ESPORTES
Bruno Henrique recebe 12 jogos de suspensão pelo STJD após quase 8 horas de julgamento
ESPORTES
Na tarde desta quinta-feira, 4 de setembro de 2025, o atacante Bruno Henrique, do Flamengo, foi condenado pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). A decisão, anunciada após um julgamento que se estendeu por mais de oito horas, resultou em 12 jogos de suspensão e uma multa de R$ 60 mil. Ainda cabe recurso da defesa.
O que aconteceu
A denúncia contra Bruno Henrique surgiu por conta de um cartão amarelo recebido em 2023, no jogo contra o Santos, disputado em Brasília, pelo Brasileirão. O Ministério Público e o STJD investigaram se o atleta teria forçado a advertência para favorecer apostadores ligados a ele.
No julgamento desta quinta-feira, os auditores do STJD entenderam que o atacante não prejudicou deliberadamente o Flamengo em campo e o absolveram desse ponto. Porém, por 4 votos a 1, consideraram que ele feriu a ética desportiva e o condenaram com base no artigo 243-A do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD).
O que dizem os artigos citados
-
Artigo 243 do CBJD: pune o atleta que atua de forma a prejudicar deliberadamente a própria equipe. A pena pode ser de até 360 dias de suspensão. Bruno Henrique foi absolvido dessa acusação.
-
Artigo 243-A do CBJD: trata de condutas contrárias à ética e à disciplina esportiva. A punição vai de multa até suspensão por partidas oficiais. Foi com base neste artigo que o atacante foi condenado.
Em resumo: o tribunal não viu intenção clara de lesar o Flamengo, mas entendeu que houve conduta imprópria diante das regras éticas do futebol.
Julgamento e defesa
Bruno Henrique participou da sessão por videoconferência, declarou-se inocente e contou com a defesa do advogado Alexandre Vitorino. O vice-presidente jurídico do Flamengo, Flavio Willeman, também esteve presente.
Consequências fora do futebol
O caso não se limita à esfera esportiva. O jogador também responde na Justiça comum: foi indiciado pela Polícia Federal e denunciado pelo Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT) com base no artigo 200 da Lei Geral do Esporte, que trata de fraude esportiva.
Esse artigo prevê pena de 2 a 6 anos de prisão, além de multa, para quem manipula resultados ou participa de esquemas que visam alterar o andamento normal de uma partida.
Por que esse caso importa?
Esse julgamento se insere no contexto da luta contra a manipulação de resultados, um problema que afeta o futebol em várias partes do mundo. O STJD e a Justiça comum atuam de forma complementar:
-
O STJD julga a conduta no âmbito esportivo, aplicando suspensões e multas.
-
A Justiça comum avalia se houve crime, podendo levar à prisão.
Resumindo
-
Punição no STJD: 12 jogos de suspensão + multa de R$ 60 mil.
-
Motivo: conduta contrária à ética (art. 243-A, CBJD).
-
Absolvição: não ficou provado que prejudicou o Flamengo de forma proposital (art. 243, CBJD).
-
Processo paralelo: responde na Justiça comum por fraude esportiva, com risco de pena de 2 a 6 anos.
Educação esportiva: este caso mostra como a legislação busca proteger a integridade do jogo e punir práticas que possam abalar a credibilidade do futebol. Jogadores, clubes e torcedores precisam compreender que a ética vai além das quatro linhas — é parte fundamental da justiça desportiva.
ESPORTES
Botafogo SAF pede Recuperação Judicial: o que isso significa e quais podem ser os impactos no Fair Play Financeiro da CBF
A notícia de que o Botafogo SAF protocolou um pedido de recuperação judicial pegou muita gente de surpresa — especialmente pelo contraste com o momento esportivo recente do clube. Mas, longe de ser um “fim da linha”, o movimento revela algo mais comum no mundo empresarial do que no futebol: a necessidade de reorganizar a casa antes que a situação saia do controle.
Na prática, a recuperação judicial funciona como uma espécie de “respiro”. Ela permite que a empresa — neste caso, a SAF — renegocie suas dívidas, reorganize pagamentos e ajuste seu fluxo de caixa sem interromper suas atividades. Traduzindo: o Botafogo continua jogando normalmente, pagando salários e disputando campeonatos, enquanto tenta colocar as contas em ordem nos bastidores.
O próprio clube deixa claro que a prioridade é manter tudo funcionando. E isso é importante destacar: não há, neste momento, qualquer impacto direto no desempenho esportivo ou no calendário. O torcedor não deve esperar punições imediatas ou algo que tire o time de competições.
Mas a pergunta inevitável é: como um clube que conquistou títulos importantes recentemente chega a esse ponto?
A resposta passa menos pelo campo e mais pela estrutura financeira. A SAF foi montada com uma expectativa de investimentos e aportes que, segundo a nota, não se concretizaram como esperado. Soma-se a isso um problema delicado de governança: o acionista majoritário, de acordo com o clube, estaria dificultando a entrada de novos recursos. Esse tipo de impasse interno costuma ser silencioso, mas tem impacto direto — e pesado — nas finanças.
É aí que a recuperação judicial entra como uma tentativa de reorganizar tudo ao mesmo tempo: dívidas, fluxo de caixa e até a própria estrutura de poder dentro da SAF.
Agora, olhando um pouco além do Botafogo, esse caso acende um alerta importante no futebol brasileiro, especialmente em relação ao Fair Play Financeiro que vem sendo discutido pela Confederação Brasileira de Futebol.
A ideia do Fair Play é simples no papel: clubes precisam gastar dentro daquilo que arrecadam e manter suas obrigações em dia. O problema é como aplicar isso em situações como essa.
Por um lado, a recuperação judicial é um mecanismo legal, previsto inclusive na Lei das SAFs. Ou seja, não é uma irregularidade — é uma ferramenta de ajuste. Por outro, ela escancara um desequilíbrio financeiro, justamente o tipo de situação que o Fair Play tenta evitar.
Na prática, o que deve acontecer é um meio-termo. O Botafogo dificilmente sofrerá punições imediatas por entrar em recuperação judicial. Mas o caso passa a colocá-lo sob um nível maior de atenção. Dependendo de como a CBF evoluir suas regras, clubes nessa condição podem enfrentar restrições no futuro, como limites de gastos ou maior controle sobre contratações.
Mais do que isso, o episódio pode virar um marco. O futebol brasileiro ainda está aprendendo a lidar com o modelo de SAF, e situações como essa ajudam a definir quais serão as “regras do jogo” daqui para frente.
Internamente, porém, talvez o maior desafio do Botafogo nem seja financeiro — seja político. O pedido para suspender o direito de voto do acionista majoritário indica um conflito sério dentro da estrutura da SAF. E, quando há disputa de poder, investidores tendem a recuar, decisões travam e a recuperação fica mais difícil.
O futuro do clube agora passa por algumas etapas bem claras: a aceitação do pedido pela Justiça, a apresentação de um plano de recuperação e a negociação com credores. Se tudo correr bem, o Botafogo pode sair desse processo mais organizado e sustentável. Caso contrário, o cenário se complica — e aí, sim, os reflexos podem chegar ao futebol.
No fim das contas, o torcedor pode respirar um pouco mais tranquilo no presente. O time segue em campo, competitivo, e sem mudanças bruscas à vista. Mas, fora das quatro linhas, o Botafogo entra em uma fase decisiva — talvez uma das mais importantes desde a criação da SAF.
Porque agora não se trata apenas de ganhar jogos. Trata-se de garantir que o clube tenha condições de continuar jogando no mais alto nível nos próximos anos.
-
POLÍTICA5 dias atrásTJMT suspende desocupação em condomínios após pedido da ALMT
-
POLÍCIA5 dias atrásGoverno de MT firma pacto com TJ, MP, AL, TCE e Defensoria em defesa das mulheres
-
POLITÍCA NACIONAL5 dias atrásComissão da Câmara aprova piso salarial de R$ 5,5 mil para assistentes sociais; texto pode ir ao Senado
-
POLÍTICA4 dias atrásALMT participa do lançamento do “MT em Defesa das Mulheres” e reforça rede de proteção
-
POLÍTICA6 dias atrásEntrega de trator fortalece agricultura familiar na Gleba Monjolo, em Chapada dos Guimarães
-
POLÍCIA6 dias atrásHomem é preso pela PM com documentos falsos em abordagem na MT-100
-
ESPORTES2 dias atrásMato-grossense Leonardo Storck é campeão e conquista vaga em Roland Garros
-
MATO GROSSO4 dias atrásPolícia Militar prende homem e fecha garimpo ilegal em Novo Mundo






