CUIABÁ
Search
Close this search box.

POLÍTICA

Plano Plurianual 2024-2027 é discutido em audiência pública na ALMT

Publicado em

POLÍTICA

O Projeto de Lei do Plano Plurianual 2024-2027 (PL 1.758/2023) foi discutido na terça-feira (26), durante audiência pública realizada pela Comissão de Fiscalização e Acompanhamento da Execução Orçamentária da Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Esse é o segundo debate aberto ao público promovido pela Casa de Leis sobre a proposta encaminhada pelo governo do estado, tendo sido o primeiro coordenado pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR).

O PPA é um instrumento de planejamento legal que define diretrizes, objetivos e metas para um intervalo de quatro anos. Conforme a proposta debatida nesta terça, o Executivo estima gastar R$ 153,4 bilhões de 2024 a 2027, valor 83% superior ao previsto no PPA 2020-2023. A estimativa de investimentos para o período é de R$ 20,3 bilhões.

A apresentação das informações referentes ao PPA foi feita pelo secretário-adjunto de Planejamento e Gestão de Políticas Públicas da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), Sandro Brandão. 

Em sua fala, o gestor destacou as inovações contidas na peça, como alinhamento com indicadores do Ranking dos Estados (CLP), com as prioridades do plano estratégico de governo, com o público transversal e com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) definidos pela ONU para 2030; incorporação do plano de metas para 10 anos; inclusão do plano estratégico com mapa, metas globais por eixo e seus desdobramentos e maior participação popular, com a realização de consulta pública.

Foto: ANGELO VARELA / ALMT

Com 1.462 páginas, o documento é dividido em cinco eixos: social, econômico, ambiental, infraestrutura, digital, institucional, outros poderes e programas e ações padronizados.

Entre os objetivos estratégicos do eixo digital, outra inovação da proposta, está ampliar e democratizar o acesso da sociedade aos serviços digitais prestados pelo estado e promover a cultura da inovação e o uso intensivo de tecnologia nas cadeias produtivas.

“Depois da pandemia ficou mais evidente o quanto as soluções tecnológicas podem trazer mais comodidade, eficiência e simplicidade na hora de consumir determinados serviços. Hoje o governo entrega mais de 600 serviços, então promover uma transformação digital é urgente para que seja possível ofertar melhores resultados à população, principalmente levando-se em conta a dimensão que o estado possui”, frisou Sandro.

Leia Também:  Projeto de Lúdio que fortalece conferência da Assistência Social é aprovado

Áreas prioritárias – As áreas de educação, segurança, saúde, infraestrutura e assistência social são apontadas como prioritárias pela atual gestão e a elas serão destinados 57% do orçamento do Executivo, totalizando R$ 75 bilhões.

Mulheres – Grande parte dos questionamentos e sugestões apresentados durante a audiência pública foi relacionada às ações e recursos previstos pelo governo em benefício das mulheres.

O presidente da Comissão de Fiscalização e Acompanhamento da Execução Orçamentária e procurador-adjunto da Procuradoria Especial da Mulher da Assembleia Legislativa, deputado Carlos Avallone (PSDB), destacou a necessidade de considerar como prioritárias ações voltadas para a qualificação profissional e fortalecimento à saúde da mulher, bem como para o combate à violência contra a mulher e para a redução da mortalidade infantil.

“As mulheres precisam enxergar dentro do orçamento os recursos destinados a elas. Cinquenta e dois por cento da população são mulheres, que estão sendo há muito tempo massacradas por violência, por abandono, por uma série de coisas que precisam ser mostradas e que precisam ser atendidas. Precisa de qualificação para essas mulheres, precisa de atendimento de saúde, precisa de segurança pública, portanto esse é um ponto que vamos trabalhar com atenção”, declarou o parlamentar.

A importância de um orçamento destinado às mulheres também foi apontada Rosana Pereira de Brito, presidente do Centro De Tradições Afro-Brasileiras de Mato Grosso. “Precisamos garantir transparência sobre os gastos públicos direcionados a políticas que favoreçam as mulheres. Precisamos de um conselho para que as políticas sejam construídas pautadas na realidade das mulheres e, para isso, precisamos contar com a participação e comprometimento dos parlamentares”, reivindicou.

Leia Também:  Semana na Assembleia tem CPI’s, audiências públicas e CST’s

Irene dos Santos, professora do curso de Serviço Social da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), solicitou que a Assembleia Legislativa cobre a implantação, em Cuiabá, da Casa da Mulher Brasileira, unidade de atendimento às mulheres vítimas de violência. 

Assistência Social – Cidinha Nascimento, catadora de recicláveis, declarou não ter se sentido representada no PPA e pediu que o governo tenha um olhar especial aos trabalhadores que desenvolvem a atividade. 

Público transversal – Ao comentar as demandas apresentadas, Sandro Brandão explicou que políticas públicas voltadas a públicos específicos podem estar contempladas de forma transversal no PPA. 

“A programação é feita por área, como saúde, educação, segurança, mas quando a gente fala, por exemplo, das mulheres, não falamos apenas de uma secretaria, então é uma forma de destacarmos públicos transversais dentro do planejamento que já existe nas áreas”, disse.

Saúde mental – O deputado Carlos Avallone também apontou a necessidade de o estado dar mais atenção à saúde mental. “Mato Grosso ainda não está a nível compatível com o Brasil. A pandemia da Covid-19 se tornou uma pandemia de doença mental e a população que está na periferia não tem acesso à assistência adequada. A Comissão de Fiscalização, junto com a Câmara Setorial Temática (CST) de Saúde Mental da Assembleia Legislativa, irá apresentar muitas propostas nesta área, mas nós queremos, principalmente, sensibilizar o governador Mauro Mendes e a primeira-dama, Virgínia, para que possamos aumentar os recursos previstos para a saúde mental, que atualmente está na ordem de R$ 16 milhões”, salientou.

Defensoria Pública – Maria Luziane Ribeiro de Castro, defensora pública-geral de Mato Grosso, pontuou a relevância dos atendimentos realizados pela instituição e afirmou que o montante destinado pelo governo é insuficiente para atender a população que mais precisa. 

Fonte: ALMT – MT

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

POLÍTICA

ALMT lança livro com indicadores climáticos e propostas para o futuro de Mato Grosso

Publicados

em

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) lançou o livro Indicadores do Clima em Mato Grosso – Cenários da Crise Climática e a Formulação de Políticas Públicas na tarde desta segunda-feira (1º) A publicação é resultado dos trabalhos da Câmara Setorial Temática (CST) de Mudanças Climáticas, encerrada em 2025. A obra reúne estudos, diagnósticos e projeções sobre os impactos das mudanças climáticas no estado, além de apontar caminhos para a formulação de políticas públicas de mitigação e adaptação.

O deputado estadual Júlio Campos (União), que presidiu os trabalhos da câmara, destacou o caráter preventivo do documento. Segundo ele, o material foi construído com a participação de universidades, cientistas, órgãos públicos e organizações da sociedade civil.

“Estamos hoje publicando esse livro que mostra o cenário da situação que vai ocorrer a partir de agora, em especial a partir de 2030, quando haverá uma grande virada, com impacto no clima em todo o mundo e também em Mato Grosso”, afirmou o parlamentar. Campos também adiantou que pretende apresentar um projeto de lei para a implantação de um Plano Estadual de Mudanças Climáticas, como forma de iniciar um diálogo junto ao governo buscando a tomada de ações.

A secretária da CST e editora da obra, Juliana Arini, explicou que o objetivo é levar o debate para além dos espaços técnicos e aproximá-lo dos gestores municipais. “A proposta é tirar essa discussão da Assembleia e trazer para o gestor público, principalmente para prefeitos e vereadores, porque são eles que lidam diretamente com as consequências da crise climática”, destacou.

Leia Também:  Deputado Avallone destaca apoio da AL à construção e reforma de CAPS em Cuiabá

De acordo com Juliana Arini, o livro será distribuído aos 142 municípios mato-grossenses e às respectivas câmaras municipais. A publicação reúne, de forma acessível, o conteúdo debatido ao longo do funcionamento da Câmara Setorial. “Fizemos uma síntese das discussões para que o gestor público tenha acesso a esse conhecimento de forma facilitada, com uma linguagem menos técnica e mais compreensível”, explicou.

Entre os alertas apresentados na obra estão projeções de aumento das ondas de calor em todos os municípios do estado até 2030. “O calor a gente não tem como evitar, mas tem como mitigar. Precisamos discutir arborização urbana, transporte público climatizado e alternativas para proteger a população mais vulnerável”, observou Juliana.

A professora da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), Carolina Joana da Silva, que participou da elaboração do material, ressaltou que a publicação reúne diferentes perspectivas sobre os impactos das mudanças climáticas nos biomas mato-grossenses. “É um documento que facilita a compreensão da população sobre um fenômeno global e mostra a necessidade de estarmos preparados para enfrentar essas mudanças. Isso demonstra o interesse da Assembleia Legislativa em discutir um tema importante para Mato Grosso e para o Brasil. É um material que reúne informações e alertas que precisam chegar à sociedade”, afirmou.

Leia Também:  Audiência pública para discutir mercadinhos em unidades prisionais será cancelada

Já a suplente de deputada, Sheila Klener (PSDB), destacou que o estudo servirá como instrumento de apoio à tomada de decisões governamentais. “Essa publicação vai ajudar a preparar e desenvolver políticas públicas para enfrentar as mudanças climáticas, que estão cada vez mais perceptíveis no nosso dia a dia”, avaliou a geóloga, servidora da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema). “Mato Grosso não tem o mesmo nível de emissão de CO₂ de estados mais industrializados, mas nós temos o desmatamento e a pecuária como fatores que precisam ser observados. As pessoas precisam entender que sem floresta e sem água não haverá produção”, alertou.

Durante o lançamento, os participantes reforçaram a importância da preservação ambiental, da proteção das nascentes e da adoção de estratégias de adaptação para enfrentar desafios como o aumento das temperaturas, períodos prolongados de seca e a pressão sobre os recursos hídricos. O livro apresenta indicadores climáticos, mapas e diagnósticos que poderão subsidiar ações de planejamento em diferentes áreas.

Fonte: ALMT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CIDADES

POLÍTICA

MULHER

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA