Emmanuel Macron.

“O mercado europeu não pode ser aberto para produtos que não respeitam nossos padrões ambientais e sanitários. Isso ameaça a sobrevivência da agricultura francesa”, afirmou Arnaud Rousseau, presidente da FNSEA. Ele pediu uma reunião urgente com o primeiro-ministro e advertiu que novas mobilizações poderão ocorrer ainda no outono europeu.

A resistência dos agricultores ocorre em um momento de avanço das negociações comerciais do bloco sul-americano. No último dia 16, em cerimônia no Rio de Janeiro, o Mercosul assinou acordo de livre-comércio com a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), formada por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein. Já em relação ao pacto com a União Europeia, diplomatas brasileiros afirmaram recentemente que o texto está “tecnicamente fechado”, restando apenas os trâmites de ratificação política.

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Além da oposição ao acordo Mercosul-UE, os manifestantes também criticaram tarifas aplicadas pelos Estados Unidos e cobraram do governo francês uma posição mais clara sobre seu papel nas negociações para o fim da guerra na Ucrânia. A Confederação Camponesa, terceiro maior sindicato agrícola do país, já anunciou novos atos: uma manifestação com tratores está marcada para Paris no próximo dia 14 de outubro.

Fonte: Pensar Agro

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IBGE revisa safra e reforça posição entre os maiores produtores do país

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) elevou em 261,1 mil toneladas a estimativa para a produção agrícola do Paraná em 2026, colocando o estado entre os três maiores ajustes positivos do país no mês de maio. Com a revisão, o Paraná mantém a posição de segundo maior produtor brasileiro de cereais, leguminosas e oleaginosas, respondendo por 13,6% da safra nacional.

A nova projeção acompanha o cenário favorável da agricultura brasileira. Segundo o IBGE, o país deverá colher 350,4 milhões de toneladas de grãos em 2026, um dos maiores volumes da série histórica. Apenas Mato Grosso e Mato Grosso do Sul tiveram acréscimos superiores ao registrado pelo Paraná na comparação com o levantamento anterior.

A soja segue como principal cultura do estado, com produção estimada em 22 milhões de toneladas, volume 2,7% superior ao obtido em 2025. Já o milho de segunda safra, principal aposta dos produtores nesta temporada, teve a projeção elevada para 17,5 milhões de toneladas e representa cerca de 16% da produção nacional da safrinha.

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Nas culturas de inverno, o Paraná continua liderando com folga a produção brasileira de cevada. A colheita está estimada em 552,6 mil toneladas, o equivalente a mais de 80% da produção nacional. A aveia também apresentou revisão positiva e deverá alcançar 256,5 mil toneladas, mantendo o estado entre os principais produtores do país.

Os números reforçam o protagonismo do agronegócio paranaense, sustentado pela diversificação das culturas e pelo elevado nível tecnológico das propriedades. Ao lado do Rio Grande do Sul, o Paraná é um dos pilares da produção agrícola da Região Sul, que responde por mais de um quarto da safra brasileira de grãos.

Fonte: Pensar Agro

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