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Exportações de carne bovina cresceram 5,7% no primeiro semestre

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Mato Grosso encerrou o primeiro semestre de 2025 com 368,8 mil toneladas de carne bovina embarcadas para 77 países, um avanço de 5,7% em relação ao mesmo período do ano passado, quando as vendas somaram 348,8 mil toneladas. Os dados são do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), entidade que monitora os números do agronegócio no estado.

Segundo o levantamento, a abertura de novos mercados compradores foi um dos fatores que impulsionaram o resultado. No comparativo anual, o número de países que compraram carne bovina de Mato Grosso subiu de 74 para 77.

A China manteve a liderança absoluta nas compras, com 182,7 mil toneladas — o equivalente a 49,5% do total exportado. Em seguida, vieram os Estados Unidos, com 26,5 mil toneladas (7,2%), e uma lista diversificada que inclui Chile, Rússia, Egito, Filipinas, Arábia Saudita, México, Itália, Espanha, Israel, Líbano, Holanda, Albânia e Turquia.

O estudo também mostra que a carne mato-grossense está mais valorizada. O preço médio por tonelada passou de US$ 4,5 mil no fim do primeiro semestre de 2024 para US$ 5,1 mil em 2025, refletindo a percepção de qualidade e a crescente exigência dos mercados importadores.

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Para o Imea, o desempenho consolida a pecuária bovina como principal motor das exportações do estado, sustentada pela reputação de sanidade, volume e regularidade na oferta.

Apesar do cenário positivo, há preocupação com o chamado “tarifaço” dos Estados Unidos, que prevê taxas de até 50% sobre produtos brasileiros — inclusive a carne bovina, já a partir da próxima quarta-feira (06.08). Analistas alertam que, caso seja efetivada, a cobrança pode gerar perdas bilionárias e forçar um redesenho das rotas comerciais.

Empresas do segmento já estudam estratégias para mitigar os efeitos de uma eventual barreira, como a busca de novos mercados e a ampliação das vendas para destinos que têm mostrado potencial de crescimento, especialmente na Ásia e na União Europeia. O setor também vê espaço para fortalecer a demanda interna, garantindo estabilidade em um momento de incerteza internacional.

Com um primeiro semestre de resultados sólidos e perspectivas de desafios no curto prazo, Mato Grosso mantém sua posição de líder nacional na exportação de carne bovina, combinando produtividade, qualidade e a necessidade de adaptação diante de um cenário global em transformação.

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Fonte: Pensar Agro

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Guerra Irã-EUA eleva preços de fertilizantes e já pressiona custos da safra 2026/2027

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A escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã já provoca impacto direto sobre os custos do agro. Os preços da ureia subiram entre 33% e 48% nas últimas semanas, enquanto a amônia anidra avançou cerca de 39%, em um movimento puxado pela alta do gás natural e pelas restrições logísticas no Estreito de Ormuz, rota estratégica para exportação de insumos.

O Brasil, que importa cerca de 85% dos fertilizantes que consome, segundo a Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA), sente o reflexo imediato. Parte relevante da ureia utilizada no País vem do Oriente Médio, o que amplia a exposição ao conflito e eleva o risco de novos aumentos no curto prazo.

O impacto ocorre justamente no momento de planejamento da safra 2026/27. Com custos mais altos, produtores começam a rever estratégias, postergar compras e buscar alternativas para reduzir o peso dos insumos no orçamento, especialmente em culturas como soja e milho, mais intensivas em fertilização.

Além da matéria-prima, o frete também entrou na equação. A tensão na região elevou o preço do petróleo e aumentou o custo do transporte marítimo, pressionando ainda mais o preço final dos fertilizantes no Brasil.

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Diante desse cenário, o governo federal discute medidas para amortecer o impacto. Entre as alternativas está a criação de um mecanismo de subvenção para fertilizantes dentro do Plano Safra 2026/27, com uso de crédito subsidiado para reduzir o custo ao produtor.

Outra frente envolve ações estruturais. O governo pretende ampliar a produção nacional por meio do Plano Nacional de Fertilizantes e de linhas de financiamento via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), na tentativa de reduzir a dependência externa, considerada um dos principais gargalos do setor.

Do lado produtivo, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) tem pressionado por medidas emergenciais, como a redução de custos logísticos e tributários, incluindo pedidos de isenção do Adicional de Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM), taxa cobrada sobre o transporte marítimo, que encarece a importação de fertilizantes.

Na prática, a combinação de alta dos insumos, frete mais caro e incerteza geopolítica cria um ambiente de maior risco para o produtor. A definição dos custos da próxima safra deve ocorrer sob volatilidade elevada, com impacto direto sobre margem e decisão de plantio.

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Fonte: Pensar Agro

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