MATO GROSSO
Com recursos do Governo de MT, Festival de Siriri e Cururu é realizado neste fim de semana em Cuiabá
MATO GROSSO
“Com total incentivo e fomento do Governo de Mato Grosso, esta edição traz como elemento principal o respeito, o cuidado e o protagonismo dos grupos e detentores destas tradições. Juntos, articulados e fortalecidos, os grupos assumiram a organização de todas as etapas do evento, e assim podem seguir caminhando na trilha do desenvolvimento profissional e colocar o Estado na agenda dos grandes eventos de cultura popular do país”, ressaltou o secretário adjunto de Cultura, da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), Jan Moura.
Ao todo, são 12 grupos que se apresentam no Festival, entre eles alguns formados em quintais tradicionais de Cuiabá, Várzea Grande e Santo Antônio de Leverger.
A programação conta com espetáculos do grupo de cururu Tradição Cuiabana e os de siriri Voa Tuiuiú, São Gonçalo Beira Rio, Flor Serrana, Estrela Guia, Vitória Régia do Pantanal, Raízes Cuiabanas, Flor do Campo, Flor de Atalaia, Coração Tradição Franciscano, Siriri Elétrico e Flor Ribeirinha.
O diretor artístico do festival, Avinner Brandão, conta que os mestres e artistas do siriri e cururu estão ansiosos, principalmente porque nesta edição eles são os responsáveis pela organização e a produção artística do evento.
“Especialmente porque os grupos estão assumindo o protagonismo de sua própria história, sem interlocutores. Eles têm voz ativa na tomada de decisões. Então, podemos dizer que é a cultura pensada pelo povo, para o povo”, afirmou.![]()
Além de reconhecer e fortalecer o trabalho dos grupos e mestres, permitindo que eles assumam o protagonismo do Festival, o secretário titular da Secel, Jefferson Neves, destacou a importância do evento para a valorização e a difusão das manifestações culturais do Estado.
“O Festival de Siriri e Cururu é um dos maiores eventos da cultura popular mato-grossense, e esta será a maior edição do evento, com uma expectativa de público de mais de 30 mil pessoas, considerando a capacidade do Ginásio Aecim Tocantins. Convidamos toda população para prestigiar o belíssimo trabalho dos grupos de siriri e cururu, aproveitando o conforto de assistir aos espetáculos em um espaço coberto e com a segurança necessária para receber as famílias”, afirmou.
Confira abaixo a programação completa:
15/12 – SEXTA – 19h
– Dispositivo de autoridades
– Grupo de Cururu Tradição Cuiabana do Coxipó
– Cerimônia de abertura: Espetáculo “Identidades do Siriri”
– Grupo de Siriri: Voa Tuiuiú
– Grupo de Siriri: São Gonçalo beira rio
– Grupo de Siriri Flor Serrana
16/12 – SÁBADO – 19h
– Grupo de Cururu Tradição Cuiabana do Coxipó
– Cerimônia de abertura: Espetáculo “Identidades do Siriri”
– Grupo de Siriri Estrela Guia
– Grupo de Siriri: Vitória Régia do Pantanal
– Grupo de Siriri Raízes Cuiabanas
– Grupo de Siriri Flor do Campo
17/12 – DOMINGO – 19h
– Grupo de Cururu Tradição Cuiabana do Coxipó
– Cerimônia de abertura: Espetáculo “Identidades do Siriri”
– Grupo de Siriri Flor de Atalaia
– Grupo de Siriri Coração Tradição Franciscano
– Grupo Siriri Elétrico
– Grupo de Siriri Flor Ribeirinha![]()
Serviço
Festival de Siriri e Cururu
Data: 15, 16 e 17 de dezembro
Horário: a partir das 19h
Local: Ginásio Aecim Tocantins, na avenida Agrícola Paes de Barros, bairro Verdão, em Cuiabá (MT).
Informações: @institutonandaia no Instagram
Fonte: Governo MT – MT
MP MT
MPMT capacita servidores sobre planejamento de contratações e uso de IA
O Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) promoveu, nos dias 24 e 25 de setembro, uma capacitação voltada aos servidores da área-meio sobre planejamento de contratações públicas e o uso de novas tecnologias no desenvolvimento dos documentos exigidos pela legislação. Com o tema “O planejamento da contratação com base na Lei 14.133/2021 – construindo ETPs e TR com uso do ChatGPT e outras tecnologias para servidores do MPMT”, o curso foi ministrado pelo professor Sandro Bernardes, auditor do Tribunal de Contas da União (TCU).Ao longo dos dois dias, os participantes tiveram contato com aspectos relacionados ao planejamento das contratações, especialmente à elaboração de documentos como o Estudo Técnico Preliminar (ETP) e o Termo de Referência (TR), além de conhecerem possibilidades de aplicação da inteligência artificial e de outras ferramentas tecnológicas na rotina de trabalho.Para o assessor especial da Subprocuradoria-Geral de Justiça Administrativa, José Fabrício Silva, a capacitação ocorre em um momento importante de adaptação às exigências trazidas pela nova legislação de contratações públicas.“Esse tipo de capacitação é fundamental por dois aspectos essenciais. O primeiro é que as equipes que constroem essas demandas de contratação ainda precisam de formação sobre a estrutura dos documentos e tudo o que precisa ser preparado para que uma contratação seja realizada”, explicou.José Fabrício também destacou a utilização da inteligência artificial como uma ferramenta capaz de auxiliar os servidores diante do volume e da complexidade dos documentos produzidos no processo de contratação. “São documentos, às vezes, de muitas páginas, de uma estrutura que a lei exige que seja feita. A capacitação realmente veio para ajudar no dia a dia”, afirmou.Na avaliação do servidor, a incorporação de novas tecnologias à administração pública tende a fazer parte cada vez mais da rotina. “Quanto mais capacitadas as pessoas para darem conta de acompanhar esse avanço, que não é só no setor público, mas também no setor privado, melhores serão os resultados para a administração e, consequentemente, para a população”, ressaltou.A servidora Débora Luz, que atua na Coordenadoria de Engenharia e acompanha atividades relacionadas ao departamento, também destacou a importância da formação continuada. Entre suas atribuições estão o assessoramento na elaboração de documentos relacionados às contratações de engenharia, com atenção à legislação e às normas aplicáveis.Para ela, cursos dessa natureza são fundamentais para o aprimoramento dos processos de contratação do Ministério Público. “Não só importante, como essencial, fundamental. Uma condição sem a qual não é possível nós evoluirmos nossas contratações e licitações aqui no Ministério Público”, afirmou.Débora defendeu ainda que a capacitação seja realizada de forma permanente, permitindo o aprofundamento dos conhecimentos e a aplicação prática dos conteúdos. “A cada etapa, a cada curso, você permite se aprofundar mais na matéria e aplicar na sua prática. Então, sem uma reincidência, um retorno disso, eventualmente até com alguns mesmos professores ou mesmas temáticas, a gente não consegue andar evoluindo os resultados”, explicou.Para a servidora, a participação de especialistas com experiência na administração pública federal também contribui para aproximar o conteúdo apresentado da realidade enfrentada pelas equipes do MPMT.O professor Sandro Bernardes ressaltou que a atualização dos servidores é essencial diante das transformações pelas quais passa a administração pública. Segundo ele, o curso integra um processo de desenvolvimento de capacidades e habilidades necessárias aos profissionais que atuam em todas as etapas da contratação pública, desde o planejamento até a entrega do objeto à sociedade. “Não existe retrocesso” no uso da inteligência artificial, afirmou o professor, ao destacar que essas ferramentas tendem a ser incorporadas cada vez mais ao cotidiano profissional.O instrutor também chamou atenção para o papel da tecnologia como instrumento de apoio ao trabalho dos servidores, e não como substituta da atuação humana. Para ele, ferramentas de inteligência artificial podem potencializar o trabalho, proporcionando maior celeridade e novas possibilidades de pesquisa e análise, mas a supervisão humana permanece indispensável. “O que as plataformas, os chats e as IAs que temos à disposição vão fazer por nós é potencializar o nosso trabalho”, explicou.Sandro Bernardes destacou ainda que a responsabilidade pelas decisões continua sendo humana, especialmente no serviço público, que tem como finalidade atender às necessidades da sociedade. “A supervisão humana ainda é necessária, primeiro pela responsabilidade que a gente tem diante da comunidade civil. A plataforma nunca vai se comportar como ser humano; ela vai emular, vai usar algoritmos, números para tentar traduzir aquilo que considera como interesse público”, afirmou.Segundo o professor, a tecnologia pode ampliar as possibilidades de atuação dos servidores, mas não substitui aspectos próprios da experiência humana, como a capacidade de compreender contextos, interpretar situações e manter proximidade com a sociedade.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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