MATO GROSSO
MT leva belezas naturais, cultura e novos roteiros à maior feira de turismo da América Latina
MATO GROSSO
Mais uma vez, Mato Grosso marca presença na World Travel Market Latin America (WTM-LA) 2025, uma das maiores feiras de turismo da América Latina, que começou nesta segunda-feira (14.4), no Expo Center Norte, em São Paulo. O evento reúne até amanhã (16.4) milhares de profissionais do setor, com expectativa de superar os números históricos de 2024, quando mais de 29 mil pessoas passaram pela feira.
O Estado participa com um estande próprio e uma comitiva de 10 empresários com empreendimentos nos biomas do Pantanal, Amazônia e Cerrado, levados em uma missão técnica organizada em parceria com o Sebrae Mato Grosso, além daqueles que vieram por conta própria. Além da divulgação dos atrativos naturais, o foco da participação está na geração de negócios e na apresentação de cinco roteiros turísticos formatados com foco em inovação e valorização da cultura local.
Para a secretária adjunta de Turismo, Maria Letícia Costa, a presença de Mato Grosso na feira é estratégica, pois a WTM é uma vitrine nacional e internacional.
“Estamos aqui não só para divulgar nossas belezas naturais, mas para fortalecer a presença da marca Mato Grosso no cenário turístico, abrir mercado para nossos empresários e fomentar o turismo de forma estruturada”, afirmou.
Segundo ela, o estande do Estado foi pensado para acolher o trade turístico e oferecer um espaço para apresentar todos os produtos e comercializar os destinos. Todos os empresários vão participar de rodadas de negócios promovidos pela WTM, isso foi possível porque participam como expositores do estande do Governo de Mato Grosso.
Entre os destaques da participação mato-grossense está apresentação de cinco roteiros turísticos formatados pelo Sebrae, que unem natureza, cultura, ancestralidade e experiência de imersão: Vida Pantaneira, que propõe vivenciar o cotidiano dos moradores do Pantanal, com atividades ligadas à pesca, manejo de gado e gastronomia local; Afroturismo em Nossa Senhora do Livramento, que convida o visitante a conhecer comunidades quilombolas, suas tradições e histórias de resistência cultural.
Ainda serão apresentados o Birdwatching na Amazônia Mato-Grossense, com foco na observação de aves na região do Rio Claro; Rota dos Primatas (Macaquear), que promove passeios na região amazônica com foco em espécies de macacos e preservação ambiental; e Turismo Cultural no Pantanal, que inclui visitas guiadas por cidades como Poconé e Barão de Melgaço, agregando o lado humano ao ecoturismo tradicional.
Para Domingas Silva, da agência Ecotour Pantanal, com mais de uma década de atuação, a inclusão da cultura quilombola e pantaneira nos roteiros representa um novo momento. Há dois anos ela passou a incluir visita na casa pantaneiras, mostrando o modo de viver deles e recentemente, o afroturismo no quilombo de Mata Cavalo.
“Sempre operamos com foco na natureza, mas percebemos que é preciso mostrar também a vida e a história das pessoas que habitam esses lugares. Isso torna a experiência muito mais rica”, destacou.
O assistente técnico do Sebrae, Renato Conceição, explicou que os roteiros foram criados para aproveitar trajetos já existentes e agregar valor aos produtos oferecidos por operadoras locais.
“Antes o turista passava por cidades históricas e culturais sem parar. Agora, queremos que ele fique, conheça, consuma e volte”, disse. Ele ressaltou ainda que todos os 10 empresários participam das rodadas de negócios promovidas pelo Sebrae e pela WTM, com boas expectativas de fechamento de parcerias. “É difícil prever valores exatos, mas a conexão criada aqui abre muitas portas, inclusive com compradores internacionais. Essa é a importância de estarmos juntos: Governo de Mato Grosso, Sebrae e iniciativa privada”.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis
A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).
O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.
Foto: Darlene Marques | Setasc-MT
Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.
“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.
A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.
Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.
Foto: Darlene Marques | Setasc-MT
“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.
Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.
“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.
A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.
Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.
Foto: Layse Ávila | Setasc-MT
“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.
Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.
“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.
O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.
Foto: Darlene Marques | Setasc-MT
Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.
Fonte: Governo MT – MT
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