POLITÍCA NACIONAL
Parlamentares do BRICS defendem acordo para enfrentamento conjunto de futuras pandemias
POLITÍCA NACIONAL
Parlamentares do 11º Fórum Parlamentar do BRICS reforçaram nesta quarta-feira (4) a necessidade de um grande acordo multilateral entre os países do bloco para enfrentamento conjunto de futuras pandemias. Segundo eles, a ideia é fortalecer a prevenção e combate a epidemias, promover acesso equitativo às vacinas e estabelecer um modelo de cooperação baseado na ação solidária.
A reunião faz parte do esforço dos legisladores em consolidar uma aliança interparlamentar do BRICS por uma nova agenda de saúde global.
O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, reforçou a importância do sistema multilateral para combate de doenças infecciosas. “A pandemia da Covid-19 nos lembrou de que o vírus que mata aqui mata em qualquer lugar do mundo, da mesma forma que as demais doenças infecciosas, o câncer, as doenças cardiovasculares e, infelizmente, a fome”, disse. “Por que então não unir forças em prol da saúde de nossos povos? Não vejo razão para não fazermos, acho que devemos e podemos fazer.”

Quebra de patentes
O parlamentar Poobalan Govender, do Conselho Nacional de Províncias da África do Sul, observou que seu país atuou junto à Organização Mundial do Comércio (OMC) para a quebra de patentes de vacinas locais, o que, segundo ele, possibilitou acesso rápido a preços razoáveis para a população.
“A Covid-19 nos lembrou que, em um mundo interconectado e globalizado, ninguém está seguro, até que todos estejam seguros”, frisou. “A aliança parlamentar do BRICS nos apresenta uma oportunidade para fortalecer a prontidão e a resposta à pandemia. A cooperação entre os países terá desdobramentos para garantir uma vacinação justa e equitativa, como um bem público global”, complementou.
Alerta precoce
Inna Svyatenko, vice-presidente do Conselho da Federação Russa, iniciou seu discurso citando a importância do Sistema Integrado de Alerta Precoce para Doenças Infecciosas em Massa, previsto na declaração final da última cúpula do bloco, realizada na Rússia, em 2024. O mecanismo visa a fornecer um alerta antecipado de possíveis crises de saúde, garantindo ação coordenada entre os 11 países do BRICS.
“A Rússia iniciou esforços dentro do bloco para elaborar o sistema abrangente de alerta precoce para combater doenças transmissíveis. Esse sistema preverá a criação de um mecanismo único para eliminar surtos de doenças infecciosas, e também contará com treinamentos e workshops para profissionais da saúde”, explicou.
Ela destacou a cooperação em saúde entre Rússia e Etiópia, que resultou na instalação de unidades de laboratório móvel no país africano, com tecnologia para detectar uma série de doenças. Segundo ela, as relações comerciais entre os dois países cresceram 40% em 2024. “Sabemos que outros países também estão interessados nas soluções da Rússia nesse domínio”, disse.

Doenças tropicais
Harivansh Narayan Singh, da Câmara Alta do Parlamento da Índia, falou em defesa da cooperação multilateral para enfrentar doenças que atingem população de baixa renda, como malária e dengue. Ele disse que seu país visa à cobertura integral de saúde e já reduziu o custo desse serviço a 125 milhões de famílias.
“Há vários determinantes que são importantes e sabemos que há doenças tropicais negligenciadas, especialmente em relação a países que são de renda média e baixa. Na OMS, já havíamos conversado sobre isso e foi um marco importante para nosso país”, disse.
Solidariedade
Mohammad Rashidi, da Assembleia Consultiva Islâmica do Irã, disse que a cooperação em saúde deve ser um ponto de convergência entre os países. “Temos que desenvolver um novo modelo multilateral de saúde baseado na solidariedade, na justiça e no livre conhecimento. Esse modelo pode ser realizado por um fundo global ou uma aliança médica, além do compartilhamento de tecnologia”, reforçou.
Veja notícias e demais informações sobre o 11º Fórum Parlamentar do BRICS
Reportagem – Emanuelle Brasil
Edição – Pierre Triboli
Fonte: Câmara dos Deputados
POLITÍCA NACIONAL
Hugo Motta comemora aprovação de projeto de combate à violência contra mulheres
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), comemorou a aprovação do projeto que cria o Sistema Nacional de Enfrentamento da Violência contra Meninas e Mulheres. A proposta (PLP 41/26) foi aprovada pelos deputados em Plenário e será enviada ao Senado.
Motta ressaltou que a Câmara já aprovou diversos projetos no combate à violência contra a mulher e, em particular, ao feminicídio. “O Brasil chora com a morte de nossas mulheres, infelizmente, todos os dias”, disse ele, ao pedir 1 minuto de silêncio pelo assassinato de Karen Aparecida Ferreira Rosa, de 44 anos, que foi morta estrangulada dentro de casa em Cataguases (MG). Segundo a Polícia Militar, os agentes encontraram a filha de um ano da vítima ainda mamando junto ao corpo da mãe.
Motta afirmou que a homenagem é a maneira de demonstrar a revolta do Parlamento com essa agressão que acontece nas diferentes regiões do país. “Esta Casa só irá sossegar enquanto nenhuma mulher mais no Brasil for vítima de violência ou assassinato por seu companheiro ou por quem quer que seja”, afirmou.
O presidente da Câmara reforçou que o tema não pertence a nenhum partido, mas é agenda de Estado.
Tragédia
A relatora do projeto aprovado, deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), disse que o feminicídio citado por Motta expressa “da forma mais dolorosa, dramática e trágica” a situação das mulheres brasileiras.
“Encontrar uma mulher assassinada pelo seu ‘em tese’ companheiro e com filha de 1 ano agarrada a seu peito para ser amamentada, talvez não haja imagem mais explícita do significado dessa violência”, afirmou.
Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Pierre Triboli
Fonte: Câmara dos Deputados
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