CUIABÁ
Prefeitura monitora MISC e estruturas afetadas por temporal no Centro Histórico
CUIABÁ
A Secretaria Municipal de Cultura e a Defesa Civil monitoram o Museu da Imagem e do Som de Cuiabá (MISC) e outras estruturas do Centro Histórico, região de grande valor cultural e patrimonial, afetada pelas intensas chuvas que atingem a capital mato-grossense.
Cabe ressaltar que, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet),Cuiabá registra o abril mais chuvoso em 64 anos. A medição apontou que entre 9 horas do dia 21 e 9 horas do dia 22 de abril choveu 45 mm, volume que ficou entre os dez mais elevados do país neste período.
O secretário municipal de Cultura, Johnny Everson, explicou que um vazamento na parede foi detectado no MISC pela Assessoria Especial de Valorização do Patrimônio Histórico de Cuiabá. A infiltração foi ocasionada após novo registro de desabamento na antiga Gráfica Pêpe.
“Entramos em contato com a Defesa Civil de Cuiabá para uma vistoria especializada. O secretário irá enviar uma equipe técnica para uma nova vistoria e emissão de um relatório técnico da situação, contendo o nível de risco, inclusive de desabamento da parede aqui do MISC. A parede da Gráfica Pêpe está escorada sobre a nossa parede, e precisamos tomar medidas emergenciais para que o MISC não desmorone”, afirmou o secretário.
O período de chuvas intensas na capital também provocou desmoronamentos em outros pontos do Centro Histórico. Um dos locais atingidos foi uma parede localizada ao lado da antiga sede da Secretaria de Estado de Turismo. A antiga sede do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que está em processo de reforma, também registrou queda em sua estrutura.
Johnny Everson afirmou que, em 2013, R$ 11 milhões foram transferidos pelo Governo Federal para que o município de Cuiabá realizasse a restauração dos casarões. Segundo o secretário, os gestores anteriores não conseguiram avançar devido à burocracia necessária à legalização dos reparos realizados pelas instituições. A dificuldade envolvia a autorização de todos os herdeiros, tendo sido utilizado apenas 5% do recurso para essa finalidade, com 95% sendo devolvidos ao Governo Federal.
“É importante que o poder público, liderado pela gestão municipal, consiga unir todas as forças — todos os entes federados, o governo do estado, o governo federal e as organizações da sociedade civil — para que uma solução saia do papel. Precisamos identificar quais imóveis pertencem ao município, quais ao estado, qual é a responsabilidade do Governo Federal, qual é da iniciativa privada e quais medidas legais precisam ser tomadas para que possam ocorrer intervenções. O primeiro passo fundamental é a realização de um levantamento minucioso de todo o patrimônio do Centro Histórico. Estima-se que existam cerca de 400 casarões”, apontou Johnny Everson.
O secretário municipal de Defesa Civil, coronel Alessandro Borges, afirmou que irá criar um grupo de trabalho para vistoriar os locais. No caso do MISC e da antiga Gráfica Pêpe, que compartilham a parede comprometida, o secretário marcou nova vistoria, incluindo equipes do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso (Crea-MT), do Iphan e representantes de outras secretarias para uma análise.
“Vamos verificar a situação real, por meio de uma análise global, para definir as medidas a serem tomadas em virtude do estado da edificação. Vamos montar um grupo de trabalho justamente para mapear todas as edificações tombadas. Para saber quais são os caminhos, precisamos ter todas as informações, que hoje ainda não temos”, afirmou Alessandro Borges.
Monitoramento
No Centro Histórico de Cuiabá, a Defesa Civil também monitora uma residência comprometida por um desabamento. A via onde o imóvel está localizado foi interditada pela Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob), como medida de segurança. A Secretaria de Obras realizou o escoramento emergencial da estrutura para evitar novos danos.
Com base em recomendações técnicas do Crea-MT, da Defesa Civil e do Iphan, foi realizada a colocação de lonas sobre o imóvel como medida preventiva. O proprietário segue aguardando autorização do Iphan para iniciar as obras de reforma.
#PraCegoVer
A imagem mostra o secretário municipal de Cultura, Johnny Everson, usando terno preto e o secretário municipal de Defesa Civil, coronel Alessandro Borges, usando camisa longa branca e jaleco laranja. Eles estão vistoriando as estruturas.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
CUIABÁ
Prefeitura reforça proibição do comércio irregular nas UPAs de Cuiabá
A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, reforça a proibição do comércio ambulante no interior e nas entradas das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da Capital. A medida, implantada desde abril, tem contribuído para melhorar a organização dos espaços, reduzir aglomerações e garantir melhores condições de atendimento aos pacientes e aos profissionais que atuam nas unidades.
A restrição segue as normas municipais que impedem a instalação de equipamentos e a comercialização de produtos nas entradas principais de hospitais, prontos-socorros, ambulatórios e demais unidades de saúde, públicas ou privadas, além de proibir o comércio no interior desses espaços.
A iniciativa já apresenta resultados positivos na rotina das unidades, com maior organização dos acessos, melhor circulação de pacientes, acompanhantes e equipes, além de manter livres as áreas destinadas ao atendimento de urgência e emergência.
A secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, destaca que a organização dos espaços externos e internos das unidades é fundamental para garantir um atendimento mais eficiente à população.
“Quando conseguimos manter as entradas das unidades organizadas e sem obstáculos, melhoramos o fluxo de pessoas, facilitamos o trabalho das equipes e garantimos que pacientes que chegam em situação de urgência tenham acesso mais rápido e seguro ao atendimento”, afirmou.
O secretário adjunto de Atenção Secundária, Odair Mendosa, ressalta que as UPAs são portas de entrada para atendimentos de média complexidade e precisam funcionar com estrutura adequada para receber a população.
“As unidades de pronto atendimento recebem diariamente um grande volume de pacientes e precisam ter seus espaços preparados para acolher quem procura o serviço. A retirada do comércio irregular ajuda a preservar o ambiente, melhora a circulação e fortalece a qualidade do atendimento prestado”, explicou.
A ação teve início na UPA Morada do Ouro e será ampliada para as demais unidades de saúde do município. O trabalho envolve fiscalização, orientação aos comerciantes e acompanhamento das áreas próximas aos serviços de saúde.
Além da organização do espaço público, a Vigilância Sanitária também atua na fiscalização das condições de preparo, armazenamento e comercialização de alimentos, considerando os riscos relacionados à higiene, ao descarte inadequado de resíduos e ao uso de equipamentos que possam gerar fumaça e outros impactos nas proximidades das unidades.
A Prefeitura também instalará placas informativas nas unidades para reforçar a proibição do comércio ambulante no interior dos prédios e nas áreas próximas aos acessos.
O descumprimento das normas pode resultar em medidas administrativas, como multa e apreensão de mercadorias, conforme previsto na legislação municipal.
Os comerciantes que desejam atuar de forma regular em vias e espaços públicos devem solicitar o Termo de Permissão de Uso (TPU), emitido pela Secretaria Municipal de Ordem Pública após análise técnica.
O documento estabelece regras para o exercício da atividade, considerando critérios como segurança, fluxo de pedestres e veículos, uso adequado do solo e cumprimento das normas sanitárias.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
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