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Colheita da soja em todo País chega a 38% e está acima da média

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Até a semana passada a colheita de soja 2023/24 no Brasil avançou sobre 38% do total plantado, mantendo-se acima tanto da média dos últimos cinco anos quanto dos números registrados no mesmo período do ano anterior.

Neste ponto em 2023, os agricultores haviam colhido cerca de 34,51% da soja, enquanto a média quinquenal para este momento do ano é de 35,95%, uma antecipação parcial do ciclo devido a condições de seca. Em contraste, em 2022, a colheita estava mais adiantada, alcançando 44,46%.

A progressão da colheita na última semana foi de apenas 7,3% em todo o país, o ritmo mais lento para esta fase do ano desde 2009. Há uma grande variação nos relatos de produtividade.

No Paraná, por exemplo, os rendimentos estão abaixo do esperado. A lentidão na colheita desta semana é atribuída a chuvas em certas regiões e ao fato de que algumas plantações, devido ao plantio atrasado, ainda não estão maduras o suficiente para a colheita.

Em estados como Goiás e Minas Gerais, a situação parece mais estável. No Mato Grosso, observa-se uma grande variação, com áreas de baixa produtividade próximas a outras com resultados satisfatórios.

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Fonte: Pensar Agro

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Guerra Irã-EUA eleva preços de fertilizantes e já pressiona custos da safra 2026/2027

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A escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã já provoca impacto direto sobre os custos do agro. Os preços da ureia subiram entre 33% e 48% nas últimas semanas, enquanto a amônia anidra avançou cerca de 39%, em um movimento puxado pela alta do gás natural e pelas restrições logísticas no Estreito de Ormuz, rota estratégica para exportação de insumos.

O Brasil, que importa cerca de 85% dos fertilizantes que consome, segundo a Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA), sente o reflexo imediato. Parte relevante da ureia utilizada no País vem do Oriente Médio, o que amplia a exposição ao conflito e eleva o risco de novos aumentos no curto prazo.

O impacto ocorre justamente no momento de planejamento da safra 2026/27. Com custos mais altos, produtores começam a rever estratégias, postergar compras e buscar alternativas para reduzir o peso dos insumos no orçamento, especialmente em culturas como soja e milho, mais intensivas em fertilização.

Além da matéria-prima, o frete também entrou na equação. A tensão na região elevou o preço do petróleo e aumentou o custo do transporte marítimo, pressionando ainda mais o preço final dos fertilizantes no Brasil.

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Diante desse cenário, o governo federal discute medidas para amortecer o impacto. Entre as alternativas está a criação de um mecanismo de subvenção para fertilizantes dentro do Plano Safra 2026/27, com uso de crédito subsidiado para reduzir o custo ao produtor.

Outra frente envolve ações estruturais. O governo pretende ampliar a produção nacional por meio do Plano Nacional de Fertilizantes e de linhas de financiamento via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), na tentativa de reduzir a dependência externa, considerada um dos principais gargalos do setor.

Do lado produtivo, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) tem pressionado por medidas emergenciais, como a redução de custos logísticos e tributários, incluindo pedidos de isenção do Adicional de Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM), taxa cobrada sobre o transporte marítimo, que encarece a importação de fertilizantes.

Na prática, a combinação de alta dos insumos, frete mais caro e incerteza geopolítica cria um ambiente de maior risco para o produtor. A definição dos custos da próxima safra deve ocorrer sob volatilidade elevada, com impacto direto sobre margem e decisão de plantio.

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Fonte: Pensar Agro

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