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Investigação da Polícia Civil e Gaeco resulta em operação contra organização que fraudou créditos florestais

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Uma investigação da Polícia Civil, coordenada pelo Grupo de Atuação contra o Crime Organizado (Gaeco), resultou nesta segunda-feira (25.09) na deflagração da Operação Pectina, contra fraudes no uso de créditos florestais virtuais que beneficiaram empresas madeireiras no estado. São cumpridas ordens cautelares de sequestro de bens móveis e de valores contra 10 pessoas físicas e jurídicas que atuam nos ramos madeireiro e de transporte de cargas de madeira.

Os mandados foram expedidos pela 7ª Vara Criminal Especializada contra o Crime Organizado, da Comarca de Cuiabá.

A investigação apurou que o grupo envolvido na fraude ambiental utilizava créditos, criados virtualmente, para beneficiar empresas do ramo madeireiro e terceiros inserindo dados falsos nos sistemas de gestão do órgão ambiental.

Parte dos créditos circularam em nomes de pessoas físicas e jurídicas e geraram guias florestais falsas que foram utilizadas para acobertar a madeira extraída de forma ilegal. O esquema permitia a circulação de produtos florestais de origem ilícita e a lavagem dos valores correspondentes às mercadorias ilegais, ou seja, madeira extraída ilegalmente.

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O Gaeco é formado por profissionais da Polícia Civil, Ministério Público, Polícia Militar, Polícia Penal e Sistema Socioeducativo do Estado. A força-tarefa ambiental conta também com o apoio da Segurança Pública (Corpo de Bombeiros, Politec e Ciopaer), bem como de outros órgãos, a exemplo da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema), Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e Instituto de Defesa Agropecuária (Indea).

Início da investigação

Em 2017, a Polícia Federal instaurou inquérito para apurar os crimes após a operação Floresta Virtual, realizada em conjunto com o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama). Posteriormente, a Justiça Federal declinou a competência para o judiciário Estadual e a investigação teve continuidade pela força-tarefa ambiental do Gaeco.

Os fatos apurados apontam que a organização criminosa agiu com a intenção de movimentar os créditos fraudados para dissimular a madeira extraída ilegalmente. Os participantes do esquema da ‘lavagem de madeira’ recebiam as guias para esquentar o produto florestal, retirado ilicitamente, em transações ocorridas apenas virtualmente.

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“Os denunciados uniram-se com o propósito de praticar condutas lesivas contra o meio ambiente, consistentes, em síntese, na constituição de organização criminosa que operacionalizou empreendimentos madeireiros constituídos formalmente. Ou seja, não possuíam estrutura física, nem funcionários compatíveis para a emissão de guias florestais ideologicamente falsos”, detalhou o promotor de Justiça, Marcelo Vacchiano, da força-tarefa ambiental do Gaeco.

A delegada Alessandra Saturnino, designada pela Polícia Civil para a força-tarefa ambiental, pontuou que os valores apontados pelos danos em decorrência das operações ilegais ultrapassam a casa do bilhão. “Durante o trabalho investigativo, a soma de todos os laudos de dano revelou um valor que passa dos R$ 2,3 bilhões”, completou a delegada.

O nome da operação faz referência à pectina, fibra solúvel que compõem o fruto da laranja.

(Com informações da assessoria do MPMT)

Fonte: Governo MT – MT

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Hospital Regional de Sinop recebe reconhecimento nacional em prática de segurança do paciente

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O Hospital Regional de Sinop, administrado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), está entre os quatro hospitais com Unidade de Terapia Intensiva (UTI) adulto que obtiveram melhor classificação nas práticas de segurança do paciente em Mato Grosso.

O ranking está disponível no relatório da Avaliação Nacional das Práticas de Segurança do Paciente de 2025, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Conforme a avaliação da Anvisa, o alto nível considerado para o Hospital Regional de Sinop representa um percentual de 67% a 100% de conformidade às práticas de segurança do paciente, com base em 21 indicadores avaliados.

“Este reconhecimento nacional da Anvisa é resultado das ações da Secretaria de Estado de Saúde, que aprimora o cuidado prestado à população e reforça a cultura de segurança do paciente para realizar um atendimento de excelência”, avaliou o secretário de Estado de Saúde, Juliano Melo.

A avaliação é realizada anualmente, com inscrição voluntária das unidades de saúde, por meio do preenchimento de formulário eletrônico da Anvisa, sob coordenação das vigilâncias sanitárias estaduais.

“O Hospital Regional de Sinop concorreu na categoria hospital que tem UTI adulto, mas a avaliação da Anvisa é sobre o hospital como um todo. Então, além da UTI, a agência analisa a clínica médica, clínica cirúrgica, centro cirúrgico, clínica ortopédica e box de emergência. Por isso, o resultado é ainda mais significativo”, acrescentou a secretária adjunta de Atenção e Vigilância à Saúde da SES, Alessandra Moraes.

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Conforme o diretor do Hospital Regional de Sinop, Jean Carlos Alencar, a classificação de alta conformidade foi obtida pela primeira vez e se deve à atuação das equipes do hospital.

“Em especial, ao trabalho realizado pelo Núcleo de Segurança do Paciente e pelo Núcleo de Educação Permanente do hospital e, claro, pelo envolvimento e comprometimento de toda a equipe que atua na nossa UTI adulto para garantir um ambiente assistencial seguro e de acordo com os protocolos nacionais”, explicou o diretor.

O hospital promove capacitações não só para os funcionários da UTI, mas para toda a unidade. Em 2025, foram ofertadas 153 capacitações para a equipe técnica da unidade.

“O reconhecimento conquistado pelo Hospital Regional de Sinop na segurança do paciente representa um avanço para todos os hospitais estaduais. Ao reduzir eventos adversos e qualificar a assistência, a unidade se torna referência em eficiência e boas práticas. Essa conquista fortalece a padronização do cuidado e impulsiona a evolução das demais unidades”, concluiu a secretária adjunta de Gestão Hospitalar da SES, Mara Penha.

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Conheça o trabalho das comissões e núcleos do hospital

O Hospital Regional de Sinop conta com a equipe da Comissão de Feridas, que atua na avaliação, prevenção e tratamento de lesões por pressão, além de outros tipos de feridas, promovendo práticas seguras e eficazes para a recuperação dos pacientes.

O Núcleo de Educação Permanente em Saúde (NEPS) desempenha um papel fundamental na capacitação contínua dos profissionais, com a realização de treinamentos alinhados aos protocolos institucionais e às melhores práticas assistenciais.

O Núcleo de Segurança do Paciente é responsável por instituir e monitorar os protocolos de segurança, além de realizar a notificação de eventos por meio do sistema Notivisa, o que contribui para a vigilância e prevenção de riscos.

Por sua vez, a Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) implanta e monitora protocolos voltados à prevenção e controle de infecções, além de alimentar sistemas de monitoramento como o LimeSurvey, para fortalecer a gestão e a análise de dados no hospital.

Já a Comissão de Óbitos, responsável pela análise das mortes na unidade, especialmente nos casos em que há suspeita de eventos adversos relacionados à assistência, contribuindo para a identificação de melhorias nos processos de cuidado.

Fonte: Governo MT – MT

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