POLITÍCA NACIONAL
Audiência discute instalação obrigatória de câmeras em clínicas que atendem pessoas com deficiência
POLITÍCA NACIONAL
A Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família da Câmara dos Deputados debate na quarta-feira (21) a instalação obrigatória de câmeras em clínicas que tratam pessoas com deficiência.
O debate atende a pedido da deputada Chris Tonietto (PL-RJ) e será realizado às 16 horas, no plenário 7.
Maus-tratos em São Paulo
“Recentemente, a mídia veiculou notícia lamentável, segundo a qual psicólogas teriam maltratado e zombado de crianças autistas não verbais em clínica no estado de São Paulo”, disse Chris Tonietto.
Em resposta, a operadora de serviços de saúde responsável anunciou a instalação de câmeras de monitoramento em todas as unidades que atendem pacientes com transtorno do espectro autista (TEA).
Números da deficiência
Uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), realizada em 2022, e citada pela deputada, aponta que cerca de 760 mil crianças de 2 a 9 anos de idade possuem algum tipo de deficiência.
“Se somada à faixa etária de 10 a 19 anos, que inclui pré-adolescentes, adolescentes e jovens no início da fase adulta, o número total chega a 1,7 milhão de brasileiros”, calcula Chris Tonietto. “No que diz respeito ao transtorno do espectro autista, há cerca de 2 milhões de pessoas”, acrescentou.
Da Redação – ND
Fonte: Câmara dos Deputados
POLITÍCA NACIONAL
Comissão aprova obrigação de empregador divulgar direitos das gestantes no trabalho
A Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 3566/23, da deputada Lêda Borges (Republicanos-GO), que obriga o empregador a dar ampla publicidade ao direito de a gestante de se ausentar do serviço para realizar exames durante a gravidez.
O texto inclui a medida na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Atualmente, a norma prevê para a gestante, sem prejuízo do salário, a dispensa do horário de trabalho para a realização de pelo menos seis consultas médicas e demais exames complementares.
Segundo o projeto, o direito deverá ser informado:
- à empregada no ato da contratação;
- quando a gravidez for informada; e
- trimestralmente, por meio de mensagens eletrônicas enviadas a todos os empregados.
Além disso, as empresas deverão manter aviso ostensivo com essas informações em local de fácil acesso aos funcionários.
Direito à informação
Os parlamentares acolheram o parecer da relatora, deputada Erika Hilton (Psol-SP), pela aprovação da proposta.
“Não basta que a lei assegure o direito de faltar ao trabalho para a realização de exames pré-natais. É indispensável que a trabalhadora seja informada de forma clara, contínua e acessível sobre essa prerrogativa”, disse.
Erika Hilton acrescentou que não se trata de medida cara ou de difícil implementação para as empresas.
“Os meios de informação exigidos são de baixo custo e já se alinham às práticas correntes de comunicação interna em qualquer empreendimento.”
Próximos passos
O projeto ainda será analisado, em caráter conclusivo, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Para virar lei, precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.
Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Marcelo Oliveira
Fonte: Câmara dos Deputados
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