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Homenagem à Classe Gastronômica de Mato Grosso reúne mais de 5 mil pessoas

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A empresária Sandra Cattani foi uma das homenageadas com a empresa "Queijaria do Cattani"

A empresária Sandra Cattani foi uma das homenageadas com a empresa “Queijaria do Cattani”

Foto: Samantha dos Anjos

O primeiro dia da 7ª edição da Homenagem à Classe Gastronômica de Mato Grosso & Festival Gastronômico reuniu mais de cinco mil pessoas, nesta quarta-feira (21), na sede do Sesc Arsenal, em Cuiabá. O evento, que valoriza a força da culinária regional, contou com a presença dos deputados estaduais Wilson Santos (PSD), Eduardo Botelho (União), Gilberto Cattani (PL) e Edcley Coelho (PSB) que entregaram honrarias a profissionais da gastronomia em reconhecimento ao trabalho e ao empreendedorismo no setor em Mato Grosso.

“Para mim é muito gratificante realizar este evento. Foi um sonho que Deus permitiu concretizar. Busquei o apoio do deputado Wilson Santos, que me consolidou como padrinho da gastronomia no Estado. Desde a primeira edição, ele tem nos apoiado e se colocado à disposição. Hoje, representamos mais de 95 mil profissionais da área em Mato Grosso. Nosso Estado vem se consolidando cada vez mais como referência na gastronomia nacional”, destacou o chef Fábio Cruz, presidente da Associação dos Profissionais de Cozinha (APC) e idealizador do evento.

Wilson Santos assume ser um apreciador da gastronomia regional e ressalta que realiza homenagens consecutivas há sete anos aos profissionais do setor – somando forças com a categoria e valorizando o trabalho realizado pelos profissionais. Ele destacou a importância da regulamentação da profissão, por meio do Projeto de Lei nº 1.020/2022, de autoria do senador Carlos Fávaro (PSD), apresentado por indicação de Fábio Cruz, que propõe a regulamentação das profissões de cozinheiro e gastrônomo no Brasil.

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“Temos uma das mesas gastronômicas mais ricas e saborosas do país, mas essa categoria era, por muito tempo, pouco lembrada na cadeia produtiva do Estado. A Assembleia Legislativa tem reconhecido o trabalho de pessoas anônimas e conhecidas que se destacaram em 2024, gerando milhares de empregos em bares, hotéis, restaurantes, shoppings e diversos outros ambientes que fazem da nossa culinária uma das mais desejadas do Brasil”, afirmou Santos.

A empresária Sandra Mazieiro Cattani, da Queijaria Cattani, foi uma das homenageadas. Ela, que é esposa de Gilberto Cattani, destacou a trajetória da empresa, reconhecida nacional e internacionalmente. “O setor de queijos em Mato Grosso ainda é novo. Mesmo com a ausência da nossa filha Raquel Cattani, seguimos com o legado deixado por ela. Hoje, o mercado está mais viável, menos burocrático e agradeço ao deputado Wilson Santos pelo incentivo aos produtores. Gostaria de frisar que a nossa Raquel acendeu a chama e motivou quem estava desanimado no setor do queijo”, conta.

A especialista em azeite de oliva, Ana Beloto, de São Paulo, que faz parte da programação do evento, comenta que é primeira vez que visita Cuiabá e ficou encantada com a culinária mato-grossense. “Sou azeiteóloga há 25 anos e trabalho pela educação e valorização do bom azeite. Será um prazer, durante minha palestra, apresentar azeites brasileiros recém-extraídos e combiná-los com pratos regionais como o furrundú. Diferente do vinho, o azeite é melhor quanto mais novo. Prefira sempre azeites recém-produzidos, em vidro escuro e bem vedado. Estou muito agradecida pelo carinho e espero todos na palestra de sexta-feira”, pontuou a azeiteóloga.

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Marcos Silva, proprietário do restaurante Mirante das Águas, ficou muito contente com a homenagem recebida pela Assembleia Legislativa. “É uma grande alegria cozinhar a tradicional comida cuiabana, com seus sabores únicos, temperos e peixes diferenciados. Recebo pessoas de todo o Brasil que vêm em busca do nosso peixe. Estamos há 14 anos em frente ao rio Cuiabá, oferecendo boa comida com uma vista privilegiada. Este evento valoriza a gastronomia, movimenta o turismo e aquece a economia. Entre os pratos mais tradicionais que servimos estão o pacú assado recheado, o cachara na brasa, o pintado e a banda de pacú no sal grosso”, diz o homenageado.

Já o empresário Robson Belém, sócio-proprietário do Instituto Gourmet de Tangará da Serra, destacou o impacto social da gastronomia. “Estamos há dois anos, em Tangará, com uma marca que tem 10 anos. Nosso foco é transformar vidas por meio da gastronomia, com pilares baseados no empreendedorismo, na empregabilidade e no hobby. É fundamental valorizar a gastronomia como faz o deputado Wilson Santos, pois isso resgata memórias, afetos e oportunidades. Nosso carro-chefe é a confeitaria e temos alcançado resultados significativos”, expressa o profissional que teve a empresa homenageada.

A programação segue nos dias 22 e 23 de maio com degustações, apresentações musicais e palestras de especialistas como o chef Reginaldo, com a palestra “Do Lixo ao Luxo”, e a azeitóloga Ana Beloto. O encerramento contará com o tradicional “Panelaço no Jardim”, que oferecerá gratuitamente o prato Maria Isabel a cerca de 800 pessoas, seguido por apresentação da CiaA Sinfônica.

Fonte: ALMT – MT

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Leis aprovadas pela ALMT reforçam combate ao cigarro e alertam sobre riscos do vape à saúde

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O Dia Mundial sem Tabaco, lembrado em 31 de maio, reforça a importância da conscientização sobre os danos causados pelo cigarro convencional e pelos dispositivos eletrônicos para fumar, conhecidos como vapes, pods ou cigarros eletrônicos. Em Mato Grosso, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) possui legislações voltadas à proteção da saúde pública e ao combate ao tabagismo, além de promover ações de cuidado e prevenção por meio do QualiVida – Programa de Saúde e Qualidade de Vida da ALMT.

Entre as legislações em vigor está a Lei nº 9.256/2009, que proíbe o consumo de cigarros, charutos, cachimbos e outros produtos fumígenos em ambientes coletivos públicos e privados fechados no estado. A norma também determina a criação de ambientes livres de fumaça e prevê medidas de fiscalização e orientação.

Mais recentemente, a Assembleia aprovou a Lei nº 12.302/2023, de autoria da deputada estadual Sheila Klener (PSDB), que ampliou as restrições aos Dispositivos Eletrônicos para Fumar (DEFs), proibindo o uso de cigarros eletrônicos em ambientes coletivos. A legislação inclui produtos conhecidos como e-cigarettes, vapes e pods, utilizados como alternativa ao cigarro convencional ou apresentados como tratamento para o tabagismo.

Para o pneumologista João Paulo Jajah Nogueira, que atua no QualiVida da ALMT, além do tratamento, as políticas públicas e a informação de qualidade são fundamentais no combate ao tabagismo.

“As leis que restringem o uso do cigarro e dos dispositivos eletrônicos ajudam a proteger a população, reduzem a exposição passiva à fumaça e contribuem para evitar que o hábito de fumar seja normalizado entre adolescentes e jovens”, destacou.

O médico alerta que o tabagismo continua sendo uma das principais causas evitáveis de doenças e mortes no mundo.

“O cigarro contém milhares de substâncias tóxicas, muitas delas cancerígenas. A nicotina provoca dependência intensa, enquanto outras substâncias causam inflamações, lesões pulmonares e doenças cardiovasculares”, explicou.

Segundo o especialista, entre as doenças mais associadas ao tabagismo estão câncer de pulmão, bronquite crônica, enfisema pulmonar, infarto, AVC e hipertensão arterial. Ele também destacou os prejuízos causados pelo tabagismo passivo.

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“Pessoas que convivem diariamente com fumantes também adoecem. Crianças, idosos e gestantes estão entre os mais vulneráveis aos efeitos da fumaça”, afirmou.

O pneumologista chama atenção ainda para o crescimento do uso de cigarros eletrônicos entre adolescentes e jovens adultos. Apesar de muitas vezes serem divulgados como menos prejudiciais, os dispositivos eletrônicos apresentam riscos graves à saúde.

“Muitos jovens acreditam que estão inalando apenas vapor de água, mas esses dispositivos possuem nicotina, metais pesados e substâncias químicas capazes de causar inflamação pulmonar importante e dependência química”, alertou João Paulo.

Entre os principais problemas associados ao uso de vape estão tosse persistente, falta de ar, irritação das vias respiratórias, agravamento da asma, bronquite e até lesões pulmonares graves, conhecidas internacionalmente como EVALI (Lesão Pulmonar Associada ao Uso de Cigarro Eletrônico ou Vape).

Na prática clínica, segundo o médico, também é comum o chamado “uso dual”, quando a pessoa utiliza simultaneamente o cigarro convencional e o eletrônico, aumentando ainda mais os danos à saúde.

João Paulo ressalta que não existe forma segura de fumar e destaca que parar de fumar é uma das decisões mais importantes para a qualidade de vida e prevenção de doenças.

“O tratamento da dependência da nicotina muitas vezes exige acompanhamento médico e psicológico. O mais importante é buscar ajuda e entender que recaídas podem acontecer durante o processo”, orientou.

A experiência de quem conseguiu abandonar o vício reforça os benefícios dessa decisão. O técnico em mecânica industrial e refrigeração comercial, Roberto Tsuzuki Müller, de 55 anos, fumou dos 18 aos 48 anos e está há sete anos sem fumar. Ele conta que a decisão de abandonar o cigarro foi motivada por uma série de acontecimentos familiares e pela percepção dos impactos do tabagismo em sua rotina.

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“Uma sequência de mortes e casos de câncer entre familiares me fez refletir. Minha esposa também fumava e parou após perder o pai para a doença. Eu comecei a me sentir mal por causa do cheiro do cigarro e percebi que precisava mudar. Usei adesivos de nicotina, mas, acima de tudo, é preciso ter decisão. Para largar o cigarro, a pessoa precisa realmente querer. Precisa ser de opinião”, relatou.

Embora praticasse atividades físicas regularmente, como ciclismo e downhill, Roberto conta que não sentia falta de ar nem limitações que o levassem a pensar em abandonar o cigarro. Com o passar do tempo, porém, outros efeitos do tabagismo passaram a incomodá-lo cada vez mais, como o cheiro impregnado nas roupas e a perda do prazer de sentir o sabor dos alimentos.

“O que mais senti quando parei foi o prazer de comer e perceber melhor o sabor dos alimentos. Também me senti mais limpo. O cigarro deixa a pessoa com mau hálito, dentes amarelados e uma sensação constante de sujeira. Além disso, existe o gasto financeiro, que acaba pesando com o tempo”, destacou.

Embora não tenha precisado de acompanhamento psicológico para abandonar o vício, ele considera o suporte profissional importante para muitas pessoas que enfrentam dificuldades durante o processo.

“Eu não precisei de ajuda psicológica, mas considero fundamental para quem está tentando parar. Cada pessoa tem uma experiência diferente e todo apoio pode fazer a diferença”, afirmou.

A mensagem que Roberto deixa para quem ainda fuma ou utiliza dispositivos eletrônicos é direta: “Pare antes que seja tarde. O cigarro convencional, assim como o cigarro eletrônico, é desnecessário e traz graves riscos à saúde”.

Fonte: ALMT – MT

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