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Cooperativas apresentam proposta para o plano safra 24/25

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Representantes da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) entregaram ao ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, o documento “Propostas do Sistema Cooperativista ao Plano Safra 24/25”. O objetivo, segundo a entidade,  é aperfeiçoar políticas agrícolas e contribuir para o desenvolvimento do setor.

O documento foi elaborado com base nas necessidades do dia a dia dos produtores rurais, empresários e toda a cadeia do agronegócio. As propostas visam atender de forma mais eficaz as demandas do setor e garantir sua sustentabilidade.

Entre as propostas estão a ampliação das linhas de crédito para o agronegócio, a elevação dos limites de contratação por tomador e a redução das taxas de juros. O documento também destaca a importância de melhorar o acesso ao seguro rural, ferramenta essencial para proteger os produtores contra os riscos climáticos.

As propostas do Sistema OCB também incentivam o fomento ao acesso das cooperativas agropecuárias a programas de promoção da sustentabilidade ambiental. As cooperativas são consideradas peças-chave para a efetividade e capilaridade desses programas, devido à sua capilaridade e proximidade com os produtores rurais.

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O presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, reforçou a importância do movimento cooperativista para o desenvolvimento do agronegócio. Ele destacou que as cooperativas são a “mola propulsora” do processo de prosperidade do campo e que as propostas apresentadas visam contribuir para a construção de um futuro melhor para o setor.

O ministro Carlos Fávaro elogiou as propostas do Sistema OCB e destacou a importância da participação do setor na construção do Plano Safra. Ele afirmou que o governo está comprometido em elaborar um plano mais estruturado, inovador e contemporâneo, que atenda às necessidades do agronegócio brasileiro.

Fávaro ressaltou que as portas do Ministério da Agricultura estão sempre abertas para sugestões e que o governo está disposto a trabalhar em conjunto com o Sistema OCB e demais entidades do setor para construir um Plano Safra que atenda às expectativas de todos.

Fonte: Pensar Agro

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Gergelim: o novo trunfo do produtor mato-grossense para garantir o lucro

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Mato Grosso, tradicionalmente reconhecido pela hegemonia na produção de soja e milho, diversificou sua matriz produtiva e consolidou o gergelim como uma cultura estratégica para o desenvolvimento econômico estadual. Com uma participação de 73% na produção nacional, o estado deixou de ser um produtor de nicho para se tornar o principal fornecedor do mercado brasileiro, com reflexos diretos na balança comercial.

Dados comparativos entre as safras 2018/19 e a projeção para 2025/26 revelam a velocidade da expansão: a produção estadual cresceu 465%, enquanto a área cultivada avançou 588%. Esse movimento é resultado da adaptação da oleaginosa à janela da safrinha, período em que o gergelim demonstra maior resiliência a condições climáticas adversas em comparação a outras culturas, garantindo estabilidade produtiva.

A escala alcançada por Mato Grosso permitiu a conquista de mercados externos exigentes. Entre 2020 e 2025, o volume de exportações de gergelim teve alta de 600%. A demanda é sustentada principalmente pela China e pela Índia, países que utilizam o grão tanto para o consumo in natura quanto para a extração de óleo e processamento industrial.

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Para o produtor rural, a adoção do gergelim atua como um mecanismo de proteção de receita. A cultura oferece uma alternativa de fluxo de caixa que reduz a dependência exclusiva das oscilações de preços internacionais da soja e do milho, permitindo a manutenção da rentabilidade mesmo em ciclos de retração das commodities principais.

O próximo estágio do setor, segundo analistas, é a elevação do valor agregado. Embora o estado domine o volume exportado, o desafio atual é a industrialização. A transformação do grão em derivados, como óleo e farelos, dentro de Mato Grosso, é vista como o passo necessário para maximizar a captura de margens na cadeia produtiva e encerrar a dependência da exportação da matéria-prima bruta.

Fonte: Pensar Agro

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