POLÍCIA
Autor de homicídio e ocultação de cadáver em Várzea Grande é sentenciado a 62 anos de prisão
POLÍCIA
O condenado já estava preso por força de mandado de prisão preventiva decretado pela Primeira Vara Criminal de Várzea Grande, com base em investigações da DHPP, conduzidas pelo delegado Caio Fernando Alvares de Albuquerque, que apuraram a morte de Enderson Júlio da Silva Leite.
O corpo da vítima foi localizado no dia 13 de maio de 2021, na região do bairro Formigueiro, em Várzea Grande, já em estado de decomposição e com amarras nas mãos, pés e pescoço, após uma semana de desaparecimento.
Pelo crime de homicídio de Enderson, o investigado recebeu a condenação de 18 anos de reclusão, além de dois anos pelo sequestro e um ano e dois meses pela ocultação de cadáver da vítima.
No julgamento, o Tribunal do Júri também avaliou a participação do investigado em cinco situações de tentativa de homicídio, como penas que variaram entre cinco a dez anos de reclusão em cada um dos casos, além de mais cinco anos e três meses por integrar organização criminosa, totalizando a pena de mais de 62 anos de reclusão.
Homicídio e ocultação de cadáver
A vítima, Ederson Júlio da Silva Leite, ficou desaparecida por mais de uma semana, depois de ser retirada de sua residência na tarde do dia 06 de maio, no residencial São Benedito, por três pessoas que a obrigaram a acompanhá-las.
Familiares registraram o desaparecimento de no Núcleo de Pessoas Desaparecidas da DHPP e com a localização do corpo, as investigações passaram para o núcleo que apura crimes cometidos a mando de organizações criminosas.
No inquérito conduzido pelo delegado Caio Fernando Albuquerque, foram identificadas quatro pessoas envolvidas no crime. Os investigados – de 26, 31, 28 e 45 anos – respondem pelos crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver e integração de organização criminosa. Além desses crimes, a equipe da DHPP apurou seis tentativas de homicídio praticadas pelo mesmo grupo.
Fonte: Policia Civil MT – MT
POLÍCIA
Operação Tudo 2 mira facção criminosa que movimentou R$ 2,8 mi em MT e GO
A Polícia Civil, o Ministério Público de Mato Grosso, a Polícia Militar, a Penal e o sistema socioeducativo, por meio do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) de Barra do Garças, deflagraram, na manhã desta quinta-feira (07.05), a terceira fase da Operação “Tudo 2”.
A ação tem como objetivo combater uma facção criminosa que movimentou cerca de R$ 2,8 milhões em atividades ilegais nos estados de Mato Grosso e Goiás.
Ao todo, foram expedidas 40 ordens judiciais, sendo 19 mandados de prisão e 21 de busca e apreensão. As medidas são cumpridas simultaneamente em Barra do Garças, Primavera do Leste, Rondonópolis, Novo São Joaquim e Cuiabá, em Mato Grosso, além de Aragarças, em Goiás.
Segundo as investigações, os valores têm origem no tráfico de drogas, na cobrança de taxas internas da organização e em outras atividades ilícitas, como golpes virtuais, apostas em plataformas online e jogos de azar. O dinheiro arrecadado era utilizado para financiar as ações do grupo criminoso.
As investigações tiveram início após a segunda fase da operação, realizada em 24 de abril de 2025. Na ocasião, foram identificados líderes e demais integrantes responsáveis por gerenciar as atividades ilícitas e ocultar os recursos obtidos ilegalmente.
De acordo com o Gaeco, o grupo atuava de forma estruturada, com divisão de tarefas e organização na arrecadação de valores. Durante as investigações, foi identificado que, em alguns casos, as movimentações financeiras eram realizadas por pessoas que recebiam benefícios sociais. Ao todo, os investigados movimentaram cerca de R$ 2,8 milhões em aproximadamente um ano.
A operação conta com o apoio da Polícia Militar de Mato Grosso, através do 5º Comando Regional, da Polícia Judiciária Civil e Polícia Penal e da Polícia Militar de Goiás por meio do 47ª da PM de Aragarças-GO, que atuam de forma integrada no combate ao crime organizado na região.
O Gaeco é uma força-tarefa formada pelo Ministério Público de Mato Grosso, com a participação das polícias Civil, Militar e Penal, além do sistema socioeducativo.
O Ministério Público de Mato Grosso orienta que denúncias relacionadas à atuação de organizações criminosas podem ser feitas de forma anônima pelos canais 127 (Ouvidoria do MPMT) e 197 (Polícia Judiciária Civil).
Fonte: Policia Civil MT – MT
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