POLÍTICA
5ª Mostra DID ocorre neste fim de semana no Teatro Zulmira Canavarros
POLÍTICA
Foto: JLSIQUEIRA / ALMT
O Teatro do Cerrado Zulmira Canavarros será palco, nesta sexta-feira (28) e sábado (29), da 5ª edição da Mostra DID – Dia Internacional da Dança. Para este ano, o evento conta com 50 apresentações em diversos estilos criados por escolas, grupos e companhias de dança de Cuiabá e interior. A mostra começa sempre às 20h e os ingressos gratuitos devem ser retirados antecipadamente pela plataforma Sympla (https://www.sympla.com.br/evento/v-mostra-did-mostra-de-danca-abertura-com-grupo-de-vivencias-do-espaco-roda-perifericos/2520220). É necessário, ainda, doar um brinquedo, diretamente na portaria do teatro. As arrecadações serão utilizadas em ações futuras da Assembleia Social.
De acordo com o criador do evento, Rafael Cerigato, a Mostra DID se tornou tradição em Cuiabá. “Estamos em nossa quinta edição, expandindo nossos horizontes e proporcionando mais visibilidade à produção artística da dança em Cuiabá”.
Além das duas noites de espetáculo, a programação da Mostra DID conta com cursos e workshops de dança nas modalidades de Balé, Jazz, Sapateado, Danças Urbanas e Dança Contemporânea, divididas em graus de complexidade, com professores de renome internacional. Ocorrem também na tarde desta sexta e no sábado e as inscrições seguem abertas neste link: https://didcuiaba.wixsite.com/didcuiaba/cursos. Cada curso custa R$ 50,00 e é necessário observar os horários para as turmas não chocarem.
A 5ª Mostra DID – Dia Internacional da Dança é uma realização do Espaço Roda – Arte e Expressão, em parceria com o Movimento Vambora. O evento conta com o apoio da Assembleia Social, do Teatro do Cerrado Zulmira Canavarros, do Sebrae/MT e da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer de Mato Grosso (Secel/MT).
“Nosso teatro já se consolidou como a casa da Mostra DID e é sempre uma alegria abrir as cortinas para uma sequência tão rica de espetáculos, que apresenta o que temos de melhor na dança mato-grossense. Esperamos todos vocês aqui”, convida a superintendente da Assembleia Social e diretora do Teatro Zulmira Canavarros, Dani Paula Oliveira.
Espetáculo de abertura
Abrindo cada noite de apresentações da 5ª Mostra DID – Dia Internacional da Dança, será executado o espetáculo “Periféricos”. Criado por Rafael Cerigato e Robson Oliveira, a montagem é realizada pelo Corpo de Baile do Espaço Roda – Arte e Expressão.
“Periféricos” é uma montagem de dança contemporânea que promove, por meio de movimentos cênicos e de corpo de baile, uma reflexão sobre a “periferia” em seus múltiplos significados. No conceito de região afastada dos centros urbanos, o espetáculo se propõe a pensar as relações e vivências coletivas e individuais. Em seu significado literal, traz para o centro do diálogo um olhar mais profundo sobre os limites entre os corpos e espaços sociais.
Serviço
5ª Mostra DID – Dia Internacional da Dança
Data: Sexta-feira (28) e sábado (29), sempre às 20h
Local: Teatro do Cerrado Zulmira Canavarros
Ingressos gratuitos: Retire no link https://www.sympla.com.br/evento/v-mostra-did-mostra-de-danca-abertura-com-grupo-de-vivencias-do-espaco-roda-perifericos/2520220
Obs.: É necessário doar um brinquedo, trazer diretamente na portaria do teatro
Mais informações: https://didcuiaba.wixsite.com/didcuiaba e @didcuiaba no Instagram
* Com assessoria
Teatro do Cerrado Zulmira Canavarros
Telefone: (65) 3313-6876
Fonte: ALMT – MT
POLÍTICA
Frente da Agropecuária debate impactos de decretos no Pantanal
A Frente Parlamentar da Agropecuária da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) se reuniu na manhã desta terça-feira (28) para discutir os impactos da ampliação de unidades de conservação no pantanal e o fortalecimento da cadeia produtiva da ovinocultura no estado. O encontro na sede da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja/MT) reuniu deputados, produtores rurais e representantes de entidades do setor.
A principal pauta foi a reação aos Decretos Federais nº 12.886 e nº 12.887, de 23 de março de 2026, que ampliam áreas de conservação no pantanal mato-grossense, atingindo regiões de Poconé e Cáceres. As medidas já são alvo de questionamento no legislativo federal. O Projeto de Decreto Legislativo nº 186/2026, apresentado pelo senador Jayme Campos (União) busca sustar os efeitos das normas.
Durante a reunião, parlamentares criticaram a condução do processo pelo governo federal e pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), apontando que as manifestações apresentadas pela comunidade nas audiências públicas não foram consideradas e que há insegurança jurídica enfrentada pelos produtores das áreas afetadas.
O deputado estadual Gilberto Cattani (PL) afirmou que a ampliação por decreto ameaça a atividade econômica no estado. “Sem o zoneamento, corremos o risco de inviabilizar a atividade econômica em metade do estado. Precisamos de segurança jurídica para garantir produção e preservação”, disse.
Foto: Hideraldo Costa/ALMT
O deputado Valmir Moretto (Republicanos) alertou para impactos logísticos, especialmente sobre a hidrovia do rio Paraguai e a Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Cáceres. “A decisão é gravíssima. A ampliação incide sobre áreas privadas já preservadas e ameaça diretamente a viabilidade da hidrovia e da ZPE”, afirmou.
Representantes do setor produtivo também criticaram a medida. O presidente do Sindicato Rural de Poconé, Ricardo Arruda, destacou que a maior parte da preservação do bioma ocorre em áreas de produtores. “Cerca de 95% das áreas preservadas no Pantanal estão dentro de propriedades particulares. O produtor é o verdadeiro guardião do bioma. Sem gestão adequada, essas áreas podem se tornar focos de incêndio, como já são hoje as unidades de conservação que já existiam”, pontuou.
A analista de meio ambiente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Tânia Arévalo, também questionou a ampliação das áreas. “A legislação no pantanal já é extremamente restritiva, permitindo basicamente a pecuária extensiva. Não há justificativa técnica para ampliar a proteção sobre áreas que já estão preservadas há décadas pelas mesmas famílias”, afirmou. Segundo ela, a medida pode gerar impactos sociais significativos. “A retirada do produtor pode provocar abandono das áreas, aumento de incêndios e prejuízos à economia local e ao modo de vida do homem pantaneiro”, completou.
Entre os encaminhamentos debatidos está o apoio à proposta de sustação dos decretos no Congresso Nacional, além da possibilidade de estadualização das unidades de conservação. Os participantes também defenderam a conclusão do Zoneamento Socioeconômico Ecológico (ZSEE) e cobraram mais transparência nos processos conduzidos pelos órgãos federais.
A reunião também abordou o potencial da ovinocultura como alternativa de diversificação econômica. O presidente da Associação Mato-grossense de Produtores de Ovinos e Caprinos (Ovinomat), Cassio Carolo, destacou que Mato Grosso possui rebanho estimado entre 400 mil e 420 mil cabeças.
“Embora o número seja modesto se comparado à bovinocultura, o potencial de crescimento é grande. O principal gargalo é a falta de matrizes de qualidade e o custo do frete. Por isso, trabalhamos na criação de pontos de coleta para melhorar a logística”, explicou.
O deputado Cattani reforçou que há demanda crescente pela carne ovina e que o desafio é estruturar a cadeia produtiva. “Precisamos fechar a cadeia produtiva. A demanda existe e é crescente”, afirmou.
Fonte: ALMT – MT
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