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Espanhol supera Vinicius Jr. e conquista Bola de Ouro 2024
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Na noite desta segunda-feira (28), o icônico Teatro Châtelet, em Paris, foi palco de uma das cerimônias mais aguardadas do futebol mundial. Em um evento repleto de estrelas, 30 jogadores foram indicados para a prestigiosa premiação, com destaque para o camisa 7 do Real Madrid, o único brasileiro na lista, que terminou em segundo lugar.
Rodri, meio-campista do Manchester City, foi um dos grandes destaques da noite. Em seu discurso emocionado, ele expressou sua gratidão: “Que noite incrível para mim. Tenho muitas coisas a agradecer (…) Agradecer a quem votou em mim, me deu essa confiança. É um dia especial para mim, para meu país. Queria agradecer a pessoa mais importante na minha vida, a Laura, minha namorada, que estamos há oito anos juntos e sem ela a trajetória não teria sido a mesma. Agradecer a minha família pelos valores que me passaram, ao meu agente. Não quero esquecer dos meus companheiros, ao staff do City. Sem vocês não teria conseguido. Estar no melhor clube do mundo torna tudo mais fácil.”
A ausência de Vini Jr. e seus colegas de equipe do Real Madrid, Bellingham e Mbappé, foi notável. Rumores circulavam na imprensa internacional de que o clube espanhol e a equipe do brasileiro já haviam sido informados de que ele não venceria, levando ao cancelamento de sua presença. Essa especulação se confirmou, desapontando fãs brasileiros e madridistas que esperavam vê-lo conquistar a Bola de Ouro.
Rodri, de 28 anos, teve uma temporada memorável em 2023/2024, conquistando o campeonato inglês com o Manchester City e a Eurocopa com a Espanha. Ele marcou nove gols e deu 13 assistências em 50 jogos, números impressionantes para um jogador de sua posição. Apesar de estar se recuperando de uma grave lesão e chegar de muletas à cerimônia, Rodri foi recebido com uma breve vaia, que logo se transformou em aplausos quando ele acenou para os torcedores.
Jejum Brasileiro continua
Com o resultado, o Brasil completa 18 anos sem um jogador eleito como o melhor do mundo. O último brasileiro a conquistar o título foi Kaká, em 2007, após uma temporada brilhante com o Milan. Vinicius Jr., que teve uma temporada excepcional em 2023/2024, foi campeão europeu com o Real Madrid, marcando 24 gols e dando nove assistências em 39 partidas. Apesar de ser a temporada mais artilheira de sua carreira, seus feitos não foram suficientes para garantir a Bola de Ouro.
Esta é a terceira indicação consecutiva de Vini Jr. entre os 30 finalistas. Em 2022, ele ficou em oitavo lugar, e em 2023, em sexto. Lionel Messi, o maior vencedor da história da Bola de Ouro, com oito prêmios, não concorreu nesta edição.
Premiações no Futebol Feminino e Sub-21
Além do prêmio masculino, a France Football também celebrou o talento no futebol feminino. A espanhola Aitana Bonmatí conquistou a Bola de Ouro pelo segundo ano consecutivo. O Brasil teve duas representantes na lista: Gabi Portilho, atacante do Corinthians, em 18°, e Tarciane, zagueira do Houston Dash, em 23°.
Na categoria sub-21, Savinho representou o Brasil, terminando em quarto lugar. O prêmio foi para Lamine Yamal, de apenas 17 anos, do Barcelona.
A cerimônia no Teatro Châtelet não apenas celebrou conquistas individuais, mas também destacou a paixão e o talento que continuam a inspirar o mundo do futebol.
Fonte: Esportes
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Alisson iguala marca histórica de Gylmar e Taffarel ao iniciar sua terceira Copa como titular
Ser titular da Seleção Brasileira em três Copas do Mundo da FIFA é para poucos. Entre os goleiros, apenas dois conseguiram a façanha: Gylmar, em 1958, 1962 e 1966, e Taffarel, nas edições de 1990, 1994 e 1998.
A partir do sábado (13), contra Marrocos, as duas lendas terão a companhia de um novo integrante no clube: Alisson Becker.
Titular absoluto da Seleção na última década, o goleiro do Liverpool chega a seu terceiro mundial, após participações em 2018 e 2022. Nas duas Copas do Mundo da FIFA anteriores, ele disputou nove jogos — ficou no banco apenas uma vez, contra Camarões, no Catar, quando Tite fez um rodízio em sua escalação.
O feito de Alisson é histórico e vem acompanhado de dois desafios: o primeiro é superar uma temporada em que sofreu quatro lesões. O segundo é igualar outro feito de Gylmar e Taffarel: os dois conquistaram o título da Copa do Mundo da FIFA.
Gylmar dos Santos Neves, ídolo do Santos e do Corinthians, foi campeão mundial em 1958 e 1962, jogando todos os jogos das duas campanhas. Em 1966, ele esteve nas duas primeiras partidas, mas foi substituído por Manga na derrota para Portugal, que eliminou a seleção ainda na fase de grupos.
Taffarel, por sua vez, consagrou-se com o tetracampeonato em 1994, disputando todos os minutos das sete partidas. Ele virou herói nacional na final contra a Itália, ao defender a cobrança de Daniele Massaro na disputa por pênaltis, vencida por 3 a 2.
O ídolo como treinador
Alisson chega ao momento especial na carreira caminhando lado a lado de Taffarel, uma das lendas que ele iguala em sua terceira Copa do Mundo da FIFA. O ídolo do tetra hoje é o treinador de goleiros da seleção e trabalha diariamente com o camisa 1.
Taffarel é, também, a maior referência de Alisson. No projeto “Cartas que Unem”, da FIFA, o atual goleiro da Seleçãorecebeu uma mensagem de seu irmão, Muriel Becker, que lembra as aventuras dos irmãos na infância.
Na carta, Muriel cita o ídolo em memórias sobre as Copas de 1994 e 1998 e presenteia Alisson com uma camisa de goleiro, como a que Taffarel usou nos Estados Unidos.
Temporada difícil
A presença de Taffarel é importante para Alisson no dia a dia, pela confiança que há entre ambos. Eles já trabalharam juntos no Liverpool, entre 2021 e 2025, além de quase uma década de parceria na seleção.
Além de questões técnicas nos treinamentos, Taffarel deu a Alisson a segurança de que ele teria seu espaço na seleção quando estivesse fisicamente bem. Esse apoio foi importante sobretudo na temporada 2025-26, quando o goleiro teve três lesões, a mais grave delas na coxa direita.
O problema físico tirou Alisson dos gramados por dois meses, entre março e maio deste ano. Ele só voltou a campo pelo Liverpool na última rodada da Premier League. Mas, na seleção, o clima nunca foi de corrida contra o tempo: a comissão técnica sempre esperou pelo seu titular.
“Temos uma boa relação. Antes de ser o treinador de goleiro dele no Liverpool há alguns anos, temos uma amizade muito boa. Sabemos da qualidade e do potencial dele, tanto dentro como fora de campo. É um líder com otimismo e vontade de vencer muito grande”, disse Taffarel à FIFA.
Subindo no ranking
Em sua terceira Copa do Mundo como titular da seleção brasileira, Alisson também deve ganhar posições na lista de goleiros brasileiros com mais jogos disputados no torneio.
Ele chega ao evento com 9 jogos disputados (são cinco em 2018, e quatro em 2022) e ocupa a quinta posição no ranking histórico. À sua frente, o gaúcho tem Taffarel (18 jogos), Gylmar (14) e Leão (14) e Júlio César (12).
Caso dispute as três partidas na fase de grupos, Alisson empatará com o ex-goleiro do Flamengo e da Internazionale. Caso a Seleção fique entre as quatro primeiras colocadas, serão oito jogos disputados — assim, o camisa 1 poderia chegar a 17 partidas, transformando-se no vice-líder da estatística.
Fonte: Esportes
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