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Mutirão no Parque Flor do Ypê inicia “Adote um Espaço” com retirada de 1 tonelada de entulho

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Iniciativa visa envolver escolas e empresas na conservação de espaços públicos e terá duração de um ano. Parceria com Ministério Público e Governo do Estado também tem objetivo de evitar queimadas urbanas através da educação ambiental

No último sábado, 22 de junho, o Parque Municipal Flor do Ypê foi palco do primeiro mutirão de limpeza do projeto “Adote um Espaço”, uma iniciativa da Prefeitura de Várzea Grande em parceria com o Ministério Público e o Governo do Estado de Mato Grosso. Mais de uma tonelada de entulhos, incluindo galhos secos e folhas, foi removida do local, material que poderia causar incêndios durante o período de estiagem. A ação contou com a colaboração do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso, da empresa Solar Coca Cola, da Ordem DeMolay Capítulo de Várzea Grande e dos alunos da Escola Estadual José Leite de Moraes.

O secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável de Várzea Grande, Jean Lucas Teixeira de Carvalho, explicou a importância do projeto: “O ‘Adote um Espaço’ é uma atividade que visa trazer à sociedade a compreensão de que o meio ambiente é um dever de todos. Cabe a todos, não somente ao poder público, auxiliar naquilo que de fato é necessário”, afirmou.

O projeto incentiva escolas municipais, estaduais e particulares a adotarem áreas públicas próximas às suas comunidades, a exemplo de Áreas de Preservação Permanente (APPs) ou áreas que precisem de recuperação. A Secretaria fornecerá suporte com mudas, insumos e assistência técnica necessária para a execução do projeto.

Durante o mutirão, a promotora de Justiça Michelle de Miranda Rezende e Villela destacou a relevância da iniciativa: “É uma satisfação poder participar dessa primeira etapa do projeto ‘Adote um Espaço’ junto com a comunidade, com as escolas, com o poder público. É um projeto muito bonito que visa a conscientização e a educação ambiental dos nossos jovens e adultos, no sentido de que tudo que é público é de todos e, portanto, é dever de todos cuidar, não só do poder público”, afirmou.

Giovanni Coelho Motti, capitão do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso, enfatizou a importância da colaboração para a prevenção de incêndios: “Estamos apoiando a Secretaria de Meio Ambiente com essa ação social para fazer a manutenção e preservação do local, evitando futuros focos de incêndio e queimadas. Aproveitamos essas ações para minimizar esses riscos e conservar o ambiente”, disse.

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Esta primeira etapa do projeto envolveu a limpeza do parque, unindo parceiros em uma ação conjunta. Na próxima etapa, as unidades escolares escolherão espaços em seus bairros para adotar e cuidar ao longo de um ano, com acompanhamento da Secretaria de Meio Ambiente. Além da limpeza, o projeto também prevê gincanas internas entre as escolas para incentivar a participação contínua.

A promotora Michelle ressaltou ainda a importância do engajamento comunitário: “A prestação de serviço, ao invés de doar algum recurso, é importante para participar de programas comunitários que melhorem o ambiente em que vivemos e garantam um futuro melhor”. Ela incentivou a sociedade a registrar e reportar irregularidades ambientais para que sejam tomadas as devidas providências.

Para denunciar queimadas urbanas, a população pode ligar para o número 193. Essa colaboração entre comunidade, escolas, empresas e poder público é essencial para promover a preservação ambiental e garantir um ambiente mais saudável para todos.

EDUCAÇÃO AMBIENTAL – Emily Karen Mores Magalhães, coordenadora do Sistema de Gestão Integrado e representante da Solar Coca-Cola, empresa parceira do projeto detalhou que, “a parceria da Solar Coca-Cola com o projeto ‘Adote um Espaço’ tem o intuito de trazer conceitos ambientais junto com as escolas e nossos projetos institucionais. Hoje, a Solar tem o projeto Recicla, que garante que nenhum material seja destinado a aterros sanitários. Estamos trazendo esse conceito para o ‘Adote um Espaço’, em colaboração com a Secretaria e as escolas, para recolher materiais do meio ambiente e dar a destinação correta, cuidando da nossa natureza e desenvolvendo as pessoas para fazer o certo. Temos nosso ecoponto disponível 24 horas, onde podem ser levados plásticos, papel, papelão, vidro, metal e alumínio para destinação correta”.

Jalme Santana de Figueiredo Júnior, diretor da Escola Estadual José Leite de Moraes explicou que na ação de mutirão foram envolvidos 35 alunos participando e que a escola já escolheu um espaço para adotar na segunda etapa do projeto e terá como parceira a empresa Comper, além do Ministério Público, a Prefeitura e o corpo de Bombeiros. “Já escolhemos o espaço que vamos adotar, que fica próximo à área ao lado da escola. Na próxima semana, começaremos as medições para o projeto de plantação de mudas nativas do Cerrado. Estamos em parceria com a rede de supermercados Comper, que está super empolgada. A escola já tem um histórico de projetos na área de meio ambiente, como a recuperação da Lagoa do Jacaré. Temos três projetos aprovados pela Fapemat da UFMT e nove alunos bolsistas desenvolvendo pesquisas. Os alunos estão muito empolgados porque é uma ação concreta no bairro onde muitos deles moram, complementando o que estudam em sala de aula sobre educação ambiental”.

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As amigas Maria Luiza Souza e Silva, e, Manoela Caldas da Silva, ambas alunas do segundo ano da Escola Estadual José Leite de Moraes falaram sobre a importância de colocar na prática o que se aprende em sala de aula:

“Tenho notado que isso é algo muito importante, que muita gente acaba fechando os olhos para questões ambientais em seu próprio bairro. Moro aqui perto e participar de algo assim na prática é extremamente interessante. É uma nova experiência e chamar toda a comunidade para participar junto é incrível”, disse Maria Luiza.

“Acho que essa ação é muito importante porque liga tudo que vivemos, nossa comunidade e o ambiente onde frequentamos. Estar com o apoio das empresas, do poder público e da prefeitura é fundamental. Trabalhar a educação ambiental de forma prática é essencial para a conscientização de todos. Aprendemos na escola e fazemos em casa, e agora queremos expandir para os bairros e, quem sabe, para todas as cidades e até o mundo inteiro”, declara Manuela.

Arthur Galan Kinaip Macedo, representante da Ordem DeMolay Capítulo de Várzea Grande, que participou com jovens de 12 a 18 anos, para apoiar o movimento de educação ambiental e melhorar a cidade onde vivem. “Estamos aqui para prestar esse auxílio à Várzea Grande. Fomos convidados e é muito importante que participemos disso, porque a cidade significa muito para nós. Nosso capítulo leva o nome desta cidade, e nós a amamos muito. Estar aqui é uma grande honra, ajudando na limpeza do parque. Com certeza, é algo muito relevante para nossa cidade”.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Agentes comunitários de Várzea Grande reforçam atuação no combate à hanseníase

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Os agentes comunitários de saúde de Várzea Grande estão no centro de uma estratégia que busca transformar a realidade de uma das doenças mais antigas ainda presentes no Brasil: a hanseníase. Mais de 80 profissionais participaram, nesta semana, de dois dias de capacitação realizados na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, dentro de um projeto piloto idealizado pela Frente Parlamentar de Enfrentamento à Hanseníase.

A iniciativa, presidida pelo deputado estadual Dr. João (MDB), marca o início de uma mobilização que pretende alcançar os 142 municípios de Mato Grosso. Durante o encontro, os participantes receberam treinamento para fortalecer a identificação precoce da doença, ampliar a busca ativa de casos e contribuir para a redução da transmissão.

Segundo o parlamentar, a proposta é estruturar uma rede de profissionais preparados para atuar diretamente nos territórios. “Este é o pontapé inicial para colocarmos em prática a capacitação de todos os profissionais de saúde. Vamos percorrer os municípios, qualificar as equipes, intensificar a busca ativa, realizar diagnósticos e garantir o tratamento, com o objetivo de tirar Mato Grosso dessa triste liderança em casos de hanseníase”, afirmou.

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Para quem atua diretamente nas comunidades, o conhecimento adquirido representa mais segurança no atendimento. A agente comunitária Mariazinha da Silva, da unidade do bairro Vila Arthur, destacou a importância da qualificação. “A capacitação é essencial para quem está na ponta, em contato direto com a população. Ela amplia o conhecimento, melhora a identificação precoce dos casos, qualifica a orientação aos pacientes e ajuda a reduzir o preconceito que ainda existe sobre a doença”, relatou.

De acordo com ela, momentos como esse também fortalecem o trabalho em equipe e ampliam a capacidade de acolhimento e acompanhamento dos pacientes.

A enfermeira responsável técnica pela linha de cuidado em hanseníase no município, Adriana Matos, reforçou o papel estratégico dos agentes comunitários. “Essa capacitação é um divisor de águas. O agente está dentro das casas, conhece o território e a rotina das famílias. Ao identificar uma mancha suspeita ou perda de sensibilidade, ganhamos tempo precioso. O diagnóstico precoce não é apenas sobre curar, mas sobre evitar sequelas irreversíveis e interromper a cadeia de transmissão”, destacou.

A coordenadora da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Janaína Pauli, ressaltou que o enfrentamento da doença depende da atuação integrada entre instituições e do vínculo com a população. “Mato Grosso é considerado endêmico porque realiza busca ativa dos casos. Além do estigma, um dos grandes desafios é o abandono do tratamento. Por isso, é fundamental que os agentes de saúde sejam essa ponte, sensibilizando pacientes que muitas vezes permanecem em casa por vergonha de procurar atendimento”, explicou.

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TRATAMENTO PELO SUS – A hanseníase tem tratamento gratuito e cura, disponíveis pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A qualificação dos agentes comunitários reforça a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento adequado, fundamentais para interromper a cadeia de transmissão e garantir mais qualidade de vida aos pacientes.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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