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Olinda: os endereços imperdíveis do Alto da Sé
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A apenas 6 km do centro de Recife, Olinda concentra vários pontos que valem uma esticada para quem está de passagem pela capital pernambucana. Um deles é o Alto da Sé , região que guarda as vistas mais deslumbrantes de Recife e do mar. Confira uma sugestão de roteiro por lá.
Quais pontos visitar no Alto da Sé, em Olinda?
A Catedral da Sé de Olinda – também chamada de Igreja de São Salvador do Mundo – é o primeiro ponto do roteiro pelo Alto da Sé. É um dos cartões-postais da cidade. Foi a primeira construção religiosa feita pelos portugueses na antiga Capitania de Pernambuco e é o templo mais antigo de Olinda, fundado em 1540. A arquitetura do espaço interior registra as mudanças e reformas pelas quais a Igreja passou.
A Catedral fica aberta diariamente, das 8h às 16h. A missa é realizada aos domingos, às 9h. Ao lado da Igreja, já é possível ter uma vista panorâmica da cidade e do mar. Em frente à catedral, também dá para tirar fotos com o letreiro de Olinda.

O ponto mais alto da Sé é o prédio da Caixa d’Água, uma das primeiras edificações modernistas do Brasil cuja fachada foi inteirinha feita com cobogós, uma invenção 100% pernambucana. O prédio possui um elevador e um mirante, mas no momento não está aberto para visitação.
Em seguida, uma pausa para um almoço ou lanche: para manter o passeio rápido, a melhor pedida é uma tapioca. No Alto da Sé, várias bancas das tapioqueiras da Sé oferecem preparos de diversos sabores.
O Mercado de Artesanato da Sé é um bom lugar para comprar uma lembrança da viagem e prestigiar artistas pernambucanos. As bancas de expositores ficam perto do Mirante da Caixa d’Água. Os artesãos vendem roupas, bolsas, quadros, objetos de decoração e clássicas camisetas com motivos que remetem a Olinda. A 600 metros dali, um endereço que vende objetos de decoração e artesanato com uma curadoria impecável é Galeria de Arte e Artesanato Brasileiro, não deixe de conhecer.

A partir das 16h, o Observatório Astronômico do Alto da Sé abre para receber visitantes. O observatório foi construído em 1890, no ponto onde um astrônomo francês havia descoberto um cometa. Hoje, além de servir para observação dos astros, o local costuma exibir exposições didáticas – consulte a programação antes de visitar, porque alguns dos espaços podem estar em manutenção. O observatório fica aberto de terça-feira a domingo, das 16h às 20h.
Ali perto, fica o Convento da Conceição. Foi construído no século 16, e hoje parte do espaço dos antigos claustros abriga a Pousada Convento da Conceição , que tem o melhor custo-benefício de Olinda. A Igreja da Misericórdia , na rua Bispo Coutinho, também carrega o legado histórico das construções do início da colonização.
Descendo a rua Bispo Coutinho, uma programação cultural aguarda o visitante. A menos de cinco minutos de caminhada da Praça do Alto da Sé, dá para visitar a Casa dos Bonecos Gigantes de Olinda e o Museu de Arte Sacra .
No museu de esculturas, os turistas podem ver os famosos bonecos gigantes que carregam o Carnaval de Olinda. Interessados na arte religiosa pernambucana podem visitar o Museu de Arte Sacra de terça a domingo. A entrada custa R$ 10.

Com 15 minutos de caminhada do Alto da Sé, é possível chegar à Basílica e ao Mosteiro de São Bento. Também construídos no final do século 16, o mosteiro e a igreja foram atingidos por um incêndio e foram reconstruídos em 1640. Chama atenção a decoração dourada do altar da igreja.
Com uma vista ampla do cais de Recife, a dica para o final do dia de passeio é voltar à Praça de Alto da Sé e assistir o pôr do sol. Para encerrar o passeio, há vários bares e restaurantes por ali, que costumam lotar no final do dia.
Todo o passeio pelo Alto da Sé pode ser feito à pé, e também há opções de tour com guia turístico, contratado de forma independente no local ou através de sites.
Como chegar a Olinda
Partindo de Recife, é possível chegar a Olinda de ônibus, táxi ou transporte de aplicativo. Quem está acostumado a longas distâncias pode mesmo ir a pé ou de bicicleta, já que a cidade fica a apenas 6 km do centro da capital pernambucana.
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Fonte: Turismo
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Amazônia Central: Patrimônio Mundial da Unesco protege mais de 6 milhões de hectares de floresta
No coração da Amazônia, uma área de mais de 6 milhões de hectares reúne florestas, rios, lagos, ilhas, várzeas e igapós em uma das regiões de maior biodiversidade do planeta. É o Complexo de Conservação da Amazônia Central, o maior território protegido da Bacia Amazônica e reconhecido como Patrimônio Mundial pela Unesco.
A história do complexo na Lista do Patrimônio Mundial começou em 2000, quando o Parque Nacional do Jaú foi reconhecido pela Unesco. Em 2003, a área protegida foi ampliada com a inclusão do Parque Nacional de Anavilhanas e das Reservas de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá e Amanã, formando o atual Complexo de Conservação da Amazônia Central.
A diversidade de ambientes também se reflete nas experiências que a região oferece. Passeios de barco, trilhas, observação de animais e visitas a comunidades estão entre as possibilidades para quem quer conhecer de perto a natureza amazônica.
Reconhecimento
A Unesco reconheceu o Complexo de Conservação da Amazônia Central pela importância de sua biodiversidade e pelos processos ecológicos que ocorrem na região. A dinâmica das águas, com cheias e vazantes ao longo do ano, transforma continuamente a paisagem e ajuda a manter diferentes ambientes essenciais para a fauna e a flora amazônicas.
Entre os destaques está Anavilhanas, um dos maiores arquipélagos fluviais do mundo. A região abriga ainda a maior diversidade conhecida de peixes elétricos do planeta, com 64 espécies identificadas.
O complexo também protege animais característicos da Amazônia, como o pirarucu, a onça-pintada, a ariranha, o peixe-boi-da-amazônia, o jacaré-açu e duas espécies de botos de água doce. A região concentra ainda cerca de 60% das espécies de peixes registradas na bacia do Rio Negro e 60% das aves conhecidas na Amazônia Central.
O que fazer
Como o patrimônio reúne quatro grandes áreas protegidas, as experiências dependem do destino escolhido. Entre os destaques estão:
- Parque Nacional de Anavilhanas: próximo a Manaus e Novo Airão, permite conhecer o arquipélago formado por centenas de ilhas e canais no Rio Negro. Passeios de barco estão entre as principais experiências.
- Parque Nacional do Jaú: um dos maiores parques nacionais do Brasil, reúne rios, florestas e paisagens preservadas e pode ser conhecido em roteiros de turismo de natureza.
- Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá: conhecida pelas florestas de várzea, oferece experiências de turismo de base comunitária e oportunidades de observação da fauna amazônica.
- Reserva de Desenvolvimento Sustentável Amanã: localizada entre as bacias dos rios Negro e Solimões, preserva florestas, lagos e ambientes aquáticos característicos da região.
- Observação da fauna: botos, aves, macacos, jacarés e outros animais podem ser avistados em diferentes pontos do complexo, sempre respeitando as regras de visitação de cada área.
- Experiências nos rios: passeios de barco e canoa permitem conhecer canais, lagos e áreas de floresta alagada e observar como a paisagem amazônica muda de acordo com o nível das águas.
Quando visitar
O Complexo de Conservação da Amazônia Central pode ser visitado durante todo o ano, mas a experiência muda conforme o ciclo das águas:
- Período de cheia: rios e lagos avançam sobre áreas de floresta, permitindo percorrer de barco trechos alagados e canais entre as árvores.
- Período de vazante e seca: com a redução do nível dos rios, surgem praias e outros trechos de terra, modificando as paisagens e as possibilidades de passeio.
- Observação da natureza: como cada unidade possui características e regras próprias, o período mais indicado depende do roteiro e das atividades escolhidas.
Antes da viagem, é importante verificar as condições de acesso e as regras de visitação da unidade de conservação que fará parte do roteiro.
Como chegar
Manaus é a principal porta de entrada para quem pretende conhecer o Complexo de Conservação da Amazônia Central. A capital amazonense possui aeroporto com voos de diferentes regiões do Brasil e conexões internacionais.
A partir de Manaus, o acesso varia conforme a área escolhida. Novo Airão é uma das principais bases para conhecer o Parque Nacional de Anavilhanas e pode ser acessada por estrada a partir da capital. Para áreas mais distantes, como Jaú, Mamirauá e Amanã, parte dos deslocamentos é feita por rios e pode exigir embarcações e planejamento específico.
Como as distâncias são grandes e muitas áreas possuem regras próprias de acesso, é recomendável organizar a viagem previamente e consultar as orientações das unidades de conservação.
Patrimônio Mundial
A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de Valor Universal Excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios cuja preservação é de interesse mundial.
O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.
Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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