POLÍTICA
ALMT promove audiências públicas em Cuiabá e interior para debater feminicídios
POLÍTICA
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) promoverá, neste mês de setembro, uma série de audiências públicas para debater os alarmantes índices de feminicídio e violência doméstica em Mato Grosso. Os debates são uma iniciativa da deputada Edna Sampaio (PT) e serão realizados em três cidades-polos.
A programação começa em Cuiabá, no dia 11, às 14h no plenário da ALMT, em seguida em Rondonópolis, no dia no dia 15, às 14h, na Câmara Municipal, e a última em Cáceres, no dia 18, às 17h, também na Câmara Municipal.
De acordo com dados do Observatório Caliandra, do Ministério Público Estadual (MPMT), 37 feminicídios foram registrados em Mato Grosso entre janeiro e agosto de 2025. O número representa quase 80% dos 47 casos contabilizados em todo o ano de 2024.
Em 2024, Mato Grosso registrou a maior taxa estadual de feminicídios do Brasil, com aproximadamente 2,5 casos a cada 100 mil mulheres, segundo o Mapa da Segurança Pública 2024, divulgado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).
Formação da Comissão Especial – As audiências têm como objetivo subsidiar a criação da Comissão Especial de Enfrentamento ao Feminicídio e à Violência Doméstica na Assembleia Legislativa.
O requerimento para a instalação da comissão já foi apresentado por Edna e recebeu a assinatura dos deputados Janaína Riva (MDB), Wilson Santos (PSD), Júlio Campos (União), Sheila Klener (PSDB), Beto Dois a Um (PSB) e Lúdio Cabral (PT).
Segundo a parlamentar, a comissão terá o mesmo propósito de uma CPI do Feminicídio, investigando as causas e responsabilidades institucionais do Estado.
“Decidimos fazer três audiências públicas como estratégia de imobilização social para que possamos constituir uma Comissão aqui no parlamento já que não conseguimos fazer a CPI acontecer. Vamos criar essa comissão que vai fazer exatamente a mesma coisa que a CPI: analisar as causas institucionais que têm levado à insegurança e à morte de mulheres no estado”, disse Edna.
A Comissão vai analisar o financiamento e a execução orçamentária das políticas públicas voltadas à proteção da mulher, a estrutura e funcionamento da Rede de Proteção às Mulheres, os programas e projetos de prevenção, promoção e atendimento às mulheres em situação de violência, além da coordenação e cooperação institucional entre os entes federativos no enfrentamento à violência contra a mulher.
Edna enfatizou a importância de compreender o problema em sua origem. “Precisamos saber onde estão estes gargalos e resolvê-los para que possamos nos antecipar à violência. Não podemos focar apenas na questão da segurança pública, pois não se trata de um crime qualquer. É um crime político, é um crime onde o homem se coloca perante a mulher como ser superior, como proprietário daquele corpo”, destacou.
Participação popular – De acordo com a deputada, um dos objetivos da Comissão será engajar a sociedade no combate à violência contra a mulher por meio da participação popular.
“Queremos compor com autoridades representando os poderes executivo, legislativo e judiciário, a sociedade civil organizada. Queremos ouvir a população e também as autoridades, essa mesa vai ser representativa dos Poderes e das responsabilidades públicas que têm o estado na defesa da mulher e na promoção da sua cidadania”, disse.
As audiências contarão com representantes dos três poderes e de movimentos sociais.
Outro foco do trabalho será analisar os programas e projetos de promoção da cidadania feminina implementados pelos governos estadual e municipais, incluindo o financiamento, orçamento, execução orçamentária e a colaboração interfederativa com o governo federal.
Feminicídio como problema estrutural – Edna Sampaio destacou que o enfrentamento ao feminicídio exige um debate profundo sobre as estruturas sociais machistas que sustentam esse tipo de violência.
“Estamos diante de um problema estrutural causado por uma estrutura machista arraigada em nossa sociedade. As instituições, muitas vezes, são perpassadas por uma ideia, consciente ou inconsciente, de que as mulheres são cidadãs de segunda categoria, subumanas. Embora representemos a maioria da população e do eleitorado, as pautas que realmente nos interessam são constantemente relegadas a segundo plano. Precisamos desconstruir esse machismo”, salientou.
Os resultados das audiências servirão como base para a formulação de políticas públicas e propostas legislativas voltadas à proteção da vida das mulheres em Mato Grosso.
Agenda das audiências
Cuiabá, no dia 11 de setembro, às 14h, no plenário da ALMT;
Rondonópolis, no dia 15, às 14h, na Câmara Municipal
Cáceres, no dia 18, às 17h, também na Câmara Municipal.
Fonte: ALMT – MT
POLÍTICA
Sessão é marcada pela leitura da LDO 2027 e aprovação de projeto que cria Programa Social Creches da Terceira Idade
Começou a tramitar nesta quarta-feira (3), na Assembleia Legislativa, o Projeto de Lei 692/2026, da Mensagem 90/2026 que dispõe sobre as diretrizes para a elaboração da Lei Orçamentária de 2027 (LDO 2027).
De acordo com o projeto, o governo do estado prevê receita líquida de R$ 42,14 bilhões para o próximo ano. Em 2026, o valor foi de R$ 40,79 bilhões. Para as renúncias fiscais, a previsão é de R$ 13,21 bilhões, enquanto que neste ano R$ 11,67 bilhões. Já a Revisão Geral Anual (RGA) dos servidores públicos para 2027 está estimada em 4,20%. O projeto deverá cumprir cinco sessões ordinárias antes da votação, além da realização de audiências públicas para ampliar o debate com a sociedade.
Na mensagem, o governo destaca que as diretrizes definidas estão em sintonia com os cenários político, econômico e social. “O Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2027 reflete a realidade econômica e financeira do Estado de Mato Grosso, considerando estimativas de receitas, despesas e metas fiscais em função da política fiscal vigente”, diz trecho do documento.
ORDEM DO DIA – Com 28 propostas na Ordem do Dia, os deputados aprovaram importantes projetos de lei durante a sessão plenária. Destaque para a aprovação, em segunda votação, do Projeto de Lei 1816/2024, de autoria do presidente da ALMT, deputado Max Russi (Pode), que institui o Programa Social Creches da Terceira Idade.
Objetivo é criar espaços de acolhimento e atendimento para idosos, oferecendo suporte, cuidados e atividades que contribuam para a qualidade de vida da população da terceira idade.
Segundo Russi, o envelhecimento da população exige a ampliação das políticas públicas voltadas aos idosos, garantindo locais adequados para atendimento e assistência.
“A população está envelhecendo e precisamos cuidar dos nossos idosos. Precisamos ter locais para recebê-los e oferecer os cuidados necessários. Já existem casas para idosos, mas também precisamos construir espaços específicos, como creches da terceira idade, onde possamos acolher e cuidar melhor dessas pessoas. Não podemos abandoná-los, pois muitos precisam do apoio do Estado”, afirmou o parlamentar.
O presidente da Assembleia destacou ainda que o projeto busca reconhecer e valorizar aqueles que contribuíram para o desenvolvimento da sociedade ao longo da vida.
“Cuidar da melhor idade é cuidar de quem já cuidou da gente, de quem trabalhou por Mato Grosso, por Cuiabá e pelo Brasil. Precisamos sempre desenvolver políticas públicas e dar atenção especial aos nossos idosos”, ressaltou Max Russi.
Também foi aprovado o Projeto de Lei 554/2023, de autoria do deputado Valdir Barranco (PT), que dispõe sobre a criação do Portal TEA para promover e efetivar os direitos das pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Fonte: ALMT – MT
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