AGRONEGÓCIO
Citricultura brasileira impulsiona geração de empregos no agronegócio
AGRONEGÓCIO
A citricultura brasileira reafirma seu papel como um dos principais motores de empregos no agronegócio do país, demonstrando um crescimento notável na geração de empregos em 2023. De acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), compilados pela Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos (CitrusBR), o setor registrou um aumento de 8% na criação de empregos, com a abertura de 54.232 postos de trabalho, em comparação aos 50.178 gerados no ano anterior.
Este saldo positivo, considerando contratações e demissões, totalizou 1.988 vagas, evidenciando a solidez e a vitalidade do segmento. Esse dado ganha ainda mais importância ao considerar que a citricultura foi responsável por 35% das 154.462 novas admissões geradas pelos serviços de apoio à agricultura no Brasil durante o mesmo período. Essa categoria abrange uma ampla gama de atividades, desde a preparação do terreno até a colheita, pulverização, controle de pragas, podas, plantio e outras operações.
O cinturão citrícola, que engloba os estados de São Paulo e Minas Gerais, desponta como líder na geração de empregos na citricultura em 2023, contribuindo com 87% do total. São Paulo registrou a criação de 41.357 novos postos de trabalho, representando um aumento de 6,35%, enquanto Minas Gerais apresentou um crescimento ainda mais expressivo, atingindo 41% e totalizando 5.685 vagas. O Paraná também teve um desempenho sólido, com a criação de 1.723 empregos, um aumento de 13%.
A citricultura, caracterizada por uma safra que se estende por oito a nove meses, destaca-se pela realização de colheitas manuais, que resultaram na colheita de aproximadamente 96 bilhões de laranjas manualmente em 2023. Além de ser um pilar econômico fundamental, o setor também desempenha um papel crucial como impulsionador da geração de empregos em todo o Brasil, promovendo o desenvolvimento econômico e social das regiões envolvidas.
Fonte: Pensar Agro
AGRONEGÓCIO
Produção de grãos cresce mais que silos e déficit de armazenagem já supera 130 milhões de T.
A deficiência da infraestrutura de armazenagem continua cobrando uma conta bilionária do agronegócio brasileiro. A defasagem entre a produção de grãos e a capacidade de armazenagem já supera 130 milhões de toneladas, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Levantamento divulgado esta semana, realizado pela empresa paranaense Cogo Inteligência, estimou que os produtores brasileiros de soja e milho perderam R$ 88,3 bilhões entre 2023 e 2025 por causa da falta de capacidade para estocar a produção, obrigando a comercialização em momentos de maior oferta e, consequentemente, de preços mais baixos.
O problema ocorre justamente em um momento em que a produção nacional de grãos avança em ritmo recorde. A Conab projeta uma colheita de 353,4 milhões de toneladas nesta safra 25/26, enquanto a capacidade estática de armazenagem do país continua em torno de 220 milhões de toneladas. Na prática, a estrutura disponível é suficiente para guardar pouco mais de 60% da produção nacional, deixando um déficit superior a 130 milhões de toneladas.
A maior parte das perdas não está relacionada à deterioração dos grãos, mas à perda de renda. Sem espaço para armazenar a safra, muitos produtores precisam vender soja e milho logo após a colheita, período em que a oferta é elevada e os preços tendem a sofrer pressão. O excesso de produto nos portos também afeta os prêmios de exportação, reduzindo ainda mais o valor recebido pelo agricultor.
A situação contrasta com a observada em países concorrentes, como Estados Unidos e Argentina, onde a maior disponibilidade de silos permite aos agricultores escalonar as vendas ao longo do ano e aproveitar momentos mais favoráveis do mercado.
Segundo dados históricos da Conab, a produção brasileira de grãos cresceu 134% entre 2010 e 2023, enquanto a capacidade de armazenagem avançou apenas 53%, evidenciando que os investimentos em infraestrutura ficaram atrás da expansão da agricultura nacional.
Nos últimos anos, houve crescimento dos armazéns instalados dentro das propriedades rurais. O volume de capacidade nas fazendas passou de 20,7 milhões de toneladas em 2010 para 35,6 milhões de toneladas em 2025, uma alta de mais de 72%. Apesar disso, o avanço ainda é insuficiente para acompanhar o ritmo de crescimento das safras.
Entidades do setor defendem que a armazenagem deixe de ser vista apenas como uma estrutura complementar e passe a ser tratada como ferramenta estratégica de gestão. Além de reduzir custos logísticos, a capacidade de estocar a produção permite ao produtor escolher melhor o momento da venda, preservar a qualidade dos grãos e aumentar a competitividade da atividade.
A preocupação tende a crescer nos próximos anos. Com o Brasil consolidado como maior exportador mundial de soja e um dos principais fornecedores globais de milho, a expectativa é de continuidade da expansão da produção, o que exigirá investimentos cada vez maiores em silos, armazéns e logística pós-colheita para evitar que parte da rentabilidade obtida dentro da porteira seja perdida fora dela.
PROBLEMA SEGUNDÁRIO – O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Engenheiro Agrônomo Isan Rezende (foto) lembrou que o déficit de armazenagem no Brasil não é novidade, mas segue sendo tratado como problema secundário dentro da política agrícola.
“O país já teve programas estruturados para expansão de silos e armazéns, como o Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA), no âmbito do Plano Safra, que previa aportes recorrentes para ampliar a capacidade estática, mas o volume efetivamente executado ficou abaixo da necessidade apontada pelo próprio setor, estimada em cerca de R$ 15 bilhões por ano para equilibrar o sistema”, comentou Rezende.
“O que se observa, na prática, é um descompasso entre o crescimento da produção e o ritmo dos investimentos em infraestrutura. Enquanto a safra de grãos avançou mais de 130% na última década, a capacidade de armazenagem cresceu em torno de 50%, segundo séries da Conab. Nesse intervalo, o déficit deixou de ser conjuntural e passou a ser estrutural, com impacto direto na formação de preços ao produtor”.
“Há programas públicos e linhas de crédito específicas voltadas ao setor, mas a execução ainda é insuficiente por representantes da cadeia. O PCA, principal instrumento federal para financiamento de armazenagem, prevê apoio à construção e modernização de estruturas, porém a demanda por crédito supera a oferta disponível em cada ciclo do Plano Safra, o que limita a expansão mais acelerada da capacidade instalada”, analisou o presidente do IA.
“O resultado desse desequilíbrio aparece na ponta. Sem espaço para estocar a produção, o produtor é obrigado a concentrar vendas no período de colheita, quando o mercado está mais pressionado. Na avaliação de entidades do setor, o tema segue sem coordenação de longo prazo entre governo, indústria e cooperativas, o que mantém o déficit de armazenagem como um dos principais gargalos logísticos do agronegócio brasileiro”.
O problema, na avaliação de Isan Rezende, é que falta execução coordenada e continuidade das políticas públicas. “Enquanto nós, produtores, seguimos produzindo safras recordes que empurram o país para frente, continuamos sem o apoio necessário para garantir a infraestrutura mínima. Isso não é falta de diagnóstico, é falta de prioridade na execução”, completou o presidente do IA.
Fonte: Pensar Agro
-
ESPORTES4 dias atrásHaaland brilha em estreia e Noruega goleia Iraque na Copa do Mundo
-
AGRONEGÓCIO7 dias atrásNovas exigências desafiam a ampliação da rastreabilidade e controle de medicamentos
-
ESPORTES6 dias atrásBélgica e Egito empatam e deixam Grupo G aberto na Copa do Mundo
-
AGRONEGÓCIO7 dias atrásSenado aprova uso do Fundo Social do Pré-Sal para renegociar dívidas do agro
-
VÁRZEA GRANDE5 dias atrásFigueirinha e Costa Verde recebem força-tarefa do VG em Ação nesta terça-feira (16)
-
VÁRZEA GRANDE5 dias atrásPrefeitura intensifica tapa-buracos, patrolamento e manutenção de drenagem em bairros de Várzea Grande
-
ESPORTES7 dias atrásEscócia vence Haiti na estreia e assume liderança do Grupo C da Copa de 2026
-
POLÍTICA5 dias atrásLei cria sistema de alerta para avisar vítimas sobre aproximação de agressores




