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Minas bate recorde na moagem de cana, informa a Siamig

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A moagem de cana-de-açúcar na safra 2023/24 atingiu a marca recorde de de 77,6 milhões de toneladas até 1º de dezembro, conforme dados divulgados pela Associação das Indústrias Sucroenergéticas de Minas Gerais (Siamig). O setor registrou um aumento de 15,6% em comparação com o mesmo período da safra anterior.

A produção de açúcar também teve um crescimento significativo, atingindo a marca de 5,34 milhões de toneladas, representando um aumento de 17,2% em relação ao ano passado. Apenas na segunda quinzena de novembro, a produção de açúcar saltou em 11%, totalizando 295 mil toneladas.

Quanto à fabricação de etanol, os números são igualmente impressionantes, alcançando um total de 3,18 bilhões de litros, um incremento de 12% comparado ao mesmo período do ano anterior.

O etanol hidratado registrou 1,88 milhões de metros cúbicos, enquanto o etanol anidro atingiu 1,3 milhões de metros cúbicos, marcando aumentos de 14,7% e 7,9%, respectivamente, em comparação com o mesmo período da safra 2022/23.

O mix de produção acumulado revela uma tendência de 51% para o açúcar, um aumento de 1 ponto percentual em relação à safra anterior.

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Mário Campos, presidente da Siamig, interpreta esses números como indicativos promissores para o encerramento da safra 2023/2024 em Minas Gerais. Com mais de 83% da estimativa total da safra já processada, o volume de cana atingiu um patamar recorde, apontando para um fechamento da safra com resultados positivos.

Fonte: Pensar Agro

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Confronto armado e feridos em colheita judicial reforçam urgência por segurança jurídica

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O cumprimento de uma ordem judicial para a colheita de safra em uma propriedade rural de Feliz Natal (cerca de 510 km da capital, Cuiabá) em Mato Grosso, na última sexta-feira (26.06), terminou em um confronto armado que deixou feridos e expôs a fragilidade dos protocolos atuais para a execução de mandados no meio rural.

O produtor rural Maikel Alan Tespesel, que estava acompanhado pela esposa e pelos dois filhos menores no momento da ocorrência, foi atingido por disparos de arma de fogo. O prestador de serviços contratado pela empresa credora também ficou ferido após ser atingido pela caminhonete do produtor. Ambos estão internados num hospital de Sorriso e passam bem.

O caso, que está sob investigação da Polícia Civil, coloca em debate o modelo adotado para o cumprimento de decisões judiciais que envolvem ativos agrícolas. A presença de empresas de segurança privada em diligências de alto risco, em vez de um aparato ostensivo das forças de segurança do Estado, é apontada por especialistas como um dos fatores que transformaram uma ação de natureza cível em um episódio de violência física.

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A empresa credora da produção, contratou serviços de terceiros para realizar a colheita autorizada pela Justiça. Segundo informações da Polícia Militar, o conflito teve início quando houve uma tentativa de bloqueio do veículo do produtor. Os homens contratados pela empresa teriam efetuado disparos contra a caminhonete do produtor rural.

O episódio repercutiu negativamente no setor. A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) divulgou nota oficial repudiando a violência e defendendo uma investigação rigorosa. Para a entidade, disputas comerciais e execuções de ordens judiciais precisam observar protocolos estritos de legalidade, sendo inaceitável que o ambiente de produção se torne palco de confrontos que coloquem em risco a vida de produtores e suas famílias.

O incidente em Mato Grosso reforça um pleito antigo do setor agropecuário: a necessidade de garantir que decisões judiciais sejam executadas de forma técnica e segura. A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) defende sistematicamente que o cumprimento de mandados judiciais em áreas rurais ocorra com apoio das forças de segurança pública, evitando que produtores e credores sejam submetidos a situações de risco iminente.

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O episódio reflete um cenário de crescente tensão na zona rural brasileira. Dados do relatório ‘Conflitos no Campo Brasil 2025’, da Comissão Pastoral da Terra (CPT), apontam a ocorrência de 1.408 episódios de conflito no último ano, atingindo mais de 715 mil pessoas.

Estados como Mato Grosso, Pará e o Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) concentram as áreas de maior atrito, onde a expansão da fronteira agrícola e a complexidade na regularização de terras têm transformado disputas comerciais e possessórias em confrontos diretos.

Para a bancada do agronegócio, esses números evidenciam um vácuo de autoridade que exige solução urgente. A FPA sustenta que a insegurança jurídica e a falta de protocolos estaduais eficientes para o cumprimento de mandados judiciais impedem a pacificação no campo, transformando a resolução de litígios — que deveriam ser estritamente técnicos — em cenários de risco iminente para produtores, trabalhadores e seus familiares.

Fonte: Pensar Agro

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