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Ano sabático: saiba como se organizar e veja dicas de quem já fez
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Já imaginou como seria se você tivesse a chance de fazer uma pausa na rotina para se reconectar consigo mesmo? Essa é a premissa do ano sabático. A prática, que vem atraindo cada vez mais atenção após ser adotada por influencers, permite dedicar um tempo para conhecer novas culturas ou se dedicar a um projeto pessoal – bem longe do trabalho e, normalmente, do lugar onde se vive.
Embora deixar as responsabilidades cotidianas de lado possa parecer desafiador, há algumas dicas que podem facilitar a organização, especialmente financeira, na hora de planejar esse período.
O que é um ano sabático?
O termo sabático vem do hebraico e significa “libertação”. Chamado de gap year, em inglês, essa prática tem se mostrado tão proveitosa que atualmente há até empresas investindo em períodos sabáticos remunerados.
Apesar do nome, esse “pedido de tempo” na rotina nem sempre dura exatamente um ano – a ideia, porém, é que seja um intervalo mais prolongado do que um período típico de férias.
Como organizar um ano sabático?
Não há um roteiro pré-definido para um período sabático perfeito. No entanto, há algumas dicas para quem quer aproveitar esse tempo da melhor forma possível.
A primeira, e talvez mais importante, é definir os seus objetivos. É fundamental entender o que você espera alcançar com essa pausa na carreira: pode ser simplesmente curtir e aprender o modo de vida de um lugar diferente ou se dedicar a um projeto que vai render frutos no longo prazo, por exemplo.
Outra etapa fundamental da preparação é o planejamento financeiro. Aqui, é essencial fazer uma análise detalhada das suas finanças para o ano sabático, considerando todas as suas despesas e levando em consideração aspectos como o tempo ausente do trabalho, o custo de vida no local que você adotar para esse período e o tipo de confortos que pretende manter por lá.
Comunicar as suas intenções ao seu empregador ou instituição de ensino com antecedência é outra etapa necessária, ainda mais para quem planeja retornar à rotina após a pausa. Para quem vai viajar, outro ponto imprescindível é separar a documentação exigida pelo local de destino. Podem ser necessários vistos e autorizações se o seu tempo no exterior for além do período tipicamente liberado para turistas (90 dias) – confira com antecedência as regras do país que vai acolhê-lo.
Mas, eu não tenho dinheiro para um ano sabático…
Embora seja um dos principais impeditivos para muita gente, a escassez de recursos financeiros é um obstáculo que pode ser contornado durante um ano sabático. Ou pelo menos é isso que a influenciadora Aline Miranda , dona do canal @umasulamericana , compartilha com os seus seguidores.
Assim como em qualquer viagem, o ano sabático exige um planejamento financeiro, que pode ser bem desafiador. Mesmo que a ideia de conhecer o mundo sem um tostão na carteira seja um mito, isso não significa que você precisa passar anos se preparando.
Ver essa foto no InstagramUma publicação compartilhada por Aline Miranda
autoconhecendo a América Latina (@umasulamericana)
Em seus vídeos, a influenciadora destaca que, além de existirem destinos mais acessíveis para quem possui restrições financeiras (os vizinhos da América do Sul são uma boa pedida nesse sentido), uma possibilidade é juntar dinheiro ao longo da sua estadia para continuar viajando. A dica é buscar oportunidades de trabalho no seu destino.
Vale investir em opções de meio período, que permitam aproveitar a cidade em um turno e trabalhar no outro. Mas, há ainda outras alternativas: a Worldpackers é uma delas.
A plataforma conecta viajantes com anfitriões dispostos a abrigá-los nas suas residências em troca de trabalho voluntário. Isto é, o visitante ajuda em algumas tarefas previamente estabelecidas e, como consequência, recebe acomodação. Em alguns casos, a estadia inclui alimentação, lavanderia, transporte e, até mesmo, atividades de lazer.
Ano sabático não é uma viagem de férias
Em 2019, o influenciador Leandro Mariani , do canal @leandromarianif , começou a sua viagem pelo mundo. Foram três anos de preparação que antecederam o início ao seu período sabático.
Ele relata que o ano sabático não é igual a uma viagem de férias. Nele, há mais liberdade para construir a própria rotina com tranquilidade. Não é preciso, portanto, ter pressa para conhecer o melhor do destino em uma ou duas semanas. Pelo contrário, o viajante tem a liberdade de escolher o que realmente vale a pena.
Ver essa foto no InstagramUma publicação compartilhada por Leandro Mariani • Nômade Digital (@euleandromariani)
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Neste sentido, o custo de vida depende diretamente de suas escolhas. Uma dica é investir em hostels acessíveis, ao invés de hotéis e Airbnb, que podem custar mais. Também é possível reduzir custos de alimentação, equilibrando idas em restaurantes com refeições caseiras.
Explorando o próprio lar
Embora as opções no exterior sejam muito cobiçadas, tirar um ano sabático não depende de atravessar fronteiras – e há muito para conhecer sem sair do país. Esse foi o caso do casal Priscila e Paulino, que junto ao seu cãozinho Paçoca, iniciaram o período sabático em 2021. Partindo do Rio Grande do Sul, eles foram até João Pessoa, com direito a inúmeras paradas pelo interior do Brasil.
A família, que aproveitou para explorar o sertão nordestino no ano seguinte, compartilhou todas as experiências dessa aventura na sua conta do Instagram @pepepes_naestrada .
E se eu não quiser viajar?
Cada período sabático possui um propósito único, que nem sempre precisa envolver uma grande viagem. Muitas pessoas utilizam o tempo livre para se dedicar ao autocuidado. Afinal, uma pausa na carreira pode ajudar a recuperar a saúde mental.
Além da oportunidade de se reconectar consigo mesmo, o ano sabático pode ser uma alternativa para quem quer investir em um novo hobby ou projeto pessoal. Escrever um livro, aprender um idioma ou se dedicar ao aperfeiçoamento de uma habilidade são possibilidades para quem não tem interesse em viajar.
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Fonte: Turismo
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No frio? Conheça a praia brasileira com mar quente o ano todo

Enquanto o inverno se aproxima e as temperaturas caem em grande parte do país, um destino no litoral do Rio de Janeiro oferece um contraste surpreendente: águas quentes durante todo o ano. Localizada próxima à Usina Nuclear de Angra dos Reis, a Praia do Laboratório atrai visitantes em busca de um mergulho relaxante, mesmo nos dias mais frios.
Por que a água é quente?
O fenômeno ocorre devido ao processo de resfriamento das usinas nucleares Angra 1 e Angra 2. A água do mar é utilizada para resfriar o vapor gerado na produção de energia elétrica e, após passar por um sistema isolado, é devolvida ao oceano com temperatura entre 3°C e 5°C mais elevada.
Segundo a Eletronuclear, responsável pelas usinas, não há contato entre a água do mar e materiais radioativos, garantindo segurança aos banhistas. Monitoramentos realizados pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea) confirmam que a praia é própria para banho desde 2016.
Um cenário paradisíaco e tranquilo
Com uma pequena faixa de areia cercada por vegetação exuberante, a Praia do Laboratório é um refúgio pouco explorado por turistas. Suas águas calmas são ideais para mergulho e observação da vida marinha, incluindo tartarugas que frequentam a região.
O acesso não é sinalizado, o que ajuda a preservar a tranquilidade do local. Partindo de São Paulo, o trajeto mais comum é pela Rodovia Rio-Santos (BR-101), seguindo por uma estrada asfaltada próxima às usinas. Apesar da ausência de infraestrutura comercial, vendedores ambulantes costumam circular no local durante a alta temporada.
Destaque nas redes sociais
Recentemente, a praia ganhou fama após um vídeo de um mergulho nas águas quentes viralizar nas redes sociais, alcançando milhões de visualizações. Apesar de algumas dúvidas sobre a segurança devido à proximidade com a usina, não há riscos à saúde.
Vale a pena visitar?
Para quem busca um destino diferente, longe das agitações turísticas, a Praia do Laboratório é uma ótima opção. Além do banho relaxante, o cenário natural proporciona um dia de paz e conexão com a natureza. Recomenda-se levar água e alimentos, já que o local não conta com quiosques ou restaurantes.
Se a ideia é fugir do frio e mergulhar em águas quentes em pleno inverno, esse recanto escondido no litoral fluminense pode ser a escolha perfeita.
Como chegar:
Partindo de São Paulo: siga pela BR-101 (Rio-Santos) até Angra dos Reis.
Acesso à praia: procure uma estrada asfaltada próxima às usinas nucleares (não há placas indicativas).
Estacionamento: há um local para estacionar perto da orla.
Fonte: Turismo
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