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POLITÍCA NACIONAL

Cancelado debate sobre financiamento do Samu

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POLITÍCA NACIONAL

A Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados cancelou a audiência pública que realizaria nesta quarta-feira (3) sobre o financiamento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Ainda não há nova data para o debate.

A audiência foi solicitada pelo deputado Zé Vitor (PL-MG). O parlamentar quer discutir medidas para viabilizar o custeio adequado do serviço. Ele argumenta que a falta de recursos compromete o funcionamento do Samu em todo o país, afetando a manutenção da frota e as condições de trabalho dos profissionais.

Samu de MG
Zé Vitor cita como exemplo a situação de Minas Gerais, onde, segundo dados de consórcios intermunicipais, o valor repassado pelo governo federal está abaixo do previsto na Portaria 1.010/12, que define a divisão do custeio entre União, estado e municípios.

“Atualmente, o governo federal repassa R$ 170 milhões para que o estado administre o atendimento de urgência, mas os consórcios denunciam que esse valor é insuficiente – faltariam R$ 28 milhões para cobrir os gastos atuais”, afirma o deputado.

Sucateamento
De acordo com o parlamentar, a falta de recursos leva ao sucateamento de ambulâncias, à redução da frota disponível e a atrasos no atendimento.

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“O Samu é, para muitos, a linha entre a vida e a morte. É o serviço de ambulância que corre contra o tempo para socorrer pessoas vítimas de acidentes, infartos, AVCs e inúmeras outras emergências, e cada segundo faz a diferença.”

Da Redação – ND

Fonte: Câmara dos Deputados

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POLITÍCA NACIONAL

Secretário do Tesouro Nacional destaca crescimento econômico do país após a pandemia

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O secretário do Tesouro Nacional, Daniel Leal, disse aos parlamentares da Comissão Mista de Orçamento (CMO) que o Brasil tem mostrado resiliência econômica após a pandemia de Covid-19.

Um dos indicadores disso seria o crescimento econômico. “O país tinha uma média de 1,4% ao ano em períodos anteriores e, agora, está com uma média de 3% ao ano de crescimento, o que corrobora essa resiliência”, afirmou.

O secretário esteve na comissão para cumprir dispositivos da Lei de Responsabilidade Fiscal que exigem explicações periódicas do Executivo sobre as metas fiscais e a dívida pública.

Redução da dívida
Daniel Leal informou que as metas fiscais programadas para os próximos anos serão suficientes para reduzir a dívida a partir de 2029.

No primeiro quadrimestre deste ano, segundo o secretário, o governo central teve um superávit – que são receitas de impostos maiores que despesas primárias – de R$ 9 bilhões. Já as empresas estatais tiveram déficit de R$ 6,5 bilhões.

A meta anual é de superávit de R$ 34,3 bilhões.

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Juros altos
Por causa dos juros altos, porém, a dívida líquida subiu de 65,2% do Produto Interno Bruto (PIB) em dezembro de 2025 para 66,8% em março de 2026.

Vinicius Loures / Câmara dos Deputados
Audiência Pública - Demonstração e avaliação do cumprimento das metas fiscais referentes ao 1° quadrimestre de 2026. Dep. Mauro Benevides Filho (UNIÃO-CE)
Mauro Benevides Filho: juros inviabilizam reservas brasileiras em dólar

Para o deputado Mauro Benevides Filho (União-CE), os juros altos tornam a manutenção das reservas em dólar do país muito custosa. Isso porque elas rendem bem menos que o custo da dívida interna.

“O FMI [Fundo Monetário Internacional] diz que você só precisa ter 80% dos seus contratos cambiais. Se isso fosse verdade, o Brasil deveria ter, no máximo, 240 bilhões de dólares em reserva cambial”, declarou o parlamentar.

O Brasil tem, atualmente, 367 bilhões de dólares em reservas cambiais.

Reportagem – Silvia Mugnatto
Edição – Marcelo Oliveira

Fonte: Câmara dos Deputados

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