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Wilson Santos quer Pantanal incluído nas prioridades do Fundo Amazônia

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Durante reunião ordinária da Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa, nesta terça-feira (29), para tratar sobre as ações preventivas e de combate aos incêndios florestais nos biomas Cerrado, Pantanal e Amazônia no âmbito de Mato Grosso, o deputado estadual Wilson Santos (PSD), que é membro titular da comissão, demonstrou preocupação quanto à falta de investimentos e projetos que possam contribuir nos aspectos socioeconômico e ambiental da região pantaneira.

Em 2024, o Pantanal sofreu com queimadas que atingiram proporções – em que cerca de 17% de toda a sua extensão territorial foi consumida pelo fogo. Isso representa aproximadamente 2,6 milhões de hectares devastados, dentro de um total estimado de 15 milhões de hectares que compõem o bioma. As informações são do Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais (Lasa) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

“As queimadas causam mudanças climáticas e o Pantanal se torna mais seco e a baixa umidade faz com que a vegetação nativa se torne suscetível ao fogo. Precisamos de ações efetivas de prevenção e combate a queimadas, promoção de ecoturismo, desenvolvimento econômico para pequenas comunidades que existem na região, beneficiando ribeirinhos, pescadores e os povos originários. O Brasil simplesmente vive de costas para esse bioma que é considerado um dos mais atraente do planeta. É preciso tratar o Pantanal de forma séria”, posicionou o parlamentar.

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Wilson Santos anunciou a apresentação da Indicação n° 3.811/2024, em que solicitou ao governo federal, por meio do Ministério do Meio Ambiente, a inclusão do Pantanal entre as áreas prioritárias do Fundo Amazônia. A proposta visa destinar parte dos recursos do fundo à prevenção e mitigação de danos ambientais no bioma.

“O que me preocupa é a ausência de um projeto nacional para o Pantanal. Vivemos apenas de medidas emergenciais. É um bioma que representa um patrimônio da humanidade e está abandonado. Por isso, propus que o Ministério do Meio Ambiente utilize parte dos recursos do Fundo Amazônia para o Pantanal. Não é justo que esses milhões beneficiem apenas a Amazônia”, afirmou o deputado.

Fundo Amazônia – Criado em 2008, o Fundo Amazônia tem o objetivo de financiar iniciativas voltadas à redução das emissões de gases de efeito estufa por meio do combate ao desmatamento e à degradação florestal, sendo que no ano de 2024, recebeu R$ 643 milhões. Ele é gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) que também é responsável pela seleção e acompanhamento dos projetos apoiados.

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Fonte: ALMT – MT

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Realidades do interior podem inspirar reportagens para o Troféu Parlamento

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As diferentes realidades dos municípios de Mato Grosso podem render boas pautas para a segunda edição do Prêmio ALMT de Jornalismo – Troféu Parlamento. A proximidade com as comunidades, o conhecimento das particularidades locais e o acesso a personagens e histórias do cotidiano são características que podem contribuir para reportagens relevantes e de interesse estadual.

Para o presidente do Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT), Itamar Perenha, a participação de profissionais do interior amplia a diversidade de trabalhos apresentados na premiação. Segundo ele, apesar da concentração da mídia corporativa na capital, os jornalistas que atuam nos municípios estão diariamente diante de situações que podem resultar em reportagens de qualidade. “O Troféu Parlamento, ao incluir esses trabalhos, amplia o reconhecimento e incentiva a prática de um jornalismo cada vez mais qualificado”, afirma.

A coordenadora do curso de Jornalismo da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), Rosceli Kochhann, destaca que a diversidade regional é uma oportunidade para estudantes e profissionais desenvolverem um olhar mais atento para as demandas da população. “Boas pautas nascem da pluralidade de experiências e da amplitude das percepções de mundo. O Mato Grosso é um estado diverso, onde cada região tem suas particularidades”, frisa.

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Segundo Rosceli, uma pauta que surge em um município nem sempre está restrita àquela localidade. “Uma ação desenvolvida em uma comunidade específica pode, por vezes, inspirar ações que resolvam problemas encontrados em outros espaços e realidades”, afirma.

Essa perspectiva dialoga diretamente com o tema desta edição, “Onde a lei nasce, a cidadania cresce”. Para a professora, o jornalismo tem papel importante ao tornar acessíveis informações sobre leis, projetos e debates do Legislativo e mostrar como eles repercutem na vida da população.

Inscrições – O Prêmio ALMT de Jornalismo recebe, até 9 de novembro, trabalhos em cinco categorias: reportagem em texto, fotojornalismo, telejornalismo, radiojornalismo e universitário. Podem participar trabalhos publicados em veículos de imprensa ou produzidos em instituições de ensino superior sediadas em Mato Grosso.

Para Itamar, os profissionais do interior devem aproveitar a oportunidade para apresentar suas melhores produções. “Para participar do Troféu Parlamento, tanto na edição presente quanto nas edições futuras basta disposição, boa vontade e aplicação”, afirma.

Na categoria universitária, o prêmio também estimula estudantes a conhecerem o trabalho do Legislativo e seus impactos na sociedade, contribuindo para o amadurecimento das pautas. “Eles se sentem motivados a buscar informação sobre projetos que estão sendo propostos, promovem debates buscando compreender a aplicabilidade prática desses projetos para, assim, amadurecerem suas pautas”, afirma Rosceli.

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Segundo ela, a premiação também reconhece produções que muitas vezes não encontram espaço para publicação. “Circular as suas produções em espaços como os prêmios torna-se uma forma de reconhecer o trabalho por eles desenvolvido e estimular a produção de novas boas pautas”, diz.

As inscrições devem ser feitas pelo site www.trofeuparlamento.com.br, onde também está disponível o regulamento.

Serão premiados os três melhores trabalhos de cada categoria. O primeiro lugar receberá R$ 30 mil e o Troféu Parlamento; o segundo, R$ 20 mil e placa de homenagem; e o terceiro, R$ 10 mil e placa de homenagem.

Na primeira edição, foram inscritos 293 trabalhos de 19 municípios mato-grossenses, reforçando a diversidade da produção jornalística no estado.

Fonte: ALMT – MT

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