POLITÍCA NACIONAL
Diretores de TVs legislativas apontam desafios para implantação da TV 3.0 na comunicação pública
POLITÍCA NACIONAL
Durante o Encontro da Rede Legislativa de Rádio e TV 2025 – Expansão e Futuro, realizado nesta quinta-feira (3), palestrantes falaram dos desafios para unir os avanços tecnológicos trazidos pela TV 3.0 às demandas da comunicação pública.
O evento foi sediado na Câmara dos Deputados. Atualmente, a rede legislativa opera 1.618 estações de TV, alcançando 128 milhões de pessoas, e 25 estações de rádio.
A diretora da TV Câmara, Daniela André, disse que o principal desafio para a implantação da nova tecnologia é o custo. “Temos a necessidade de renovação de equipamentos para poder ter toda a produção, toda captação e a transmissão em alta resolução”, reforçou.
Segundo ela, o atual modelo da TV 2.0 na rede legislativa conta com canal de 6 MHz que não possibilita a transmissão em full HD para as quatro faixas das emissoras da Câmara dos Deputados, do Senado Federal, assembleias estaduais e câmaras de vereadores. Com a TV 3.0, ressaltou Daniela, essa conversão seria possível.
Na visão do diretor da TV Senado, Érico da Silveira, a TV 3.0 inova pelo aumento do alcance da transmissão e, sobretudo, pela customização do conteúdo. Com isso, a programação deixa de ser unificada em apenas um canal e passa a atender às demandas locais e individuais do público.
Para ter sucesso nesse novo modelo de transmissão em rede, Silveira acredita que será necessário adaptar a atual metodologia de trabalho. “A gente vai precisar refazer o nosso jeito de trabalho, ele vai ser muito mais efetivo e vai atender muito mais o nosso cidadão”, pontuou.

Reaproveitamento
Marcelo Moreno, representante da Atlantis, empresa que ganhou a licitação para implantar a TV3.0 na TV pública, disse que o desenvolvimento de aplicativos digitais na rede legislativa ainda está na fase inicial. Nessa etapa, o objetivo é captar ideias de comunicadores e acadêmicos para avaliar a funcionalidade dessa tecnologia. Superada essa fase será possível experimentar o potencial do modelo.
Ele fez a ressalva de que avanços na estrutura de transmissão atual não serão perdidos: “Não há perda em termos daquilo que a TV pública já conta atualmente na TV digital terrestre de usar compartilhamento da infraestrutura e multiprogramação. Tudo isso continua valendo”, disse.
Testes funcionais
Em 2024, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou diversos projetos relacionados à inovação tecnológica da TV 3.0. Um deles prevê o investimento de R$ 10,5 milhões a ser realizado no prazo de 24 meses para a implantação da tecnologia na rede pública. Conforme a representante da agência no debate, Kim Moraes Mota, a ideia é apresentar testes funcionais da nova TV durante a SET Expo 2025, evento focado em mídia e entretenimento, que ocorrerá em agosto.
“Vai ser fundamental para mostrar como a gente está se desenvolvendo e caminhando enquanto executores de políticas públicas para entregar para a sociedade implementações que podem beneficiar a todos, redes comerciais e redes públicas”, sustentou.
Reportagem – Emanuelle Brasil
Edição – Roberto Seabra
Fonte: Câmara dos Deputados
POLITÍCA NACIONAL
Comissão aprova incentivos para uso de energia limpa em datacenters no Norte e no Nordeste
A Comissão de Ciência, Tecnologia e Inovação da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 490/26, que cria estímulos para o fornecimento de energia limpa e renovável a datacenters instalados nas regiões Norte e Nordeste.
O colegiado seguiu o parecer do relator, deputado Josenildo (PDT-AP), favorável à proposta. “A medida não só possibilitará o desenvolvimento tecnológico dessas regiões como também contribuirá para a criação de oportunidades de emprego e renda”, disse o relator.
O projeto, do deputado Duda Ramos (Pode-RR), permite incentivos da União a contratos de longo prazo entre datacenters e o setor elétrico. O texto prioriza fontes como energia solar, eólica, biomassa e hidrelétricas de baixo impacto.
Selo Verde
A proposta também institui o selo voluntário “DataCenter Verde Regional”. A certificação será concedida a iniciativas que comprovarem o uso predominante de energia limpa, garantindo prioridade em licenciamentos e financiamentos.
O texto foi aprovado com três emendas supressivas apresentadas pelo relator. De acordo com Josenildo, a exclusão de alguns trechos da versão original teve o objetivo de aprimorar o projeto e evitar possíveis conflitos com a legislação atual.
Próximos passos
A proposta ainda será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Minas e Energia; de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Para virar lei, precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.
Da Reportagem/RM
Edição – Marcelo Oliveira
Fonte: Câmara dos Deputados
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