POLÍTICA
Consultor da Previdência Complementar de MT atende servidores de carreira para tirar dúvidas e avaliar a viabilidade de migração
POLÍTICA
Diante da possibilidade de abertura de uma nova janela para migração da previdência própria para a previdência complementar do Estado de Mato Grosso, servidores de carreira poderão tirar dúvidas com representante da Fundação de Previdência Complementar do Estado de Mato Grosso (PREVECOM MT), para avaliarem a viabilidade. Os atendimentos são individualizados e acontecem nesta quarta (2) e quinta-feira (3), das 9 às 17 horas, na sala de reunião do Sicoob.
A iniciativa atende a uma demanda dos servidores que desejam conhecer melhor qual a sua situação para aposentadoria e se compensa mudar para um sistema complementar. A consulta permite ao servidor tirar dúvidas sobre índices de rendimento, carências, benefícios e as demais possibilidades de planos ofertados pela previdência complementar de Mato Grosso, entre outras informações.
A migração total da previdência própria para o modelo complementar faz parte de uma das regras de transição da reforma da previdência aprovada pela Emenda Constitucional nº 103/2019. Ela não é uma possibilidade permanente e só pode ser feita por meio da abertura de uma nova “janela”, que está sendo discutida pelo conselho de previdência do regime próprio do estado e, caso aprovado, os interessados terão poucos dias para fazerem a solicitação.
Outra consideração importante para os servidores que ingressaram por meio do concurso de 2013 é sobre a regra a que define o teto para o valor a ser pago na aposentadoria. O servidor não recebe mais a integralidade do valor, ou seja, ele não recebe mais a mesma remuneração da ativa. O cálculo considera a média de seus maiores salários de contribuição na ativa, o que pode chegar a 80% do seu subsídio.
“Como são muitas particularidades a se levar em conta para planejar a aposentadoria e poder escolher uma opção melhor é importante que cada um conheça a sua realidade e faça os cálculos para avaliar”, alerta o representante da Prevcom, Lucas Santana. “Uma das questões inclusive a se levar em conta é, inclusive é quanto a vantagem ou não fazer a averbação do tempo de contribuição já realizado no INSS, por exemplo. Ela pode reduzir a média final do valor de aposentadoria”, complementa.
Sobre a migração total da previdência própria para a complementar da PREVCOM, ele explicou que cada caso é analisado individualmente para avaliar vantagens e riscos. “Nós fazemos uma simulação e avaliamos em conjunto com o servidor sobre a melhor opção para cada caso, pois é uma decisão importante sobre o futuro e não pode ser alterada, uma vez que opte pela mudança”, afirmou o consultor.
Ele explica que o grande diferencial da PREVCOM para outros planos de previdência complementar é a contrapartida do estado. O executivo entra com o patrocínio na mesma proporção de investimento do servidor, a partir de um percentual de 7,5%. Então o investimento final acaba sendo dobrado.
“No entanto tudo depende do histórico de contribuição, averbação, tempo para aposentar além de outras informações que são muito importantes para o servidor conhecer sobre a sua realidade”, concluiu o representante da PREVECOM.
Outras vantagens dos planos oferecidos pela PREVECOM, ele cita que são os benefícios de risco por invalidez ou morte, que visam garantir uma reserva em caso de uma fatalidade. “Para quem quer ter uma segurança financeira para si e para a família em caso de uma eventualidade ruim pode investir na proteção financeira mais adequada ao seu estilo de vida e às suas necessidades. E também pode ajustá-la de tempos em tempos, inclusive diminuindo o valor”.
Os servidores interessados em mais informações sobre o plano podem acessar o site da instituição. Nele é possível inclusive fazer uma simulação simples. Para mais informações também é possível entrar em contato com o representante Lucas Santana, agendar uma consulta e fazer uma simulação detalhada, por meio do telefone (65) 99303-9889.
Fonte: ALMT – MT
POLÍTICA
Comissão de Fiscalização debate resultados do Relatório Anual de Gestão de 2025 em audiência pública
A Comissão de Fiscalização e Acompanhamento da Execução Orçamentária (CFAEO) da Assembleia realizou audiência pública para apresentação do Relatório Anual de Gestão (RAG) de 2025 na tarde desta quinta-feira (25). A exposição foi feita pelo representante da Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag) do Executivo estadual, Sandro Brandão.
O documento avalia anualmente a execução dos programas, indicadores e ações previstos no Plano Plurianual (PPA) 2024-2027 e integra a prestação de contas do governo estadual. Durante a audiência, foram apresentados os resultados consolidados da gestão referentes ao exercício de 2025, abrangendo áreas como educação, saúde, infraestrutura, meio ambiente, segurança pública, transformação digital e responsabilidade fiscal.
Segundo Sandro Brandão, o relatório apresentado representa o acompanhamento de metade do ciclo do atual PPA e permite verificar o cumprimento das metas estabelecidas para o período. “A gente vai conseguir identificar as atividades, as ações e as entregas que foram realizadas no ano de 2025. É um acúmulo de um grande planejamento que é feito até 2027”, afirmou.
Brandão destacou que o documento demonstra como o Estado vem articulando políticas públicas para ampliar sua capacidade de entrega à população. “O que a gente vai mostrar é como o [governo do] estado criou capacidade envolvendo a articulação dessas políticas públicas para poder entregar valor para a sociedade”, explicou.
Entre os destaques apresentados estão os avanços na educação, apontada pelo secretário adjunto como uma das áreas de melhor desempenho do governo. Segundo ele, os resultados são consequência de um conjunto de ações voltadas à melhoria da infraestrutura escolar, qualificação dos profissionais e ampliação do acesso à tecnologia. “Hoje Mato Grosso está numa posição muito mais favorável do que quando nós iniciamos. É o resultado de todas as políticas que foram feitas na Secretaria de Educação”, avaliou.
Foto: GILBERTO LEITE/SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL
Os dados do relatório mostram que o governo alcançou 98% das metas dos indicadores estratégicos previstos para o período, executou 91% das ações planejadas e atingiu 97% de execução financeira dos recursos previstos para 2025. O documento também registra resultados em áreas como regularização fundiária, infraestrutura rodoviária e digitalização dos serviços públicos.
Presidente da comissão, o deputado estadual Carlos Avallone (PSDB) destacou que o RAG é uma ferramenta essencial para acompanhar a execução do planejamento governamental. “O relatório apresenta para a sociedade quais são essas mudanças e qual é o rumo para os quatro anos de uma gestão. É assim que a sociedade vai acompanhando todos os resultados”, afirmou.
Avallone também ressaltou a importância do trabalho técnico desenvolvido pelas equipes de planejamento do Estado. “As pessoas não veem, não reconhecem, mas essas equipes trabalham pensando em como alcançar as metas anunciadas. Elas têm que colocar tudo isso no orçamento, em ações e metas, e fazem isso com muita competência”, declarou.
O parlamentar ainda destacou o esforço para aproximar a população das discussões orçamentárias. Segundo ele, iniciativas como o Orçamento Mulher ajudam a tornar um tema técnico mais acessível. “O orçamento é uma peça muito distante da sociedade. O que nós temos tentado fazer é transformar uma peça técnica em um entendimento popular, para que as pessoas possam participar mais dela”, disse.
A audiência contou com a participação de representantes da sociedade civil. A presidente da Associação Brasileira de Mulheres de Carreira Jurídica, Tânia Regina de Matos, apresentou questionamentos relacionados ao Orçamento Mulher e às políticas de enfrentamento à violência contra as mulheres.
Segundo ela, o interesse pelo tema surgiu após um processo de capacitação voltado ao controle social do orçamento público. “Nós buscamos entender o orçamento para que as mulheres pudessem dominar essa ferramenta e exercer efetivamente o controle social”, explicou.
Tânia afirmou que, após a análise prévia do relatório, o grupo identificou pontos que merecem maior esclarecimento. Entre eles, os indicadores relacionados à violência de gênero. “O feminicídio foi o único indicador que aumentou. Não faz sentido um estado que se diz campeão de prosperidade não planejar políticas públicas, ou planejar mal políticas públicas, para diminuir a violência contra a mulher”, argumentou.
Ela também relacionou o debate aos avanços registrados na área da educação e defendeu a criação de indicadores que permitam medir os resultados das ações de conscientização nas escolas. “A gente quer saber qual vai ser o indicador de que realmente essa temática está sendo absorvida pelos alunos das escolas públicas aqui do Estado de Mato Grosso”, questionou.
Transparência – Outro destaque da audiência foi a apresentação de uma plataforma digital baseada em inteligência artificial, desenvolvida pela Seplag para facilitar o acesso da população ao conteúdo do relatório. De acordo com Brandão, a ferramenta permite que qualquer cidadão consulte informações sobre políticas públicas em linguagem simples. “Qualquer cidadão mato-grossense pode perguntar o que foi feito para as mulheres, para os idosos, para a saúde ou para determinada região, e a plataforma apresenta essas informações de forma simples e acessível”, explicou. Acesse neste link.
Brandão definiu o Relatório Anual de Gestão como uma das principais ferramentas de avaliação da administração estadual. “O RAG fecha o ciclo do planejamento. Ele mostra o que foi planejado, o que recebeu orçamento e o que efetivamente foi realizado. É, na minha opinião, o documento mais importante que o governo entrega à sociedade”, concluiu.
Fonte: ALMT – MT
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