CUIABÁ
Search
Close this search box.

MATO GROSSO

Novos contratos de concessão de Mato Grosso se tornam referência internacional

Publicado em

MATO GROSSO

Os contratos de concessão rodoviária assinados pelo Governo do Estado trouxeram uma série de inovações. Mato Grosso se transformou no primeiro estado do Brasil a levar em conta as mudanças climáticas na hora de realizar os estudos de modelagem, que definiram a viabilidade das concessões.

As cláusulas de adaptação climática desenvolvidas pela equipe da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT) devem se tornar uma referência internacional. Elas serão incluídas entre os estudos de caso selecionados pela Comissão Econômica das Nações Unidas (Unece), para estar em um guia que promove a resiliência climática em parcerias público-privadas e projetos de infraestrutura

Segundo a coordenadora da publicação, Natascha Schmitt, a inclusão de Mato Grosso mostra que o modelo adotado no Estado incorporou cláusulas que exigem avaliação de risco climático, planejamento de adaptação e mecanismos de reequilíbrio vinculados ao cumprimento das obrigações de resiliência, um exemplo de como regulação e contratos podem operar juntos para garantir a continuidade de serviços essenciais diante dos impactos das mudanças climáticas.

Durante a elaboração da modelagem, foram mapeados os riscos climáticos e de desastres naturais, atendendo os modelos do Painel Intergovernamental das Mudanças Climáticas (IPCC) da ONU. Isso levou o Estado a desenvolver um plano de adaptação climática e mitigação de desastres.

Leia Também:  Governo firma convênio para entregar luminárias de LED a Cuiabá

Entre as ações previstas dentro dos contratos de concessão estão o mapeamento e monitoramento contínuo dos riscos climáticos, a atualização periódica para incorporar avanços tecnológicos e novos dados, além do uso de materiais resilientes nas obras de infraestrutura.

Dentro das obras de infraestrutura serão tomadas medidas como a elevação de trechos das rodovias para prevenir inundações, reforço no sistema de drenagem e nas encostas, para prevenir deslizamentos, construção de barreiras e implementação de estruturas verdes como a biorretenção e zonas úmidas construídas.

Essas duas últimas são tecnologias que utilizam o próprio solo e a vegetação para manejar a água e prevenir alagamentos e outros impactos.

Com essas medidas, é possível apontar as responsabilidades da concessionária em caso de um desastre imprevisível, ou buscar o reequilíbrio financeiro em caso de uma ação imprevisível.

O secretário adjunto de Logística e Concessões da Sinfra, Caio Albuquerque explica que todos os estudos foram feitos com o objetivo de trazer para Mato Grosso o que há de mais moderno no meio das concessões. “Mas, além disso, quisemos dar um passo além, buscando inovações para entregar o melhor que fosse possível, que é o que Mato Grosso merece”, afirmou.

Leia Também:  Instituto Ciranda abre 200 vagas para modalidades de ensino de música com patrocínio da Secel

Outras inovações em nível estadual são a adoção do sistema Free Flow de cobrança de pedágio e a pesagem dinâmica dos caminhões.

O sistema Free Flow elimina as cabines de pedágio, com a instalação de pórticos que fazem a captura das placas dos automóveis que passam pela rodovia. Com isso, o pagamento das tarifas pode ser feito por meio do uso de tags, ou depois por aplicativo ou totens instalados na rodovia.

Já o sistema de pesagem HS-WIN permite que os caminhões possam ser pesados em movimento, sem a necessidade de parar. As duas medidas diminuem os congestionamentos, os custos operacionais, o desgaste do pavimento e a emissão de gás carbônico.

Fonte: Governo MT – MT

Propaganda

MP MT

Réu é condenado a 40 anos de reclusão por feminicídio

Publicados

em

O Tribunal do Júri de Ribeirão Cascalheira (a 900 km de Cuiabá) condenou, na sexta-feira (2), A.A.F.G. a 40 anos e 10 meses de reclusão, em regime inicial fechado, pelo feminicídio de L.S.S. A acusação foi sustentada em plenário pelo promotor de Justiça Bruno Barros Pereira. O julgamento ocorreu com aplicação da Lei nº 14.994/2024, que elevou as penas para o crime de feminicídio.O Conselho de Sentença reconheceu a autoria e a materialidade do crime, bem como a qualificadora do recurso que dificultou a defesa da vítima. Também foram aplicadas as causas de aumento relacionadas ao emprego de arma de fogo de uso restrito e ao meio cruel utilizado na execução. Na sentença, o juízo negou ao réu o direito de recorrer em liberdade, manteve a prisão e determinou o início imediato do cumprimento da pena.Para o promotor de Justiça Bruno Barros Pereira, a condenação representa uma resposta firme do Sistema de Justiça a um crime marcado pela violência e pela discriminação de gênero. “Foi um caso emblemático para a região e uma resposta importante para a sociedade diante da gravidade dos fatos”, destacou.Conforme a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o feminicídio foi motivado pelo inconformismo do acusado com o fim do relacionamento extraconjugal mantido com a vítima. Durante o julgamento, o Ministério Público sustentou que o crime ocorreu em um contexto de menosprezo à condição de mulher, permeado por humilhação e sentimento de posse.As investigações apontaram que o réu decidiu matar a vítima horas antes do crime e se dirigiu armado até o local onde ela estava. Antes dos disparos, submeteu a mulher a uma situação degradante. Segundo a acusação, a vítima foi puxada pelos cabelos, obrigada a se ajoelhar e, em seguida, atingida por dois tiros no rosto.Bruno Barros Pereira ressaltou que as provas apresentadas em plenário demonstraram a violência extrema empregada na execução do crime e o desprezo do condenado pela condição feminina. “Os elementos levados ao julgamento evidenciaram a motivação de gênero e a crueldade da conduta, circunstâncias que foram reconhecidas pelos jurados e refletidas na pena aplicada”, afirmou.Processo 1000481-46.2025.8.11.0079.

Leia Também:  Polícia Civil apreende 690 quilos de maconha e skunk armazenados em casa-cofre

Fonte: Ministério Público MT – MT

Continue lendo

CIDADES

POLÍTICA

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA