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AGRONEGÓCIO

Cepea projeta safra de laranjas em 13 milhões de toneladas

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Pesquisas do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) sobre a safra de laranja 2025/26 no Brasil, aponta um cenário de recuperação na produção e nas exportações. A área total de pomares deve se manter estável em 590 mil hectares, enquanto a produção nacional está estimada em 320 milhões de caixas de 40,8 kg, o equivalente a 13 milhões de toneladas. Esse volume supera a estimativa da safra anterior, de 300 milhões de caixas, considerada a menor desde 1988.

O aumento na oferta de laranjas deve beneficiar a indústria de suco, que enfrenta desafios com estoques reduzidos. A produção brasileira de suco de laranja concentrado e congelado (FCOJ) deve alcançar 1,01 milhão de toneladas, registrando alta de 8,8% em relação ao ciclo anterior. As exportações também devem crescer, chegando a 953.840 toneladas, um avanço de 9,11%.

Estudos indicam que as laranjas da quarta florada no cinturão citrícola paulista, apesar da qualidade inferior ao esperado, têm contribuído para amenizar a escassez de matéria-prima na indústria. Para minimizar o déficit de suco e manter a padronização dos blends, algumas empresas têm intensificado a compra de frutas disponíveis no mercado spot.

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A recente estimativa para a safra 2024/25 também aponta um incremento na oferta, com um aumento de 7 milhões de caixas de 40 kg em relação ao previsto em setembro de 2024. No entanto, o consumo interno deve registrar leve retração, passando de 2,6 milhões de toneladas em 2024/25 para 2,5 milhões de toneladas em 2025/26.

O cenário aponta para uma melhora gradual no setor citrícola, com expectativas positivas para a produção e exportação de suco. A estabilidade da área plantada e o incremento na produção reforçam a importância da cadeia produtiva para o agronegócio e o mercado internacional.

Fonte: Pensar Agro

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Valor da produção agropecuária atinge R$ 1,4 trilhão em maio

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Mato Grosso manteve a liderança nacional do Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) em maio de 2026, com faturamento estimado em R$ 213,5 bilhões, o equivalente a cerca de 15% de toda a produção agropecuária do País, segundo dados da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O desempenho reforça o peso do estado como principal polo do agronegócio brasileiro, puxado sobretudo pela soja e pelo milho.

O resultado estadual ocorre em um cenário de VBP nacional ainda elevado, de R$ 1,4 trilhão, embora com recuo de 4,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. No caso mato-grossense, a liderança se mantém mesmo diante da queda de preços de commodities relevantes no mercado internacional, que impactaram o ritmo de crescimento do indicador em diversas regiões do País.

A força de Mato Grosso no ranking nacional está diretamente associada à concentração de grandes lavouras mecanizadas e à escala de produção de grãos, com destaque para a soja, que segue como principal produto do agronegócio brasileiro em geração de receita, seguida por milho, cana-de-açúcar, café e algodão.

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No recorte estadual, a participação de Mato Grosso reflete também o peso do Centro-Oeste na formação do VBP nacional, região que concentra parte significativa da produção de grãos destinada à exportação. O estado atua como principal origem da soja embarcada para o mercado externo e como um dos maiores fornecedores de milho safrinha do País.

Apesar do desempenho positivo no ranking, o cenário nacional mostra heterogeneidade entre os produtos agropecuários. Enquanto algumas culturas registraram forte retração de preços, como cacau, laranja e arroz, outras apresentaram crescimento, com destaque para batata-inglesa, feijão, mandioca e tomate, segundo o levantamento do Mapa.

Na pecuária, o VBP nacional também apresentou leve queda, influenciado por recuos em segmentos como suínos, frango, ovos e leite, enquanto a bovinocultura registrou avanço e se manteve como principal atividade do setor. Esses movimentos ajudam a explicar a desaceleração do indicador agregado, apesar do patamar ainda elevado de faturamento no campo.

O VBP é calculado mensalmente pelo Ministério da Agricultura com base nas estimativas de produção e nos preços recebidos pelos produtores rurais, funcionando como um termômetro do faturamento bruto gerado dentro das propriedades agrícolas. Os dados de 2026 são preliminares e refletem as informações disponíveis até maio.

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Fonte: Pensar Agro

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