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Vasco vence Botafogo nos pênaltis e avança à semifinal da Copa do Brasil

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Em uma noite de intensa rivalidade no Estádio Nilton Santos, o Vasco da Gama garantiu sua vaga nas semifinais da Copa do Brasil ao empatar em 1 a 1 com o Botafogo no tempo normal e superar o rival alvinegro por 5 a 4 na emocionante disputa de pênaltis. O resultado, conquistado nesta quinta-feira (11-09), coloca o Cruzmaltino em mais um clássico na próxima fase da competição.

O jogo

O Botafogo iniciou o confronto buscando o domínio territorial, criando as primeiras chances e exigindo defesas do goleiro Léo Jardim. No entanto, foi o Vasco quem abriu o placar aos 20 minutos do primeiro tempo. Após uma cobrança de falta de Philippe Coutinho que o goleiro Neto não conseguiu segurar, Nuno Moreira aproveitou o rebote e mandou a bola para o fundo das redes, silenciando a torcida alvinegra.

Apesar do gol sofrido, o Glorioso não se abateu e intensificou a pressão em busca do empate. Pouco antes do intervalo, aos 42 minutos, o Botafogo foi recompensado. Joaquín Correa invadiu a área e foi derrubado por Léo Jardim, resultando em pênalti. Alex Telles converteu a cobrança com segurança, igualando o marcador e levando o clássico para o intervalo em 1 a 1.

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O segundo tempo foi marcado por muita luta e pouca efetividade ofensiva de ambos os lados. O Botafogo pressionou nos minutos iniciais, mas faltou precisão no último passe. O Vasco, por sua vez, cometeu muitos erros e raramente ameaçava a defesa adversária. As raras chances mais claras vieram em chutes de longa distância ou bolas paradas, mas sem alterar o placar. Com o tempo regulamentar encerrado, a decisão da vaga foi para a marca da cal.

Léo Jardim brilha nos pênaltis

Na disputa de pênaltis, a tensão tomou conta do Nilton Santos. Cada equipe converteu suas primeiras cobranças com maestria. No entanto, no momento decisivo, o goleiro Léo Jardim, já protagonista no tempo normal, defendeu a penalidade cobrada por Alex Telles, repetindo o feito daquele que havia marcado o gol de empate botafoguense. Com a defesa crucial, o Vasco assegurou a vitória por 5 a 4 e a tão sonhada classificação.

Com a classificação, o Vasco terá pela frente um novo desafio de peso: o rival Fluminense, em mais um clássico carioca que promete grandes emoções na semifinal da Copa do Brasil. A torcida vascaína celebra a vitória e já projeta a chance de chegar à grande final.

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FICHA TÉCNICA

BOTAFOGO 1 (4) X 1 (5) VASCO

Competição: volta das quartas de final da Copa do Brasil

Data: 11 de setembro de 2025

Horário: 21h30 (de Brasília)

Local: Nilton Santos, no Rio de Janeiro (RJ)

Árbitro: Rodrigo José Pereira de Lima

Assistentes: Guilherme Dias Camilo e Alex Ang Ribeiro

VAR: Pablo Ramon Gonçalves Pinheiro

Público: 40.649

Cartões amarelos: Fernando Diniz (VAS)

Gols: Nuno Moreira (VAS), aos 20 min do 1º tempo; Alex Telles (BOT), aos 42 min do 1º tempo

BOTAFOGO: Neto; Mateo Ponte (Vitinho), Kaio Pantaleão, Alexander Barboza e Alex Telles; Newton, Marlon Freitas e Santi Rodríguez (Matheus Martins); Jeffinho (Artur) (Chris Ramos), Joaquín Correa (Savarino) e Arthur Cabral. Técnico: Davide Ancelotti.

VASCO: Léo Jardim; Paulo Henrique, Hugo Moura, Lucas Freitas e Piton (Pumita Rodríguez); Barros, Tchê Tchê (Mateus Carvalho) (Robert Renan) e Philippe Coutinho (Matheus França); Nuno Moreira (David), Rayan e Vegetti. Técnico: Fernando Diniz



Fonte: Esportes

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Botafogo SAF pede Recuperação Judicial: o que isso significa e quais podem ser os impactos no Fair Play Financeiro da CBF

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A notícia de que o Botafogo SAF protocolou um pedido de recuperação judicial pegou muita gente de surpresa — especialmente pelo contraste com o momento esportivo recente do clube. Mas, longe de ser um “fim da linha”, o movimento revela algo mais comum no mundo empresarial do que no futebol: a necessidade de reorganizar a casa antes que a situação saia do controle.

Na prática, a recuperação judicial funciona como uma espécie de “respiro”. Ela permite que a empresa — neste caso, a SAF — renegocie suas dívidas, reorganize pagamentos e ajuste seu fluxo de caixa sem interromper suas atividades. Traduzindo: o Botafogo continua jogando normalmente, pagando salários e disputando campeonatos, enquanto tenta colocar as contas em ordem nos bastidores.

O próprio clube deixa claro que a prioridade é manter tudo funcionando. E isso é importante destacar: não há, neste momento, qualquer impacto direto no desempenho esportivo ou no calendário. O torcedor não deve esperar punições imediatas ou algo que tire o time de competições.

Mas a pergunta inevitável é: como um clube que conquistou títulos importantes recentemente chega a esse ponto?

A resposta passa menos pelo campo e mais pela estrutura financeira. A SAF foi montada com uma expectativa de investimentos e aportes que, segundo a nota, não se concretizaram como esperado. Soma-se a isso um problema delicado de governança: o acionista majoritário, de acordo com o clube, estaria dificultando a entrada de novos recursos. Esse tipo de impasse interno costuma ser silencioso, mas tem impacto direto — e pesado — nas finanças.

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É aí que a recuperação judicial entra como uma tentativa de reorganizar tudo ao mesmo tempo: dívidas, fluxo de caixa e até a própria estrutura de poder dentro da SAF.

Agora, olhando um pouco além do Botafogo, esse caso acende um alerta importante no futebol brasileiro, especialmente em relação ao Fair Play Financeiro que vem sendo discutido pela Confederação Brasileira de Futebol.

A ideia do Fair Play é simples no papel: clubes precisam gastar dentro daquilo que arrecadam e manter suas obrigações em dia. O problema é como aplicar isso em situações como essa.

Por um lado, a recuperação judicial é um mecanismo legal, previsto inclusive na Lei das SAFs. Ou seja, não é uma irregularidade — é uma ferramenta de ajuste. Por outro, ela escancara um desequilíbrio financeiro, justamente o tipo de situação que o Fair Play tenta evitar.

Na prática, o que deve acontecer é um meio-termo. O Botafogo dificilmente sofrerá punições imediatas por entrar em recuperação judicial. Mas o caso passa a colocá-lo sob um nível maior de atenção. Dependendo de como a CBF evoluir suas regras, clubes nessa condição podem enfrentar restrições no futuro, como limites de gastos ou maior controle sobre contratações.

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Mais do que isso, o episódio pode virar um marco. O futebol brasileiro ainda está aprendendo a lidar com o modelo de SAF, e situações como essa ajudam a definir quais serão as “regras do jogo” daqui para frente.

Internamente, porém, talvez o maior desafio do Botafogo nem seja financeiro — seja político. O pedido para suspender o direito de voto do acionista majoritário indica um conflito sério dentro da estrutura da SAF. E, quando há disputa de poder, investidores tendem a recuar, decisões travam e a recuperação fica mais difícil.

O futuro do clube agora passa por algumas etapas bem claras: a aceitação do pedido pela Justiça, a apresentação de um plano de recuperação e a negociação com credores. Se tudo correr bem, o Botafogo pode sair desse processo mais organizado e sustentável. Caso contrário, o cenário se complica — e aí, sim, os reflexos podem chegar ao futebol.

No fim das contas, o torcedor pode respirar um pouco mais tranquilo no presente. O time segue em campo, competitivo, e sem mudanças bruscas à vista. Mas, fora das quatro linhas, o Botafogo entra em uma fase decisiva — talvez uma das mais importantes desde a criação da SAF.

Porque agora não se trata apenas de ganhar jogos. Trata-se de garantir que o clube tenha condições de continuar jogando no mais alto nível nos próximos anos.

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