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ALMT homenageia chefes de cozinha em sessão especial no Sesc Arsenal

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou, na noite desta quarta-feira (15), no Sesc Arsenal, em Cuiabá, sessão especial para homenagear chefes de cozinha, empresários, donos de restaurantes e representantes da classe gastronômica de Mato Grosso. As honrarias foram entregues pelo deputado Wilson Santos (PSB).

De acordo com o parlamentar, o setor da gastronomia gera 70 mil empregos e tem potencial de grande expansão em Mato Grosso. “Esse evento está em sua sexta edição. Daqui já surgiram ideias geniais, como projeto de lei que foi levado ao Senado a fim de normatizar a profissão de gastrônomo. São milhares de brasileiros que levam para casa o sustento do seu trabalho por meio da produção de alimentos, cada um com seu talento, além dos sabores de cada região”, enfatizou o deputado.

Wilson Santos destacou também a importância do Parlamento estadual em fazer essa merecida homenagem à cadeia produtiva da gastronomia. “A Assembleia Legislativa vem até o Sesc Arsenal há seis anos para homenagear essa classe trabalhadora, que gera empregos e nos alimenta com um dos maiores prazeres da vida que é a comida”, disse.

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Alcir Viana é chefe de cozinha em Goiânia (GO). Um dos homenageados da noite, ele conta que é especialista em gastronomia PANC (planta alimentícia não convencional). “O que muitas vezes são descartados pela maioria dos cozinheiros eu aproveito. Aqui é a terra da soja, onde as pessoas conhecem as propriedades dos grãos, mas não sabem que as folhas dela também são comestíveis, assim também como a casca de batata e da cenoura. A gente faz aproveitamento desses alimentos, que são saborosos e nutritivos. Estamos fazendo um resgaste dos nossos ancestrais que utilizavam esses alimentos ricos em nutrientes”, contou.

Foto: GILBERTO LEITE DE OLIVEIRA

A chefe de cozinha Carolina Luckmann destacou ser “ uma emoção muito grande ser reconhecida como esse prêmio importante para da gastronomia. Nossa empresa, o Pé de Cookie, teve início há três anos e foi em um momento muito difícil, pois, na época, precisamos superar alguns obstáculos. Hoje, estamos sendo reconhecidos e nossa empresa é um sucesso”, declarou.

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Solidariedade – O coordenador da empresa Urbano Alimentos, Sidney César Viana da Silva, disse que muito além de receber o prêmio, a noite é também de anúncio de uma parceria entre a Federação Estadual do Comércio (Fecomércio) e o projeto Mesa Brasil para doação de alimentos aos desabrigados Rio Grande do Sul (RS). “Fico feliz em ser homenageado, mas, além disso, nossa empresa está fazendo a doação de uma tonelada de alimentos, entre arroz, feijão e massa, para contribuir com as pessoas vítimas do desastre ambiental no Rio Grande do Sul”, destacou.

O presidente da Associação dos Chefes de Cozinha de Mato Grosso (ACCMT), Fábio Cruz, disse que sempre vem lutando pela classe, saudou o fortalecimento da categoria e agradeceu a Assembleia Legislativa pelo apoio.

Dia Nacional do Chefe de Cozinha – Comemorado dia 13 de maio, a data, criada pela associação brasileira da alta gastronomia em 1999, é uma oportunidade para reconhecer a contribuição dos profissionais da culinária para a cultura e economia do nosso estado.


Secretaria de Comunicação Social

Telefone: (65) 3313-6283

E-mail: [email protected]


Fonte: ALMT – MT

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Frente da Agropecuária debate impactos de decretos no Pantanal

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A Frente Parlamentar da Agropecuária da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) se reuniu na manhã desta terça-feira (28) para discutir os impactos da ampliação de unidades de conservação no pantanal e o fortalecimento da cadeia produtiva da ovinocultura no estado. O encontro na sede da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja/MT) reuniu deputados, produtores rurais e representantes de entidades do setor.

A principal pauta foi a reação aos Decretos Federais nº 12.886 e nº 12.887, de 23 de março de 2026, que ampliam áreas de conservação no pantanal mato-grossense, atingindo regiões de Poconé e Cáceres. As medidas já são alvo de questionamento no legislativo federal. O Projeto de Decreto Legislativo nº 186/2026, apresentado pelo senador Jayme Campos (União) busca sustar os efeitos das normas.

Durante a reunião, parlamentares criticaram a condução do processo pelo governo federal e pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), apontando que as manifestações apresentadas pela comunidade nas audiências públicas não foram consideradas e que há insegurança jurídica enfrentada pelos produtores das áreas afetadas.

O deputado estadual Gilberto Cattani (PL) afirmou que a ampliação por decreto ameaça a atividade econômica no estado. “Sem o zoneamento, corremos o risco de inviabilizar a atividade econômica em metade do estado. Precisamos de segurança jurídica para garantir produção e preservação”, disse.

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Foto: Hideraldo Costa/ALMT

O deputado Valmir Moretto (Republicanos) alertou para impactos logísticos, especialmente sobre a hidrovia do rio Paraguai e a Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Cáceres. “A decisão é gravíssima. A ampliação incide sobre áreas privadas já preservadas e ameaça diretamente a viabilidade da hidrovia e da ZPE”, afirmou.

Representantes do setor produtivo também criticaram a medida. O presidente do Sindicato Rural de Poconé, Ricardo Arruda, destacou que a maior parte da preservação do bioma ocorre em áreas de produtores. “Cerca de 95% das áreas preservadas no Pantanal estão dentro de propriedades particulares. O produtor é o verdadeiro guardião do bioma. Sem gestão adequada, essas áreas podem se tornar focos de incêndio, como já são hoje as unidades de conservação que já existiam”, pontuou.

A analista de meio ambiente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Tânia Arévalo, também questionou a ampliação das áreas. “A legislação no pantanal já é extremamente restritiva, permitindo basicamente a pecuária extensiva. Não há justificativa técnica para ampliar a proteção sobre áreas que já estão preservadas há décadas pelas mesmas famílias”, afirmou. Segundo ela, a medida pode gerar impactos sociais significativos. “A retirada do produtor pode provocar abandono das áreas, aumento de incêndios e prejuízos à economia local e ao modo de vida do homem pantaneiro”, completou.

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Entre os encaminhamentos debatidos está o apoio à proposta de sustação dos decretos no Congresso Nacional, além da possibilidade de estadualização das unidades de conservação. Os participantes também defenderam a conclusão do Zoneamento Socioeconômico Ecológico (ZSEE) e cobraram mais transparência nos processos conduzidos pelos órgãos federais.

A reunião também abordou o potencial da ovinocultura como alternativa de diversificação econômica. O presidente da Associação Mato-grossense de Produtores de Ovinos e Caprinos (Ovinomat), Cassio Carolo, destacou que Mato Grosso possui rebanho estimado entre 400 mil e 420 mil cabeças.

“Embora o número seja modesto se comparado à bovinocultura, o potencial de crescimento é grande. O principal gargalo é a falta de matrizes de qualidade e o custo do frete. Por isso, trabalhamos na criação de pontos de coleta para melhorar a logística”, explicou.

O deputado Cattani reforçou que há demanda crescente pela carne ovina e que o desafio é estruturar a cadeia produtiva. “Precisamos fechar a cadeia produtiva. A demanda existe e é crescente”, afirmou.

Fonte: ALMT – MT

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