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Seciteci realiza maratona tecnológica em Água Boa com premiação de R$ 91,2 mil

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A Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci) realiza, entre 27 e 29 de setembro, no município de Água Boa, o HackaMT, uma maratona tecnológica que une equipes de programadores, designers e empreendedores com a missão de desenvolver soluções inovadoras para o setor público.

Além do auxílio de mentores e palestrantes durante o evento, os participantes poderão ter a chance de ganhar prêmios de até R$ 91,2 mil nesta edição.

O HackaMT ocorrerá na Escola Estadual de Educação Profissional de Água Boa. Os ingressos são gratuitos e podem ser adquiridos pelo site Sympla (Acesse aqui).

Para participar da premiação, os trabalhos devem ser submetidos até às 17h00 do dia 26 de setembro. A equipe vencedora será premiada com cinco Bolsas de Desenvolvimento Tecnológico, por um período de 06 a 12 meses, com valor mensal de R$ 1.520,00. No total, a premiação chegará a R$ 91.200,00.

Qualquer pessoa interessada pode participar do evento, independentemente do nível de habilidade ou experiência. Também não é obrigatório ter uma equipe antes de se inscrever, pois haverá oportunidade de formar um time com outros participantes no evento.

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É recomendado levar um laptop, carregadores, material de anotação e qualquer outro equipamento específico que possa ser necessário para desenvolver o trabalho.

Os projetos serão avaliados com base em critérios como inovação, viabilidade, impacto, design e qualidade da implementação técnica. Os detalhes específicos são descritos no regulamento completo (Acesse Aqui).

A superintendente de Desenvolvimento Científico Tecnológico e de Inovação da Seciteci, Lectícia Figueiredo, afirma que o HackaMT tem o propósito de desenvolver novas habilidades nos participantes.

“A gente tem ali perfil de desenvolvedor, de pessoas com expertise em negócios, em designer. Então, a partir do momento que eles se juntam ali e trabalham em equipe, eles começam realmente a fazer uma jornada de inovação tendo toda uma metodologia para que participem maratonando com muitos aprendizados”, disse.

Lectícia ressalta que a Prefeitura de Água Boa levantou alguns desafios para o município, que serão levados para o evento para que essas equipes discutam propostas e sejam apresentadas soluções. “Então, o HackaMT vem para realmente fomentar uma cultura de empreendedorismo, uma cultura de inovação no município e região”, completou.

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O HackaMT é uma iniciativa da Seciteci e é promovido em parceria com o Parque Tecnológico de Mato Grosso, Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat) e Empresa Mato-grossense de Tecnologia da Informação (MTI).

Os organizadores estão disponíveis para responder possíveis dúvidas através do e-mail: [email protected].

O HackaMT já foi realizado em diversas cidades do Estado, como Nova Mutum, Cuiabá e entre outras.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário

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O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.

Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.

“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.

A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.

“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.

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Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.

O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.

“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.

O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.

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Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.

Integração com os municípios

Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.

A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.

O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).

Fonte: Governo MT – MT

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