AGRONEGÓCIO
Isan Rezende debate futuro da aviação agrícola brasileira com Cláudio Júnior Gomes
AGRONEGÓCIO
O novo episódio do podcast Pensar Agro traz uma entrevista reveladora com Cláudio Júnior Oliveira Gomes, economista, doutor em administração e Diretor Operacional do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag). Conduzido por Isan Rezende, presidente da Federação dos Engenheiros Agrônomos do Estado de Mato Grosso (Feagro/MT) e do Instituto do Agronegócio (IA), o programa mergulha nos desafios e nas perspectivas da aviação agrícola brasileira em meio a um cenário global marcado por disputas geopolíticas, barreiras comerciais e instabilidade política.
Cláudio abre a conversa com uma análise geoeconômica: enquanto os Estados Unidos concentram 26% do PIB mundial, seguidos por China (18%) e Alemanha (12%), o Brasil responde por apenas 2%. Essa disparidade, segundo ele, fragiliza o país nas negociações internacionais, ainda que sua importância como potência agrícola e fornecedora global de alimentos seja inquestionável.
Entre os pontos críticos, o economista destacou a taxação sobre motores produzidos no Canadá, fundamentais para a frota brasileira. A tarifa de importação de 37%, somada à carga tributária nacional que pode elevar os custos em até 50%, compromete diretamente a competitividade do setor. “Se não houver revisão dessas políticas, colocamos em risco não apenas o crescimento da aviação agrícola, mas a eficiência de toda a agricultura brasileira”, alertou.
O diretor do SINDAG também apontou que a polarização política interna afasta investimentos e prejudica setores estratégicos. Comparando o Brasil ao Japão, ressaltou que a estabilidade cultural e política dos japoneses transmite segurança a investidores estrangeiros, enquanto no Brasil discursos ambientais sem respaldo técnico acabam moldando legislações que dificultam o avanço da aviação agrícola.
Apesar das barreiras, o mercado busca alternativas. Há negociações paralelas para ampliar acordos comerciais, embora ainda dependam da chancela do governo americano. Para Cláudio, isso evidencia a necessidade de uma atuação diplomática mais firme do Brasil na defesa de seus interesses no agro.
A entrevista também reforçou a relevância da aviação agrícola na prática. Hoje, o setor atende mais de 140 milhões de hectares — número superior à área cultivada, devido às múltiplas aplicações por lavoura. A diferença de produtividade é expressiva: um avião pulveriza 400 hectares em uma hora; um trator levaria 14 horas; e um operador com bomba costal demoraria 400 dias para cobrir a mesma área. Além da eficiência, o uso de água é significativamente menor, tornando a aviação uma aliada da sustentabilidade e da segurança alimentar. O combate à ferrugem asiática, por exemplo, é uma das frentes em que a tecnologia tem se mostrado indispensável.
Outro destaque do episódio foi a apresentação de um estudo inédito conduzido pelo Sindag sobre economia e sustentabilidade da aviação agrícola no Brasil. O levantamento busca oferecer subsídios técnicos para políticas públicas e estratégias empresariais, criando um diagnóstico detalhado do setor.
Com linguagem acessível e abordagem crítica, o podcast Pensar Agro reforça seu papel como espaço de análise e reflexão sobre os rumos do agronegócio. A entrevista com Cláudio Júnior Oliveira Gomes funciona como alerta e convite à ação: para que o Brasil mantenha seu protagonismo no campo, é preciso também fortalecer suas asas no cenário internacional.
ASSISTA:
Fonte: Pensar Agro
AGRONEGÓCIO
Exportações do agro atingem R$ 29,6 bilhões o primeiro quadrimestre
As exportações do agronegócio de Minas Gerais alcançaram R$ 29,6 bilhões no primeiro quadrimestre deste ano, consolidando o estado como o terceiro maior exportador do setor no País, com uma fatia de 10,6% de toda a receita cambial da agropecuária nacional.
Entre janeiro e abril, as fazendas e agroindústrias mineiras embarcaram 4,8 milhões de toneladas de produtos. De acordo com o balanço oficial da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), o resultado reafirma a robustez do campo mineiro e a ampla inserção global do estado, que conseguiu acessar mais de 160 países com uma cesta diversificada de 500 produtos diferentes.
O grande destaque positivo do período ficou com o segmento de carnes, que despontou como o principal vetor de crescimento ao faturar R$ 2,94 bilhões com o envio de 160 mil toneladas ao exterior. O avanço de 8,2% na receita das proteínas foi impulsionado pela valorização da carne bovina no mercado internacional. A expansão das carnes e o desempenho favorável de setores como sementes, algodão, papel, frutas e bebidas comprovam que o estado avança na diversificação de sua pauta, criando defesas contra as oscilações de preços das commodities tradicionais.
A escala exportadora confere ao estado a liderança isolada em mercados de nicho e produtos de alto valor agregado. O agronegócio mineiro responde atualmente por 71% de todas as exportações brasileiras de café, além de deter 30,5% das vendas externas de produtos apícolas, 20,4% de lácteos, 12,8% de rações para animais e 11,9% de produtos hortícolas, leguminosas e tubérculos. Essa capilaridade garante receita estável ao produtor e mantém o interior do estado dinâmico economicamente.
No mapeamento dos destinos internacionais, a União Europeia manteve a posição de principal parceiro comercial das frentes agrícolas mineiras, absorvendo R$ 8,67 bilhões, o equivalente a 29,6% da pauta total do quadrimestre. Embora o café represente a quase totalidade das compras do bloco, os produtos florestais registraram um salto de 42,8% e os embarques de carnes mais do que dobraram para o mercado europeu.
Já os países do Mercosul movimentaram R$ 418,2 milhões, registrando uma expansão de 10,1% no volume físico importado. A Argentina liderou as compras intrabloco com 63,2% de participação, absorvendo uma cesta diversificada de produtos de consumo como chocolates, lácteos e alimentos processados.
O balanço do quadrimestre absorveu as acomodações de preços e volumes nas cadeias de maior peso, que registraram faturamentos expressivos apesar das bases comparativas elevadas do ano anterior. O café gerou uma receita de R$ 16,32 bilhões com o embarque de 7,4 milhões de sacas, enquanto o complexo soja garantiu a vice-liderança da pauta com R$ 5,81 bilhões injetados na economia mineira a partir do comércio de 2,71 milhões de toneladas. O complexo sucroalcooleiro complementou a receita externa do estado com R$ 1,37 bilhão faturados no período, consolidando o agronegócio como o principal motor produtivo do estado no comércio global.
Fonte: Pensar Agro
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