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Produtores de soja precisam ficar atentos às novas tecnologias na hora do plantio

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Uma das maiores preocupações que os produtores de soja que estão iniciando o plantio, é a seleção das sementes que serão plantadas. A escolha das sementes é um desafio significativo, dada a ampla variedade de opções disponíveis no mercado, adaptadas a diferentes regiões e condições climáticas em todo o país.

Para a safra 2023/24, a expectativa é de uma produção superior a 163 milhões de toneladas de soja, um aumento de 3,7% em relação à safra anterior.

Esse aumento na produção está relacionado, em parte, ao potencial produtivo das sementes disponíveis no mercado. As inovações tecnológicas nas sementes proporcionam diversos benefícios aos agricultores, incluindo maiores rendimentos, resistência a pragas, doenças e condições climáticas adversas, como chuvas excessivas ou secas. As sementes adaptadas a diferentes ambientes e condições de cultivo contribuem para o aumento da produtividade.

A pergunta mais comum entre os agricultores é como escolher a cultivar mais adequada para sua área de plantio. De acordo com especialistas do setor, a escolha deve considerar a região de plantio, a fertilidade do solo, a presença de pragas e ervas daninhas na área e a produtividade esperada. É fundamental selecionar sementes adaptadas à região específica de cultivo.

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A biotecnologia desempenha um papel crucial no aumento da produtividade das lavouras de soja. Nos últimos anos, sementes geneticamente modificadas têm se tornado mais comuns, oferecendo resistência a uma variedade maior de herbicidas e insetos.

Na última safra, que está sendo concluída, aproximadamente 4,5% das lavouras de soja foram plantadas com sementes resistentes a herbicidas e insetos, proporcionando uma proteção adicional às plantações. A tendência é que novas tecnologias continuem sendo desenvolvidas, como variedades transgênicas resistentes a nematóides, ferrugem e com alta tolerância à seca, para aumentar ainda mais a produtividade.

No entanto, o aumento das opções disponíveis no mercado torna a escolha das sementes um desafio ainda maior para os agricultores. Eles precisam estar atualizados sobre as tecnologias disponíveis e escolher as cultivares e biotecnologias mais adequadas para suas necessidades específicas.

Com a crescente disponibilidade de tecnologias e variedades, os agricultores precisam se manter informados e tomar decisões cuidadosas para garantir o sucesso de suas safras.

Fonte: Pensar Agro

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Guerra Irã-EUA eleva preços de fertilizantes e já pressiona custos da safra 2026/2027

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A escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã já provoca impacto direto sobre os custos do agro. Os preços da ureia subiram entre 33% e 48% nas últimas semanas, enquanto a amônia anidra avançou cerca de 39%, em um movimento puxado pela alta do gás natural e pelas restrições logísticas no Estreito de Ormuz, rota estratégica para exportação de insumos.

O Brasil, que importa cerca de 85% dos fertilizantes que consome, segundo a Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA), sente o reflexo imediato. Parte relevante da ureia utilizada no País vem do Oriente Médio, o que amplia a exposição ao conflito e eleva o risco de novos aumentos no curto prazo.

O impacto ocorre justamente no momento de planejamento da safra 2026/27. Com custos mais altos, produtores começam a rever estratégias, postergar compras e buscar alternativas para reduzir o peso dos insumos no orçamento, especialmente em culturas como soja e milho, mais intensivas em fertilização.

Além da matéria-prima, o frete também entrou na equação. A tensão na região elevou o preço do petróleo e aumentou o custo do transporte marítimo, pressionando ainda mais o preço final dos fertilizantes no Brasil.

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Diante desse cenário, o governo federal discute medidas para amortecer o impacto. Entre as alternativas está a criação de um mecanismo de subvenção para fertilizantes dentro do Plano Safra 2026/27, com uso de crédito subsidiado para reduzir o custo ao produtor.

Outra frente envolve ações estruturais. O governo pretende ampliar a produção nacional por meio do Plano Nacional de Fertilizantes e de linhas de financiamento via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), na tentativa de reduzir a dependência externa, considerada um dos principais gargalos do setor.

Do lado produtivo, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) tem pressionado por medidas emergenciais, como a redução de custos logísticos e tributários, incluindo pedidos de isenção do Adicional de Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM), taxa cobrada sobre o transporte marítimo, que encarece a importação de fertilizantes.

Na prática, a combinação de alta dos insumos, frete mais caro e incerteza geopolítica cria um ambiente de maior risco para o produtor. A definição dos custos da próxima safra deve ocorrer sob volatilidade elevada, com impacto direto sobre margem e decisão de plantio.

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Fonte: Pensar Agro

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