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Várzea Grande – Ministério da Saúde e Governo do Estado visitam local de obra em Centro de Reabilitação

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EM VÁRZEA GRANDE
MINISTÉRIO DA SAÚDE E GOVERNO DO ESTADO VISITAM LOCAL DA OBRA DO NOVO CENTRO DE REABILITAÇÃO

A OBRA ORÇADA EM R$ 5,2 MILHÕES, TERÁ ESPAÇO CONSTRUÍDO DE 1.274,73 METROS QUADRADOS E SERÁ EDIFICADO AO LADO DA UPA IPASE

Várzea Grande vai ganhar um moderno e eficiente Centro de Reabilitação. O órgão ligado a área de saúde é essencial para a recuperação de pacientes, ajudando os mesmos a recuperarem a saúde física e mental, tendo plenitude nas funcionalidades físicas, sensoriais, intelectuais, psicológicas e sociais.
“O processo licitatório está em curso e todas as licenças ambientais necessárias prontas para assim que estiver escolhido o responsável pela execução das obras, ele já receba a ordem de serviço e inicie o quanto antes a mesma”, frisou o prefeito Kalil Baracat.
Já o secretário municipal de Saúde de Várzea Grande, Gonçalo Aparecido de Barros recebeu a garantia do Ministério da Saúde, da liberação de recursos da ordem de R$ 5,2 milhões para a construção do novo Centro de Reabilitação em Várzea Grande, que será edificado próximo a UPA do IPASE.
Uma equipe técnica do Ministério da Saúde da Atenção Secundária e uma equipe técnica do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Mato Grosso (COSEMS/MT), e do Governo do Estado estiveram reunidos na Secretaria de Saúde de Várzea Grande com Gonçalo Barros, para discutir ajustes finais da obra e garantir o financiamento da obra por parte do Ministério da Saúde, além de darem total apoio técnico para a viabilização do funcionamento da nova unidade de reabilitação no município.
As equipes ainda visitaram o local onde será construído o novo CRIDAC, fizeram avaliação das ações e serviços em reabilitação até então realizados no município, além de disponibilizarem toda a atenção do Ministério da Saúde para a concretização da obra e manutenção dos serviços.
Gonçalo afirmou a necessidade urgente do município ter um Centro de Reabilitação com sede própria para proporcionar aos usuários mais conforto, além do aumento da oferta de serviços em reabilitação.
“Com a garantia dos recursos, e o aval do Ministério da Saúde, queremos acelerar o processo para darmos início a obra. O Ministério nos garantiu a liberação da primeira parcela para as obras, e assim que elas iniciarem, vamos avançando, fazendo as medições e os recursos vão sendo liberados passo a passo conforme o andamento das mesmas”, disse Gonçalo Aparecido de Barros.
Kalil Baracat e Gonçalo Barros lembraram que estes recursos se referem apenas as obras físicas e assim que elas estiverem em 50% concluídas, se inicia então os processos licitatórios para aquisição de equipamentos, móveis e utensílios que são fundamentais para o exercício médico dos processos de reabilitação de pacientes.
O Centro de Reabilitação que tem a finalidade de desenvolver ações de prevenção, tratamento e reabilitação aos usuários, de forma integralizada. A nova unidade será considerada referência pelo volume de serviços que prestará, com qualidade, mais conforto e mais agilidade nos atendimentos.
“As reabilitações serão realizadas de forma multidisciplinar com efetivo necessário e em parcerias, assegurando controle e convívio social aos usuários. A finalidade é melhor orientar os pacientes e usuários nas mais diversas especialidades em tratamento. Temos que garantir uma melhor qualidade no atendimento a todos que necessitam do Centro de Reabilitação. Vamos continuar oferecendo às pessoas com alguma deficiência intelectual, física ou múltipla, atendimentos terapêuticos, propiciando o desenvolvimento máximo de suas potencialidades de acordo com suas necessidades e limitações. É um órgão prestador de serviços da Rede SUS em reabilitação e caracteriza-se como serviço de média complexidade”, explicou o secretário.
“Esta reunião permite uma maior integração junto ao Ministério da Saúde e o fortalecimento da Rede de Serviços do SUS, em comum acordo com o COSEMS, nosso colegiado do SUS. O que é planejado em conjunto tem maiores chances de dar certo, e Várzea Grande está aberta para aumentar e melhorar sua Rede de Serviços. O prefeito Kalil Baracat está determinado, e com o seu aval, estamos avançando e trabalhando para melhorar ainda mais a prestação de serviços gratuitos a nossa população”, disse Gonçalo Barros.
A OBRA:
O novo Centro de Reabilitação Municipal terá 1.275,73 metros quadrados de área construída. Haverá um ginásio para a realização de terapias em reabilitação; 8 consultórios Interdisciplinares, amplos e arejados, climatizados e equipados, box para terapias, consultório ortopédico, consultórios neurológicos, salas especiais para terapias em adultos; sala especial para terapia infantil, sala para grupo infantil, sala de estimulação precoce infantil, áreas externas com jardinagem.
Conforme a diretora técnica e administrativa do Centro de Reabilitação, Gilssa Maria da Silva Ribeiro a nova unidade de reabilitação de Várzea Grande continuará com os atendimentos prestados em Fisioterapia, Fonoaudiologia, Terapia Ocupacional, Serviço Social, Enfermagem, Psicopedagogia, Nutricionista, Psicologia, Arteterapia e Massoterapia.
“Vamos ter um espaço adequado, amplo, com salas totalmente equipadas, arejadas, com a climatização adequada, o que vai suprir as necessidades dos usuários e dos servidores. Cada especialidade contará com seu espaço, dividido em grupos de necessidades. Um espaço único e totalmente para a reabilitação dos nossos usuários. Um sonho que se concretiza”, disse ela.

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Prefeita decreta calamidade financeira em Várzea Grande e no DAE após bloqueio de R$ 19 milhões e avanço da dívida bilionária de precatórios

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Município, que arrecada cerca de R$ 2 bilhões por ano, acumula aproximadamente R$ 1 bilhão em precatórios e passou a desembolsar cerca de R$ 6 milhões por mês para quitar a dívida judicial. Além disso, sofreu o bloqueio de recursos do ICMS e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). A medida determina cortes de gastos e prioridade à manutenção dos serviços essenciais.

A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, decretou situação de calamidade financeira e fiscal em toda a administração municipal e também no Departamento de Água e Esgoto (DAE). Os dois decretos foram publicados em edição extra do Diário Oficial dos Municípios nesta quinta-feira (16) e estabelecem uma série de medidas de contenção de despesas para evitar o agravamento da crise fiscal.

A decisão foi motivada pelo bloqueio judicial de R$ 19 milhões nas contas do município, atingindo recursos do ICMS e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), além do elevado comprometimento das finanças com o pagamento de precatórios. Embora tenha arrecadação anual em torno de R$ 2 bilhões, Várzea Grande acumula uma dívida de aproximadamente R$ 1 bilhão em precatórios, situação que tem comprometido a gestão financeira. Atualmente, o município desembolsa cerca de R$ 6 milhões por mês para cumprir o cronograma de pagamentos judiciais, valor muito superior aos cerca de R$ 500 mil mensais pagos pela gestão anterior.

Antes da publicação dos decretos, na quarta-feira (15), a prefeita reuniu secretários municipais e vereadores para apresentar o cenário financeiro da administração e explicar as medidas adotadas.

Segundo Flávia Moretti, a gestão conseguiu recursos por meio de emendas parlamentares para áreas como Saúde, Assistência Social e Infraestrutura, mas a falta de aprovação de um projeto de remanejamento orçamentário pela Câmara Municipal impediu a utilização desses valores.

“Desde 2025 busquei emendas para custear principalmente a Saúde, a Assistência Social e a Infraestrutura. Quando precisei de um remanejamento orçamentário, o dinheiro ficou parado na Câmara Municipal por ‘brio’ do presidente daquela Casa. Por isso, tive que utilizar recursos próprios para pagar despesas que poderiam ser custeadas com as emendas”, afirmou.

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A prefeita informou ainda que o bloqueio judicial ocorreu após o não pagamento de três parcelas de precatórios, de aproximadamente R$ 6,5 milhões cada, referentes a débitos acumulados nos exercícios de 2023 e 2024.

Ela também afirmou que o município enfrenta outros passivos herdados de gestões anteriores, como uma dívida de R$ 19,4 milhões em créditos tributários e outra de R$ 36 milhões, que impedem a emissão de certidões fiscais. Segundo a gestora, sem a aprovação de um projeto pela Câmara Municipal autorizando o parcelamento desses débitos, Várzea Grande continuará impossibilitada de acessar recursos provenientes de emendas parlamentares.

Durante a reunião, Flávia Moretti pediu o empenho dos secretários na redução de despesas e afirmou que a prioridade será manter os serviços essenciais.

“Agora é hora de apertar os cintos. Precisamos reduzir despesas, cortar tudo o que não for essencial e concentrar esforços para garantir os serviços básicos à população.”

Os decretos determinam a suspensão da criação de novas despesas, da realização de eventos e festividades, da aquisição de bens permanentes sem caráter urgente e da celebração de novos contratos, salvo em situações indispensáveis. Todas as secretarias terão cinco dias úteis para apresentar um plano de redução de gastos administrativos.

Saúde, Educação, Assistência Social, folha de pagamento, limpeza urbana e abastecimento de água passam a ter prioridade absoluta na destinação dos recursos públicos.

DAE em situação crítica

Em outro decreto, a prefeita também declarou estado de calamidade financeira no Departamento de Água e Esgoto (DAE/VG), apontando que a autarquia enfrenta um grave desequilíbrio econômico que ameaça a continuidade do abastecimento de água no município.

O documento cita decisão do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), que apontou irregularidades nas contas da autarquia, déficit orçamentário de R$ 28,7 milhões, dívida de R$ 172,2 milhões com a concessionária de energia elétrica, créditos não inscritos em dívida ativa que somam R$ 158,8 milhões e um passivo em precatórios superior a R$ 314 milhões.

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O DAE terá prazo de 60 dias para apresentar um Plano de Recuperação Econômico-Financeira contendo diagnóstico da situação, metas para aumento da arrecadação, cronograma de investimentos e medidas para restabelecer a sustentabilidade da autarquia.

Procuradoria explica alcance do decreto

O procurador-geral do Município, Maurício Magalhães, explicou que o decreto tem caráter administrativo e busca criar condições para reorganizar as contas públicas sem interromper a prestação dos serviços essenciais.

“O decreto estabelece um regime extraordinário de gestão fiscal para enfrentar uma situação financeira extremamente delicada. O objetivo é preservar os serviços essenciais, reorganizar as finanças do município e implementar medidas de recuperação fiscal, sempre dentro da legislação e dos princípios da responsabilidade fiscal.”

Segundo ele, a decretação da calamidade financeira não produz, automaticamente, os efeitos previstos na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

“O reconhecimento administrativo permite a adoção imediata de medidas de contenção e reorganização das despesas. Já os efeitos específicos previstos na Lei de Responsabilidade Fiscal dependem do reconhecimento pelos órgãos competentes, conforme estabelece o próprio decreto.”

A situação de calamidade financeira terá validade inicial de 180 dias, podendo ser prorrogada caso os indicadores fiscais e financeiros não apresentem melhora no período.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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