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Fortaleza e Internacional empatam em jogo polêmico no Castelão
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Fortaleza e Internacional ficaram no 0 a 0 neste domingo, no Estádio Castelão, em partida válida pela terceira rodada do Campeonato Brasileiro. O jogo, marcado por poucas emoções e muita disputa, teve como destaques um gol anulado do Fortaleza e um lance de pênalti não marcado a favor do Internacional, ambos com participação do árbitro de vídeo (VAR).
Com o resultado, as duas equipes somam cinco pontos e perdem a oportunidade de assumir a liderança da competição, que segue nas mãos do Flamengo, com sete pontos. O Internacional ocupa a quinta colocação, seguido pelo Fortaleza, na sexta posição.
Primeiro tempo morno
As duas equipes se estudaram bastante na primeira etapa, resultando em poucas chances claras de gol. O Fortaleza chegou com mais perigo em um chute de Calebe, defendido pelo goleiro Anthoni. Do lado do Internacional, a melhor oportunidade foi um chute para fora de Borré.
Segundo tempo
O segundo tempo começou com mais intensidade. Logo aos cinco minutos, Yago Pikachu cruzou para Deyverson, que desviou para defesa de Anthoni. No rebote, Moisés acertou um belíssimo gol de bicicleta, que chegou a balançar as redes. No entanto, o gol foi anulado após o VAR identificar um impedimento de Yago Pikachu no início da jogada.
Aos 21 minutos, o Internacional reclamou de um possível pênalti. Em um cruzamento na área do Fortaleza, David Luiz levantou o pé e dividiu a bola com Rogel, que tentava cabecear. Após a revisão do VAR, o árbitro decidiu não marcar a penalidade, gerando reclamações por parte dos jogadores e da comissão técnica do Internacional.
Próximos desafios
As duas equipes voltam a campo na próxima quarta-feira, também pelo Campeonato Brasileiro. O Fortaleza visitará o Vitória, no Barradão, em Salvador, enquanto o Internacional receberá o Palmeiras, no Beira-Rio, em Porto Alegre.
FICHA TÉCNICA
FORTALEZA 0X0 INTERNACIONAL
Local: Arena Castelão, em Fortaleza (CE)
Data: 13/04/2025
Horário: 20 horas (de Brasília)
Árbitro: Flávio Rodrigues de Souza
Assistentes: Fabrini Bevilaqua Costa e Raphael de Albuquerque Lima
VAR: Diego Pombo Lopez
Cartões amarelos: David Luiz, Calebe Emmanuel Martínez e Deyverson (Fortaleza) / Vitinho e Ramon (Internacional)
Cartões vermelhos: Brenno (Fortaleza)
FORTALEZA: João Ricardo; Kuscevic, David Luiz e Gustavo Mancha; Yago Pikachu (Allanzinho), Matheus Rossetto (Zé Welison), Lucas Sasha, Calebe (Emmanuel Martínez) e Mancuso; Moisés (Marinho) e Deyverson (Lucero). Técnico: Juan Pablo Vojvoda
INTERNACIONAL: Anthoni; Aguirre, Vogel, Vitão e Ramon; Thiago Maia (Luiz Otávio), Ronaldo e Óscar Romero (Diego Rosa); Wesley (Bruno Tabata), Borré (Enner Valencia) e Carbonero (Vitinho). Técnico: Roger Machado.
Fonte: Esportes
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Botafogo SAF pede Recuperação Judicial: o que isso significa e quais podem ser os impactos no Fair Play Financeiro da CBF
A notícia de que o Botafogo SAF protocolou um pedido de recuperação judicial pegou muita gente de surpresa — especialmente pelo contraste com o momento esportivo recente do clube. Mas, longe de ser um “fim da linha”, o movimento revela algo mais comum no mundo empresarial do que no futebol: a necessidade de reorganizar a casa antes que a situação saia do controle.
Na prática, a recuperação judicial funciona como uma espécie de “respiro”. Ela permite que a empresa — neste caso, a SAF — renegocie suas dívidas, reorganize pagamentos e ajuste seu fluxo de caixa sem interromper suas atividades. Traduzindo: o Botafogo continua jogando normalmente, pagando salários e disputando campeonatos, enquanto tenta colocar as contas em ordem nos bastidores.
O próprio clube deixa claro que a prioridade é manter tudo funcionando. E isso é importante destacar: não há, neste momento, qualquer impacto direto no desempenho esportivo ou no calendário. O torcedor não deve esperar punições imediatas ou algo que tire o time de competições.
Mas a pergunta inevitável é: como um clube que conquistou títulos importantes recentemente chega a esse ponto?
A resposta passa menos pelo campo e mais pela estrutura financeira. A SAF foi montada com uma expectativa de investimentos e aportes que, segundo a nota, não se concretizaram como esperado. Soma-se a isso um problema delicado de governança: o acionista majoritário, de acordo com o clube, estaria dificultando a entrada de novos recursos. Esse tipo de impasse interno costuma ser silencioso, mas tem impacto direto — e pesado — nas finanças.
É aí que a recuperação judicial entra como uma tentativa de reorganizar tudo ao mesmo tempo: dívidas, fluxo de caixa e até a própria estrutura de poder dentro da SAF.
Agora, olhando um pouco além do Botafogo, esse caso acende um alerta importante no futebol brasileiro, especialmente em relação ao Fair Play Financeiro que vem sendo discutido pela Confederação Brasileira de Futebol.
A ideia do Fair Play é simples no papel: clubes precisam gastar dentro daquilo que arrecadam e manter suas obrigações em dia. O problema é como aplicar isso em situações como essa.
Por um lado, a recuperação judicial é um mecanismo legal, previsto inclusive na Lei das SAFs. Ou seja, não é uma irregularidade — é uma ferramenta de ajuste. Por outro, ela escancara um desequilíbrio financeiro, justamente o tipo de situação que o Fair Play tenta evitar.
Na prática, o que deve acontecer é um meio-termo. O Botafogo dificilmente sofrerá punições imediatas por entrar em recuperação judicial. Mas o caso passa a colocá-lo sob um nível maior de atenção. Dependendo de como a CBF evoluir suas regras, clubes nessa condição podem enfrentar restrições no futuro, como limites de gastos ou maior controle sobre contratações.
Mais do que isso, o episódio pode virar um marco. O futebol brasileiro ainda está aprendendo a lidar com o modelo de SAF, e situações como essa ajudam a definir quais serão as “regras do jogo” daqui para frente.
Internamente, porém, talvez o maior desafio do Botafogo nem seja financeiro — seja político. O pedido para suspender o direito de voto do acionista majoritário indica um conflito sério dentro da estrutura da SAF. E, quando há disputa de poder, investidores tendem a recuar, decisões travam e a recuperação fica mais difícil.
O futuro do clube agora passa por algumas etapas bem claras: a aceitação do pedido pela Justiça, a apresentação de um plano de recuperação e a negociação com credores. Se tudo correr bem, o Botafogo pode sair desse processo mais organizado e sustentável. Caso contrário, o cenário se complica — e aí, sim, os reflexos podem chegar ao futebol.
No fim das contas, o torcedor pode respirar um pouco mais tranquilo no presente. O time segue em campo, competitivo, e sem mudanças bruscas à vista. Mas, fora das quatro linhas, o Botafogo entra em uma fase decisiva — talvez uma das mais importantes desde a criação da SAF.
Porque agora não se trata apenas de ganhar jogos. Trata-se de garantir que o clube tenha condições de continuar jogando no mais alto nível nos próximos anos.
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