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Após agressão e perseguição, homem procura Polícia Civil e consegue ordem judicial para que ex-namorada não se aproxime

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A Polícia Civil conseguiu, nesta semana, uma medida cautelar contra uma mulher de 30 anos, acusada de dano, lesão corporal, perseguição e ameaças contra o ex-namorado, de 39 anos. A pedido da 1ª Delegacia de Polícia do Centro de Várzea Grande, diante da ameaça à integridade física da vítima, a mulher foi proibida de manter contato com ele por qualquer meio.

O caso passou a ser acompanhado pela Polícia Civil no dia 15 de julho, quando o homem procurou a delegacia para denunciar que estava sendo perseguido pela namorada, que também o estava ameaçando, o havia agredido e danificado seu carro. Ele foi ouvido e relatou que os problemas começaram no início do relacionamento.

Segundo relato da vítima, no dia 26 de abril, quando o casal tinha dois meses de relacionamento, durante uma crise de ciúmes, a suspeita apontou uma faca para o namorado, danificou o carro dele e quebrou a chave.

Em 19 de junho, os dois foram a uma festa de aniversário e, durante a madrugada, em uma nova crise de ciúmes, a suspeita tentou quebrar o carro do namorado mais uma vez, quando iam embora. A namorada também mordeu a mão da vítima ao ponto de ser necessário buscar atendimento em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA).

Já no dia 15 de julho, quando a vítima procurou a polícia pela primeira vez, o casal estava na casa da mulher quando, em uma nova discussão por ciúmes, a suspeita pegou uma faca para agredir o então namorado, que teve que sair correndo da casa.

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Ele conseguiu se esconder em seu carro, mas antes derrubou um espelho que estava encostado e quebrou, e a mulher, que corria atrás dele, acabou se machucando com os cacos.

Perseguição

Já no dia 18 de julho, ele retornou à Central de Flagrantes de Várzea Grande dizendo que a namorada havia mordido sua mão direita e estava lhe enviando mensagens no WhatsApp insistentemente. Ele foi submetido a exame de corpo de delito para comprovar a lesão na mão.

Os dois trabalhavam no mesmo local, mas a suspeita estava de férias. Ainda assim, ela estava indo à empresa para tentar contato com o namorado. A vítima também afirmou que a suspeita o ameaçou por mensagens dizendo que iria “acabar com a vida dele” e que “sabia onde encontrá-lo”.

Diante da gravidade das ameaças, lesão corporal, perseguição e dano, o homem manifestou o desejo de representar criminalmente contra a namorada e pediu ao delegado Gerson Vinicius Pereira que encontrasse, judicialmente, uma forma para que ela não pudesse mais entrar em contato com ele.

Medidas cautelares

O delegado Gerson Vinicius Pereira entrou com pedido de aplicação de medidas protetivas de urgência, alegando que a ameaça à integridade física da vítima era explícita, visto que a agora ex-namorada vinha o perseguindo, havia lhe causado uma lesão grave na mão e o ameaçado com uma faca por mais de uma vez.

“Embora a Lei Maria da Penha tenha sido criada para proteger a mulher, o princípio constitucional da isonomia (art. 5o, I, CF) e a necessidade de proteção à vítima em contexto de relacionamento íntimo de afeto, independentemente do gênero, autorizam a aplicação analógica de seus mecanismos protetivos ao homem. A violência e a perseguição praticadas pela requerida ocorreram em razão de um relacionamento íntimo, caracterizando a violência doméstica em seu sentido amplo”, destacou o delegado em seu pedido.

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Pereira requereu que o caso fosse analisado sob a ótica de uma proteção especial e que a análise deveria ser focada na existência da violência e risco, não do gênero do agressor ou da vítima.

Decisão

O Ministério Público se manifestou favorável ao pedido de medidas cautelares representadas pelo delegado Gerson Vinicius Pereira, para que a suspeita não possa mais entrar em contato com o ex-namorado por qualquer meio, para assim evitar mais conflitos, e que seja obrigada a permanecer distante. Apesar de frisar que o caso não poderia ser julgado com base na Lei Maria da Penha.

Diante disso, o juiz Hugo José Freitas da Silva, do Juizado Especial Criminal e Fazendário de Várzea Grande, determinou a imposição da medida cautelar em que a suspeita ficou proibida de manter contato com a vítima por qualquer meio de comunicação, inclusive eletrônico, aplicativos de mensagens, telefonemas, redes sociais, correspondência ou interpessoalmente, direta ou indiretamente.

Vítima e suspeita foram notificados nessa quinta-feira (14.8). Se ela descumprir a ordem judicial, pode ser presa.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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POLÍCIA

Delegada-geral destaca fortalecimento da Polícia Civil e avanço no combate às facções criminosas em MT

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A Polícia Civil de Mato Grosso recebeu investimentos expressivos ao longo dos últimos sete anos, garantindo melhores estruturas, mais valorização dos servidores, reforço no efetivo e o aprimoramento das ações de inteligência, resultando no fortalecimento da instituição e na melhoria de indicadores criminais.

À frente da instituição desde 2023, a delegada-geral, Daniela Silveira Maidel, ressalta as principais ações desenvolvidas pela instituição, os resultados alcançados no combate à criminalidade e os desafios enfrentados na área da segurança pública.

Confira a entrevista abaixo:

Quais foram os desafios encontrados quando a senhora assumiu a gestão da Polícia Civil?

Assumimos a gestão em 2023 com o desafio de fortalecer a estrutura da Polícia Civil, valorizar os servidores e ampliar a capacidade de resposta da instituição em um estado de dimensão continental como Mato Grosso – um trabalho exigiu planejamento, diálogo e decisões firmes desde o início.

Na época, os principais desafios foram recompor e fortalecer o efetivo, e conseguimos o reforço de 46 delegados, 384 investigadores e 290 escrivães, além de continuar a modernização da investigação, ampliar a presença da Polícia Civil no interior e promover um intenso combate às facções, aos crimes violentos e a violência contra grupos vulneráveis.

Agora, o grande desafio é acompanhar a evolução da criminalidade com uma polícia cada vez mais técnica, moderna e eficiente. Para isso, temos investido em inteligência, tecnologia, capacitação, integração entre unidades e fortalecimento das delegacias no interior.

Quais foram os avanços da Polícia Civil ao longo dos últimos anos?

A Polícia Civil conquistou muitos avanços nos últimos sete anos, mas, especialmente nesses três anos e 6 meses de gestão, avançamos muito na valorização profissional, na melhoria das condições de trabalho, na capacitação de servidores e na modernização das ferramentas utilizadas na atividade policial. Também buscamos uma gestão mais próxima, ouvindo as demandas das unidades e dos profissionais. Despertamos o sentimento de pertencimento.

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A população também passou a contar com uma Polícia Civil mais estruturada, mais integrada e mais presente. Houve avanço no atendimento digital, na qualificação das investigações, na ampliação de operações e no atendimento mais humanizado, especialmente às vítimas de violência doméstica.

Vejo esses avanços como resultado de planejamento e compromisso institucional. Os investimentos em tecnologia, estrutura, viaturas, equipamentos, especialmente na capacitação e inteligência trouxeram mais eficiência à investigação e melhores respostas à sociedade.

O que a senhora considera que deixará como legado à Polícia Civil desse período em que está na gestão?

Acredito que o principal legado é uma instituição mais estruturada, mais valorizada e mais consciente do seu papel estratégico na segurança pública. Uma Polícia Civil que investiga com técnica, atua com firmeza e mantém o compromisso com a sociedade.

Ao longo dos anos a Polícia Civil vem aumentando gradativamente o número de operações e o volume de prisões, apreensões e outras medidas cautelares. Qual foi a metodologia adotada pela Polícia Civil para garantir mais eficiência em todo o Estado de Mato Grosso?

Adotamos uma metodologia baseada em planejamento, inteligência policial, análise de dados e integração entre as unidades. As operações passaram a ser construídas com foco em alvos prioritários, repressão qualificada e enfraquecimento das estruturas criminosas, promovendo especialmente na asfixia financeira. Tudo isso fortalece a investigação e permite uma resposta mais rápida e precisa.

E como a senhora avalia a atuação da Polícia Civil no enfrentamento às facções criminosas?

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A Polícia Civil tem atuado de forma firme, técnica e estratégica. O enfrentamento à criminalidade não se limita às prisões; também buscamos descapitalizar as facções, bloquear valores, apreender bens e enfraquecer financeiramente essas organizações.

Como quanto ao combate aos crimes informáticos praticados por meio eletrônico?

Temos ampliado a atuação nessa área com capacitação, ferramentas tecnológicas e unidades preparadas para investigar crimes praticados no ambiente virtual. É uma criminalidade dinâmica, que exige atualização constante e resposta técnica.

A Polícia Civil está preparada para dar uma resposta à sociedade no combate à criminalidade?

Sim. A Polícia Civil está cada vez mais preparada, com servidores capacitados, investimento em tecnologia, atuação integrada e foco na investigação qualificada. Evidentemente, os desafios são permanentes, mas a instituição tem demonstrado capacidade de resposta.

Há um anseio geral da sociedade no combate aos crimes de violência praticada em razão do gênero, especialmente dos feminicídios. Como a Polícia Civil tem contribuído nesse combate?

Esse é um tema tratado como prioridade. A Polícia Civil atua na repressão, na investigação qualificada, no atendimento humanizado às vítimas e na integração com a rede de proteção.

Qual o planejamento da Polícia Civil para os próximos meses deste ano?

Nosso planejamento é continuar fortalecendo a presença da Polícia Civil em todo o Estado, com foco na investigação qualificada, no combate às organizações criminosas, na redução dos crimes violentos e na melhoria do atendimento à população. Também seguimos investindo em tecnologia, capacitação e integração entre as unidades.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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