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Liderança de MT na produção agrícola com preservação de 62% do território é destaque na abertura da 56ª Expoagro

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As potencialidades e sustentabilidade do agronegócio mato-grossense foram destacadas durante a abertura da 56ª Exposição Industrial, Comercial e Agropecuária de Mato Grosso (Expoagro), na noite desta quinta-feira (11.07), no Centro de Eventos Senador Jonas Pinheiro, em Cuiabá.

Mato Grosso é o maior produtor de grãos do país, com 62% da sua área preservada. O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio representa 21,36% do PIB do Estado.

O governador em exercício Otaviano Pivetta destacou as possibilidades da agroindustrialização para agregar valor à produção e gerar emprego.

“Nós temos muito espaço para percorrer, principalmente no segundo ciclo econômico que estamos experimentando. Ainda há muito para fazer, que é a verticalização da nossa produção. Mato Grosso produz 100 milhões de toneladas de grãos, ou seja, há oportunidades para avançar na agroindustrialização”, defendeu Otaviano Pivetta.

Para o secretário de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, apoiar a Expoagro e o Fórum das Cadeias Produtivas é incentivar o desenvolvimento do agronegócio.

“Nosso agronegócio é maior força econômica do Estado, ainda sim, somos o estado que mais preserva. Apoiar esse evento, é apoiar o desenvolvimento das cadeias produtivas, as prospecções de negócios e o conhecimento que aqui será compartilhado. O Governo do Estado tem sido apoiador das iniciativas que fomentam a economia e a geração de emprego em Mato Grosso”, disse o secretário.

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O presidente do Sindicato Rural, Celso Nogueira, afirmou que a Expoagro é muito mais que shows e palestras. “É onde o agronegócio vive, é onde as pessoas se encontram. Esse ano ela completa 60 anos com sua 56ª edição. Temos orgulho de pertencer ao agro, às cadeias produtivas que movimentam esse país”, enfatizou.

A 56ª Expoagro conta com parceria do Governo de Mato Grosso, com investimento de R$ 5,6 milhões da Secretarias de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec) e Cultura, Esporte e Lazer (Secel).

“Nosso Mato Grosso respira produção, respira agricultura e nós precisamos apoiar. Temos grandes feiras no interior, eventos gigantescos muito bem organizados, mas a nossa Capital também merece e deve ter. A Expoagro e o Fórum das Cadeias Produtivas são grandes eventos, com apoio da Sedec e da Secel, que vem para mostrar o nosso potencial, o que temos de boa no nosso Estado”, afirmou o deputado estadual Max Russi.

O Termo de Fomento foi assinado durante a abertura do evento, pelo governador em exercício, Otaviano Pivetta, o secretário de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, e o presidente do Sindicato Rural de Cuiabá, Celso Nogueira.

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Expoagro

A programação conta com 10 dias de shows nacionais e locais, sendo apenas duas noites com cobrança de entrada nos dias 19 e 20 de julho. O evento ainda terá leilões, rodeio, competições hípicas, parque de diversões, cursos gratuitos de qualificação, vitrine de animais, gastronomia, opções de lazer para a família.

Além disso haverá paralelamente o congresso técnico “Fórum das Cadeias Produtivas”, que somará seis dias de debates em 2024. Em pauta, temas como mercado internacional, inovação, sustentabilidade, pecuária, agricultura, marketing e gestão de pessoas. A curadoria técnica do fórum será novamente realizada pela faculdade de Zootecnia da UFMT, por meio do projeto Conect Zoo.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

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A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

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Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

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“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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