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AGRONEGÓCIO

Abate de bovinos bate recorde em junho e comercialização da soja futura avança

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Mato Grosso encerrou o mês de junho com dois destaques na economia agropecuária: o maior volume de abates bovinos já registrado para o período e o avanço da comercialização da safra futura de soja. Os dados são do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) e reforçam a relevância do estado como principal polo de produção agropecuária do país.

No setor pecuário, o estado encaminhou 613,15 mil cabeças de gado aos frigoríficos, número que representa uma alta de 0,20% em relação a maio e consolida um recorde para o mês de junho. O desempenho foi influenciado pelo atraso na saída de bois de pasto, provocado pela extensão das chuvas no primeiro semestre.

Outro ponto de atenção foi o aumento no abate de fêmeas, com crescimento de 8,11% na comparação com junho de 2024. Mesmo assim, a participação das vacas e novilhas no total abatido caiu para 52,66%, uma redução de 1,74 ponto percentual frente ao mês anterior. A tendência é de que, com a intensificação do uso de confinamento nos meses seguintes, o ritmo de abate de fêmeas recue.

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Já no mercado da soja, o cenário é de recuperação gradual nas cotações e maior dinamismo na comercialização antecipada da safra 2025/26. O preço médio recebido pelos produtores em junho foi de R$ 112,22 por saca, alta de 1,43% sobre maio. Com isso, 17,5% da produção esperada já foi negociada, avanço mensal de 3,35 pontos percentuais.

Apesar da valorização no curto prazo, a cotação média da safra futura caiu 4,64%, chegando a R$ 106,73 por saca, o que trouxe cautela a parte dos produtores. Ainda assim, o aumento dos custos de produção e a necessidade de garantir margens mínimas têm sustentado o fluxo de contratos.

A oferta total de soja para a próxima temporada em Mato Grosso foi estimada em 48,55 milhões de toneladas, somando a produção projetada de 47,18 milhões com os estoques iniciais. Do lado da demanda, o consumo doméstico foi revisado para cima, alcançando 13,24 milhões de toneladas, impulsionado pela ampliação da mistura obrigatória de biodiesel.

As exportações permanecem previstas em 29,83 milhões de toneladas, e o estoque final deve alcançar 940 mil toneladas. Com isso, o balanço entre oferta e demanda segue tecnicamente equilibrado, refletindo uma conjuntura de estabilidade para o principal grão cultivado no estado.

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Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Simpósio em Dourados debate Zarc, manejo da soja e créditos de carbono

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Produtores rurais, pesquisadores, técnicos e representantes do agronegócio participam nesta segunda-feira (11.05), em Dourados (cerca de 230 km da capital, Campo Grande), em Mato Grosso do Sul, do Simpósio de Agricultura promovido pelo Grupo Plantio na Palha (GPP) e pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Agropecuária Oeste). O evento integra a programação da 60ª Expoagro e concentra discussões sobre gestão de risco climático, manejo da soja, uso da água e mercado de carbono.

A programação reune especialistas para discutir temas considerados estratégicos diante das mudanças climáticas, da pressão por sustentabilidade e da necessidade de ampliar eficiência produtiva no campo.

Um dos principais focos do encontro será o novo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), política pública utilizada para orientar épocas de plantio e reduzir riscos associados ao clima. A ferramenta também serve de base para operações de crédito rural e contratação de seguro agrícola.

A abertura técnica do simpósio contará com palestra do pesquisador Éder Comunello, da Embrapa Agropecuária Oeste, que apresentará os avanços do Zarc com a incorporação dos chamados níveis de manejo. A nova metodologia leva em consideração diferentes padrões tecnológicos adotados nas propriedades rurais, permitindo análises mais precisas sobre risco produtivo.

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Segundo especialistas, a atualização do sistema pode trazer impactos relevantes para o produtor, incluindo redução do custo do seguro rural em áreas com melhor manejo e menor exposição climática.

Na sequência, o pesquisador Júlio Cesar Salton abordará a relação entre níveis de manejo e produtividade da soja, destacando práticas voltadas ao aumento da eficiência agronômica e à diminuição dos riscos de perdas nas lavouras.

O simpósio também abrirá espaço para debates sobre recursos hídricos. O presidente do Comitê da Bacia do Rio Ivinhema, Leonardo Ramos, discutirá os impactos e desafios relacionados à cobrança pelo uso da água na agricultura e na pecuária, tema que ganha importância crescente em regiões de expansão agropecuária e maior pressão ambiental.

Outro assunto em destaque será o mercado de créditos de carbono. O CEO da NetWord, Marcos Ferronatto, apresentará possibilidades de originação, estruturação e comercialização de créditos gerados em propriedades rurais que adotam práticas sustentáveis e sistemas conservacionistas.

O encerramento da programação contará com debate mediado pelo presidente do Grupo Plantio na Palha, Mário José Maffini, reunindo palestrantes e participantes para discutir os desafios da agricultura regional diante do atual cenário climático e econômico.

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Para a Embrapa Agropecuária Oeste, o evento reforça a importância da transferência de tecnologia e da aproximação entre pesquisa científica e produtor rural, especialmente em temas ligados à adaptação climática, sustentabilidade e rentabilidade da atividade agrícola.

Serviço

Simpósio de Agricultura da Expoagro 2026

  • Data: 11 de maio de 2026
  • Horário: das 7h às 12h
  • Local: Auditório do Sindicato Rural de Dourados, em Dourados (MS)
  • Realização: Grupo Plantio na Palha (GPP) e Embrapa Agropecuária Oeste
  • Temas:
    • Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc)
    • Manejo da soja
    • Cobrança pelo uso da água
    • Créditos de carbono
    • Sustentabilidade e gestão de risco no campo

Fonte: Pensar Agro

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