MATO GROSSO
Nova delegacia de Matupá é inaugurada com espaço mais amplo e moderno
MATO GROSSO
As tratativas para a construção da nova sede iniciaram no ano de 2018, após a estrutura do antigo prédio da delegacia apresentar problemas e se tornar inadequada para atender as necessidades da Polícia Civil na cidade.
As obras iniciaram em 2019 resultando em um prédio com estrutura física de 530 m², com 14 salas destinadas a cartórios, gabinetes, salas de investigadores, recepção, alojamento, cela para os presos, entre outros cômodos, atendendo toda uma estrutura para receber servidores e a população de maneira adequada, com mais conforto.![]()
O terreno foi doado pela Prefeitura Municipal e a obra iniciou no ano de 2019, por meio da união de esforços entre entidades e instituições locais e sociedade civil. A construção também contou com apoio da Cadeia Pública de Peixoto de Azevedo, que garantiu o trabalho de reeducandos com expertises e conhecimento em construção civil na execução da fundação, levantamento de paredes, cobertura e reboco.
Foram realizados diversos leilões de madeiras apreendidas pela Polícia Rodoviária Federal, sendo os valores destinados para construção da delegacia, por decisão da Justiça com pareceres favoráveis do Ministério Público. A parte de acabamento da obra foi realizada mediante convênio com a Prefeitura de Matupá, que destinou recursos ao Conselho Comunitário de Segurança Pública para finalização da obra.![]()
Na inauguração, o secretário de Segurança Pública, César Roveri, agradeceu a todos os envolvidos no projeto pela parceria e lembrou que nenhuma liderança se faz sozinho, destacando a importância de se ter uma instituição forte, que demanda bastante e que entende o que é necessário para se crescer no estado todo, seja em tecnologia, seja em viatura, armamentos e edificações, o que tem sido feito em todo estado.
“Somente quem pensa e quem sonha consegue realizar. Temos que destacar todos aqueles que idealizaram esse sonho lá atrás para estarmos vivendo esse momento hoje. É só um breve relato do que nós estamos fazendo em toda a região, são mais de R$ 80 milhões em investimentos em Matupá. O governador tem feito esse investimento em todas as áreas, mas em especial na Segurança Pública. Hoje todos os policiais possuem uma arma individual que é uma das melhores do mundo, que é a Glock, temos armas longas, viaturas, ou seja estamos em uma condição e um momento do estado muito bom”, disse o secretário.![]()
Roveri ainda garantiu ao prefeito da cidade, Bruno Santos Mena, o fortalecimento da segurança na região com mais câmeras do Programa Vigia Mais MT. “Eu acho muito importante ter essa parceria com prefeitos que executam, prefeitos competentes e com as cidades que estão fazendo e executando o Vigia Mais MT, nós estamos assegurando esse reforço, porque realmente é necessário para todas as cidades, principalmente para aquelas que demonstram que querem e Matupá é uma das cidades que quer “, destacou.![]()
A delegada-geral, Daniela Silveira Maidel, destacou que a construção da nova delegacia é um grande exemplo do trabalho conjunto de diversos atores que se uniram em prol de um objetivo em comum. “Este edifício, Secretário Roveri, é mais do que tijolos e argamassa. É o símbolo de uma comunidade que valoriza a segurança, a dignidade e o conforto tanto da população quanto dos valorosos policiais civis que aqui irão trabalhar. Graças a este investimento, temos hoje uma delegacia moderna, bem equipada e preparada para enfrentar os desafios da segurança pública no século XXI”, disse a delegada-geral.![]()
Acompanhando todas as etapas desde o início da idealização da nova delegacia, o delegado de Matupá, Geraldo Gezoni, lembrou que o planejamento para construção da Delegacia de Polícia e todos os desafios enfrentados ao longo do caminho até a finalização da obra.
“Uma delegacia nova não é um ambiente aconchegante apenas para os servidores da Polícia Civil, pelo contrário é um ambiente agradável para a população. A Polícia Civil acolhe diariamente em suas dependências vítimas de todos os tipos de crime, seja para registro de boletins de ocorrência, seja para coleta de oitivas ou encaminhamento para exames de corpo de delito. O povo usa muito a estrutura da Delegacia de Polícia”, disse Gezoni. ![]()
O prefeito de Matupá, Bruno Santos Mena, ressaltou que era um dia muita felicidade com mais um prédio público de qualidade entregue à população. “É uma honra poder fazer parte da história do município de Matupá ao lado de uma população que ajuda a trabalhar. Foram muitas instituições que contribuíram, lembrando que esta é uma obra que iniciamos em 2019, estamos em 2024 e ainda me lembro da primeira reunião para construção desta delegacia. Mandamos um recurso de mais de R$ 900 mil para a câmara de vereadores aprovar o repasse no Conseg a qual foi feito, um recurso muito bem fiscalizado pelos órgãos de controle. Então é muito importante quando toda a comunidade participa e é assim que nós trabalhamos em Matupá”, ressaltou.![]()
A promotora de Justiça de Matupá, Rebeca Santana Rego, lembrou que a Polícia Civil é a porta de entrada para o cidadão e parabenizou todos que se empenharam para que a nova sede se tornasse uma realidade. “Quem conheceu a delegacia antiga, dispensa qualquer comentário sobre a necessidade de uma nova. A importância da Polícia civil para sociedade é incomensurável, uma vez que é a primeira porta que a comunidade bate, é o primeiro acesso à Justiça Criminal, portanto essa porta não podia manter as condições que tinha”, frisou.
O deputado estadual e líder do governo na Assembleia Legislativa, Dilmar Dal Bosco, disse que fez questão de comparecer à inauguração da nova sede da Delegacia de Matupá, por sempre acreditar e almejar o sucesso para a cidade. “É impressionante como o Estado de Mato Grosso tem investido nos servidores públicos, principalmente no bem-estar da vida pessoal dos nossos colaboradores, principalmente para dar qualidade de vida a nós mato-grossenses e na segurança pública do estado. Tenho certeza que esta obra aqui engrandece ainda mais a nossa Polícia Civil”, disse o parlamentar.
Já o delegado Regional de Guarantã do Norte, Waner dos Santos Neves, ressaltou que a nova estrutura reflete muito bem o que Matupá espera da Polícia Civil. “Com um prédio como este, a Polícia Civil está dando a resposta a importância e a confiança que a população tem na Polícia Civil. Hoje nós temos a estrutura, temos pessoal e sabemos cumprir nossa missão que é a investigação. Então é isso que nós vamos fazer, investigar e combater crimes e esse é o nosso compromisso com a população”, ressaltou o Regional
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Fonte: Governo MT – MT
MP MT
Júri condena trio a mais de 68 anos pela morte de Zampieri
Após três dias de julgamento e a análise de um processo com mais de 55 mil páginas, o Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá condenou três acusados de serem executores e intermediários da morte do advogado Roberto Zampieri. As penas somadas alcançam 68 anos, 9 meses e 30 dias de reclusão. Antônio Gomes da Silva foi condenado a 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão, Hedilerson Fialho Martins Barbosa a 25 anos de reclusão e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas a 21 anos, 10 meses e 15 dias. A decisão foi proferida às 00h49 da madrugada desta sexta-feira (2), ao término dos debates entre acusação e defesa e da deliberação dos jurados.Atuaram na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), além do assistente de acusação Giovani Santin, vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT).Ao longo de três dias de julgamento, jurados acompanharam depoimentos de testemunhas, interrogatórios dos réus, exposição de provas e sustentações orais das partes.No primeiro dia de julgamento, foram ouvidas seis testemunhas, entre elas os delegados da Polícia Judiciária Civil Nilson André Farias de Oliveira e Edilson Ricardo Pick, responsáveis por etapas da investigação, além do delegado da Polícia Federal Marco Bontempo. Também prestaram depoimento José Marcos Marini, Mariana Costa Pinto e Lucilene Gonçalves da Silva. As oitivas abordaram a dinâmica da execução do crime, o papel atribuído a cada acusado e os elementos reunidos durante a apuração.O segundo dia foi dedicado aos interrogatórios dos réus Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas. Já no terceiro dia, acusação e defesa apresentaram seus argumentos finais aos jurados. Durante a réplica, os promotores de Justiça reforçaram provas que, segundo a acusação, demonstraram a participação dos três condenados na execução do homicídio. Entre os elementos destacados esteve o rastreamento da movimentação financeira relacionada ao crime. Conforme sustentado pelo Ministério Público, ficou comprovado o pagamento de R$ 124.250,00 antes da execução e outros R$ 60 mil após o homicídio. Segundo a acusação, os valores tiveram origem nos recursos pagos pelos apontados mandantes do crime.Também foi destacado durante os debates que, ao longo das investigações, surgiram elementos indicando que Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas teria solicitado valores entre R$ 500 mil e R$ 750 mil para que ele e os demais envolvidos não entregassem os mandantes às autoridades.Ao defender a condenação dos acusados, o promotor de Justiça Samuel Frungilo ressaltou a robustez do conjunto probatório reunido ao longo da investigação e da tramitação processual. “Eu tenho 27 anos de Ministério Público. Eu nunca vi um crime de recompensa e homicídio mercenário com tantas provas”, afirmou aos jurados.O promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins destacou o planejamento empregado para a execução do crime e a gravidade da conduta atribuída aos acusados. “Planejaram e esperaram o melhor momento de vulnerabilidade da vítima para poder retirar o seu bem mais precioso, o direito de viver. O maior roubo que alguém pode sofrer é a interrupção do curso da sua existência”, sustentou.Conforme a denúncia do MPMT, Antônio Gomes da Silva foi apontado como o autor dos disparos que mataram Roberto Zampieri. Hedilerson Fialho Martins Barbosa foi acusado de ter participado da execução do plano criminoso, inclusive com o fornecimento da arma utilizada no crime. Já Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas respondeu à acusação de integrar a empreitada criminosa.Ao final do julgamento, o Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese sustentada pelo Ministério Público e reconheceu a responsabilidade dos três réus pelo homicídio de Roberto Zampieri. Os jurados condenaram os acusados e reconheceram todas as qualificadoras apresentadas na denúncia: homicídio cometido mediante paga ou promessa de recompensa, com emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima e com utilização de arma de fogo de uso restrito.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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