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Inscrições abertas para HackaMT em Tangará da Serra

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Estão abertas as inscrições para o HackaMT – edição Tangará da Serra. A maratona tecnológica, promovida pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci) e parceiros visa desenvolver soluções inovadoras para desafios do setor público.

As inscrições seguem abertas até o dia 15 de maio e podem ser feitas por meio de link clicando aqui. O foco desta edição será a agricultura familiar e a agroindústria.

O HackaMT será realizado entre 16 e 18 de maio (16 e 18.5), na sede do Sindicato Rural do município de Tangará da Serra, situada na Av. Lions Internacional, nº 2.650.

Durante três dias, equipes formadas por programadores, designers, empreendedores e produtores rurais devem trabalhar para desenvolver ideias, protótipos e projetos inovadores que colaborem com o fortalecimento do setor agroalimentar da região.

A equipe que apresentar a melhor solução para os desafios propostos será declarada vencedora e terá a proposta financiada. A premiação será concedida através de cinco Bolsas de Desenvolvimento Tecnológico (BDT-3), durante um período de até 12 meses, totalizando R$ 91,2 mil.

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Coordenadora do HackaMT, Mari Borges afirma que o evento será uma ponte entre quem vive os desafios da produção rural e quem pode desenvolver soluções reais e aplicáveis. “Será um espaço de conexão, troca de saberes e transformação”, completou.

Para participar, não é obrigatório ter experiência. Os interessados devem apenas se enquadrar em um dos perfis disponíveis na inscrição: “Negócios”, para quem gosta de estratégias, gestão, marketing ou pesquisa de mercado; “Desenvolvedor”, para quem programa, desenvolve aplicativos, trabalha com hardware, bancos de dados ou automações; “Criativo”, para quem trabalha com design, UX/UI, edição de vídeos, criação de conteúdo ou experiência do usuário; e “Campo”, voltado para quem já teve experiência prática com produção rural e agricultura familiar.

O HackaMT é uma iniciativa do Governo do Estado de Mato Grosso, por meio da Seciteci, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), Parque Tecnológico de Mato Grosso, Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) e Almáz Inovação.

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O HackaMT também teve edições realizadas em outras regiões do Estado, como Água Boa, Cáceres e Nova Mutum, entre outros. Para mais informações da edição de Tangará da Serra confira o regulamento completo (Acesse Aqui).

Fonte: Governo MT – MT

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Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário

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O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.

Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.

“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.

A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.

“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.

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Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.

O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.

“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.

O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.

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Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.

Integração com os municípios

Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.

A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.

O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).

Fonte: Governo MT – MT

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