ESPORTES
Santos vence o São Paulo de virada em jogo emocionante na Vila Belmiro
ESPORTES
Em uma partida repleta de emoções, o Santos superou o São Paulo por 3 a 1 na Vila Belmiro, neste sábado (01.02), pela sexta rodada do Campeonato Paulista, encerrando sua sequência de derrotas na competição. A vitória, conquistada com gols de Guilherme (duas vezes) e Gabriel Bontempo, teve como ingrediente extra a expulsão do técnico santista Pedro Caixinha logo aos seis minutos de jogo. Lucas marcou o gol do São Paulo.
A partida começou agitada. Após a expulsão de Caixinha por reclamação, o São Paulo quase abriu o placar com Luciano, que desperdiçou grande chance cara a cara com o goleiro santista. Aos 34 minutos, porém, o Tricolor chegou ao gol com Lucas, que finalizou com categoria após passe de Calleri.
O Santos reagiu rapidamente e empatou ainda no primeiro tempo. Aos 42 minutos, Guilherme aproveitou rebote do goleiro Rafael para igualar o marcador.
Na segunda etapa, o Peixe virou o jogo logo aos sete minutos. Gabriel Bontempo recebeu de Soteldo e chutou no canto, sem chances para Rafael. Aos 23, Guilherme marcou seu segundo gol na partida, garantindo a vitória santista.
Com o resultado, o Santos assume a vice-liderança do Grupo B, com sete pontos, mesma pontuação do líder Guarani. O São Paulo, apesar da derrota, segue na liderança do Grupo C, com dez pontos.
O próximo compromisso do São Paulo será contra o Mirassol, na quarta-feira (22), às 19h30, no Morumbi. Já o Santos recebe o Botafogo-SP no mesmo dia, às 21h35, na Vila Belmiro, em partida que pode marcar a reestreia de Neymar pelo Peixe.
FICHA TÉCNICA
SANTOS 3 X 1 SÃO PAULO
Local: Vila Viva Sorte, em Santos (SP)
Data: 01/02/2025
Horário: 20h30 (de Brasília)
Árbitro: Luiz Flávio de Oliveira
Gols: Lucas, aos 34′ do 1ºT (São Paulo); Guilherme, aos 42′ do 1ºT e aos 27′ do 2ºT, Gabriel Bontempo, aos 7′ do 2ºT (Santos)
Cartões amarelos: Rincón, Tiquinho Soares, Zé Ivaldo, Leo Godoy (Santos); Sabino, Ferreira, André Silva (São Paulo)
SANTOS: Gabriel Brazão; Leo Godoy, Zé Ivaldo, Luan Peres e Vinicius Lira (Kevyson); Tomás Rincón, Diego Pituca e Gabriel Bontempo (Miguelito); Soteldo (João Schmidt), Tiquinho Soares e Guilherme (Lucas Meirelles). Técnico: Pedro Caixinha.
SÃO PAULO: Rafael; Igor Vinícius (Ferraresi), Arboleda, Sabino e Enzo Díaz (Ryan Francisco); Pablo Maia (Ferreira), Alisson, Oscar e Lucas; Luciano (Erick) e Calleri (André Silva). Técnico: Luis Zubeldía.
Fonte: Esportes
ESPORTES
Botafogo SAF pede Recuperação Judicial: o que isso significa e quais podem ser os impactos no Fair Play Financeiro da CBF
A notícia de que o Botafogo SAF protocolou um pedido de recuperação judicial pegou muita gente de surpresa — especialmente pelo contraste com o momento esportivo recente do clube. Mas, longe de ser um “fim da linha”, o movimento revela algo mais comum no mundo empresarial do que no futebol: a necessidade de reorganizar a casa antes que a situação saia do controle.
Na prática, a recuperação judicial funciona como uma espécie de “respiro”. Ela permite que a empresa — neste caso, a SAF — renegocie suas dívidas, reorganize pagamentos e ajuste seu fluxo de caixa sem interromper suas atividades. Traduzindo: o Botafogo continua jogando normalmente, pagando salários e disputando campeonatos, enquanto tenta colocar as contas em ordem nos bastidores.
O próprio clube deixa claro que a prioridade é manter tudo funcionando. E isso é importante destacar: não há, neste momento, qualquer impacto direto no desempenho esportivo ou no calendário. O torcedor não deve esperar punições imediatas ou algo que tire o time de competições.
Mas a pergunta inevitável é: como um clube que conquistou títulos importantes recentemente chega a esse ponto?
A resposta passa menos pelo campo e mais pela estrutura financeira. A SAF foi montada com uma expectativa de investimentos e aportes que, segundo a nota, não se concretizaram como esperado. Soma-se a isso um problema delicado de governança: o acionista majoritário, de acordo com o clube, estaria dificultando a entrada de novos recursos. Esse tipo de impasse interno costuma ser silencioso, mas tem impacto direto — e pesado — nas finanças.
É aí que a recuperação judicial entra como uma tentativa de reorganizar tudo ao mesmo tempo: dívidas, fluxo de caixa e até a própria estrutura de poder dentro da SAF.
Agora, olhando um pouco além do Botafogo, esse caso acende um alerta importante no futebol brasileiro, especialmente em relação ao Fair Play Financeiro que vem sendo discutido pela Confederação Brasileira de Futebol.
A ideia do Fair Play é simples no papel: clubes precisam gastar dentro daquilo que arrecadam e manter suas obrigações em dia. O problema é como aplicar isso em situações como essa.
Por um lado, a recuperação judicial é um mecanismo legal, previsto inclusive na Lei das SAFs. Ou seja, não é uma irregularidade — é uma ferramenta de ajuste. Por outro, ela escancara um desequilíbrio financeiro, justamente o tipo de situação que o Fair Play tenta evitar.
Na prática, o que deve acontecer é um meio-termo. O Botafogo dificilmente sofrerá punições imediatas por entrar em recuperação judicial. Mas o caso passa a colocá-lo sob um nível maior de atenção. Dependendo de como a CBF evoluir suas regras, clubes nessa condição podem enfrentar restrições no futuro, como limites de gastos ou maior controle sobre contratações.
Mais do que isso, o episódio pode virar um marco. O futebol brasileiro ainda está aprendendo a lidar com o modelo de SAF, e situações como essa ajudam a definir quais serão as “regras do jogo” daqui para frente.
Internamente, porém, talvez o maior desafio do Botafogo nem seja financeiro — seja político. O pedido para suspender o direito de voto do acionista majoritário indica um conflito sério dentro da estrutura da SAF. E, quando há disputa de poder, investidores tendem a recuar, decisões travam e a recuperação fica mais difícil.
O futuro do clube agora passa por algumas etapas bem claras: a aceitação do pedido pela Justiça, a apresentação de um plano de recuperação e a negociação com credores. Se tudo correr bem, o Botafogo pode sair desse processo mais organizado e sustentável. Caso contrário, o cenário se complica — e aí, sim, os reflexos podem chegar ao futebol.
No fim das contas, o torcedor pode respirar um pouco mais tranquilo no presente. O time segue em campo, competitivo, e sem mudanças bruscas à vista. Mas, fora das quatro linhas, o Botafogo entra em uma fase decisiva — talvez uma das mais importantes desde a criação da SAF.
Porque agora não se trata apenas de ganhar jogos. Trata-se de garantir que o clube tenha condições de continuar jogando no mais alto nível nos próximos anos.
-
POLÍTICA5 dias atrásTJMT suspende desocupação em condomínios após pedido da ALMT
-
POLÍCIA5 dias atrásGoverno de MT firma pacto com TJ, MP, AL, TCE e Defensoria em defesa das mulheres
-
POLITÍCA NACIONAL5 dias atrásComissão da Câmara aprova piso salarial de R$ 5,5 mil para assistentes sociais; texto pode ir ao Senado
-
POLÍTICA4 dias atrásALMT participa do lançamento do “MT em Defesa das Mulheres” e reforça rede de proteção
-
POLÍTICA6 dias atrásEntrega de trator fortalece agricultura familiar na Gleba Monjolo, em Chapada dos Guimarães
-
POLÍCIA6 dias atrásHomem é preso pela PM com documentos falsos em abordagem na MT-100
-
ESPORTES2 dias atrásMato-grossense Leonardo Storck é campeão e conquista vaga em Roland Garros
-
MATO GROSSO4 dias atrásPolícia Militar prende homem e fecha garimpo ilegal em Novo Mundo






