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AGRONEGÓCIO

Cuiabá recebe feira internacional do agronegócio no aeroporto

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AGRONEGÓCIO

Entre os dias 12 e 14 de setembro, a capital mato-grossense, Cuiabá, será palco da GreenFarm, uma feira internacional do agronegócio que ocorrerá no Aeroporto Bom Futuro. O evento reunirá grandes marcas, produtores e especialistas do setor agroalimentar, com o objetivo de conectar a produção local aos mercados internacionais, apresentando tendências do setor e destacando o potencial agropecuário de Mato Grosso.

Mato Grosso é líder nacional em diversas produções agrícolas: algodão (70%), milho (38%), soja (26%) e gergelim (66%). Com um PIB de R$ 233 bilhões, sendo 38% deste valor oriundo do setor agropecuário, o estado se destaca como um polo estratégico para negócios agropecuários.

A GreenFarm será uma oportunidade valiosa para empresários locais apresentarem seus produtos e serviços a um público global. A feira contará com a presença de compradores de diversos países, além de oferecer palestras, rodadas de negócios, leilões de animais de elite, oficinas e exposições de máquinas e equipamentos com tecnologias avançadas.

O evento espera atrair visitantes brasileiros e estrangeiros, incluindo profissionais do agronegócio, agroindústria, autoridades governamentais e membros da imprensa. De acordo com a organização da GreenFarm, o evento ocorrerá na mesma semana em que Mato Grosso sediará uma reunião importante do G20, atraindo ainda mais atenção internacional para o estado.

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A feira não apenas conectará o agronegócio local ao mercado internacional, mas também será uma fonte de novas ideias e serviços que contribuirão para o desenvolvimento de produtos. Empresários terão a oportunidade de expandir suas redes de contatos e estabelecer novos negócios através dos estandes de exposição.

Nos próximos anos, Mato Grosso prevê um aumento significativo na produção de soja (+46%), milho (+79%) e algodão (+52%), reforçando ainda mais o seu papel de destaque no setor agropecuário. Empresas interessadas em participar da GreenFarm como expositoras podem obter mais informações pelo site www.greenfarmbrasil.com.br ou pelo telefone (11) 96584-3755.

SERVIÇO:

Evento: GreenFarm
Data: 12 a 14 de setembro
Local: Aeroporto Bom Futuro
Contato: (11) 96584-3755

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Com dívidas superiores a R$ 1,3 trilhão, agro busca solução antes do início da safra 26/27

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Com o fim do vazio sanitário se aproximando e o plantio da soja previsto para começar a partir de setembro nas principais regiões produtoras, o endividamento rural voltou ao centro das preocupações do agronegócio brasileiro.

Estimativas do setor apontam que o passivo total da agropecuária brasileira já supera R$ 1,3 trilhão, dos quais aproximadamente R$ 188 bilhões correspondem a dívidas financeiras diretas dos produtores. Diante desse cenário, a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) intensificou as articulações para acelerar a votação do Projeto de Lei 5.122/2023, considerado uma das principais apostas para permitir a renegociação de débitos e recuperar a capacidade de investimento no campo.

A preocupação cresce justamente no momento em que agricultores começam a planejar a safra 2026/27, negociando sementes, fertilizantes, defensivos e operações de custeio. Após anos de custos elevados, juros altos e sucessivas adversidades climáticas, muitos produtores chegam ao novo ciclo com margens reduzidas e dificuldades para acessar novas linhas de crédito.

O problema ganhou dimensão nacional principalmente entre os produtores de soja, principal cultura agrícola do país. Apesar de o Brasil caminhar para colher mais de 180 milhões de toneladas da oleaginosa, a rentabilidade das propriedades sofreu forte pressão nos últimos anos. Em algumas regiões, as margens brutas recuaram mais de 30%, reflexo da combinação entre queda nos preços internacionais, valorização dos insumos e aumento dos custos financeiros.

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Os reflexos desse cenário já aparecem nos indicadores do setor. Em 2025, o agronegócio registrou recorde de pedidos de recuperação judicial, enquanto a inadimplência rural avançou em diversas regiões produtoras. O ambiente mais desafiador levou instituições financeiras a endurecer critérios de concessão de crédito e exigir garantias adicionais, reduzindo a capacidade de financiamento de parte dos produtores.

Nesse contexto, ganhou força no Congresso Nacional o Projeto de Lei 5.122/2023. Embora tenha sido apresentado pelo deputado Domingos Neto, a proposta passou a ser uma das prioridades da Frente Parlamentar da Agropecuária, que atua para viabilizar instrumentos de renegociação de passivos, alongamento de prazos e recuperação da capacidade produtiva dos agricultores.

A avaliação de lideranças do setor é que a solução para o endividamento precisa ser definida antes do avanço do calendário agrícola. Isso porque grande parte da produtividade é construída antes mesmo do plantio, por meio de investimentos em correção de solo, fertilização, escolha de sementes e proteção fitossanitária. Sem acesso a crédito ou condições adequadas de renegociação, produtores podem reduzir aportes justamente em áreas que influenciam diretamente o desempenho da lavoura.

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O debate vai além das propriedades rurais. O Brasil é líder mundial na produção e exportação de soja, cadeia que movimenta centenas de bilhões de reais anualmente e sustenta segmentos como biodiesel, proteína animal, logística, armazenagem e agroindústria. Por isso, especialistas alertam que a recuperação financeira dos produtores será decisiva não apenas para a safra 2026/27, mas para a manutenção da competitividade do agronegócio brasileiro nos próximos anos.

Enquanto aguardam uma definição em Brasília, agricultores seguem fazendo contas e ajustando o planejamento da próxima temporada. No campo, a percepção é de que o crédito poderá ser tão importante quanto o clima para determinar os resultados da próxima safra.

Fonte: Pensar Agro

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