POLÍCIA
Polícia Civil indicia quatro envolvidos em homicídio executado a mando de facção
POLÍCIA
A Delegacia de Rosário Oeste cumpriu, nesta semana, dois mandados de prisão preventiva contra os criminosos que executaram um homicídio no início deste ano, no município, a mando de uma facção criminosa.
No inquérito policial que investigou a execução de Josélio Emiliano de Deus, conhecido como Ju Negão, foram indiciadas quatro pessoas envolvidas no crime. Duas delas tiveram as prisões preventivas decretadas pelo juízo da Comarca de Rosário Oeste e também foram alvos da Operação Castelo de Areia, deflagrada pela Polícia Civil no mês de janeiro.
A operação cumpriu 21 mandados contra contra um grupo envolvido com atividades criminosas de tráfico e associação para o tráfico de drogas no município. Naquela ocasião, foi preso um dos criminosos que gerenciava o tráfico na região de Rosário oeste, Nobres e Jangada. Conhecido como ‘Príncipe’, ele era o responsável por gerenciar a venda de entorpecentes e a ‘voz’ e o centro financeiro das atividades de tráfico.
Homicídio
A partir de informações reunidas na investigação para esclarecer o assassinato de Josélio Emiliano, a Delegacia de Rosário Oeste chegou aos responsáveis pelo homicídio da vítima, que foi morta pela facção criminosa porque, supostamente, agiria como informante da polícia.
Emiliano foi atingido por diversos disparos na noite do dia 07 de janeiro. Ele foi encontrado por familiares ainda com vida, na entrada de sua residência. Mesmo atingido, ele conseguiu dizer que depois que falou por telefone com um dos indiciados e depois seguiu para sua casa. Quando estava no portão da residência, foi surpreendido por dois homens não identificados que efetuaram os disparos e fugiram em uma motocicleta.
Josélio foi socorrido para o Hospital Amparo, em Rosário Oeste e depois transferido para o Hospital Municipal de Cuiabá, onde ficou internado por três dias, mas não resistiu aos ferimentos e foi a óbito em 10 de janeiro.
Em material coletado em celulares dos investigados, a Polícia Civil extraiu diálogos dos criminosos que se referem à vítima como ‘cagueta’. Em uma mensagem, o criminoso conhecido como ‘Príncipe’ diz: “meus irmão esse mano ai ta caguentando as lojinhas e os irmão pra policia trocando ideia com policia”….
Nesta terça-feira, a Delegacia de Rosário Oeste cumpriu o mandado de prisão contra ‘Príncipe’ na Penitenciária Central do Estado, onde já estava preso em função de ordem judicial emitida durante a Operação Castelo de Areia. Já o outro criminoso indiciado pelo homicídio está detido em Nobres.
Fonte: Policia Civil MT – MT
POLÍCIA
Polícia Civil deflagra operação com alvo em ex-gerente de casa de acolhimento envolvido em desvios de benefícios
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quarta-feira (22.4), a Operação Broquel para cumprir ordens judiciais contra um esquema de desvio de benefícios de internos da Casa de Acolhimento Rogina Marques de Arruda, da Prefeitura de Várzea Grande.
São cumpridos mandados de busca e apreensão domiciliar e de afastamento de sigilo de dados de aparelhos eletrônicos, expedidos pela Segunda Vara Criminal de Várzea Grande. A operação tem como alvo principal o ex-gerente da unidade, que ocupou o cargo até 2024 e é investigado por crimes de peculato majorado praticados de forma continuada.
As investigações, conduzidas pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), apontam que o suspeito, valendo-se de sua função pública, da sua posição hierárquica sobre os acolhidos e da relação de confiança com eles construída, apropriou-se indevidamente de documentos pessoais, cartões bancários e benefícios assistenciais dos internos.
Saques e empréstimos
De acordo com os relatos colhidos, o ex-gerente realizava saques integrais dos benefícios e contraía empréstimos bancários não autorizados em nome das vítimas, pessoas em situação de extrema vulnerabilidade social e psicológica.
Algumas das vítimas, além de viverem ou terem vivido em situação de rua, são analfabetas, possuem dificuldade de comunicação, dependência química e alcoólica ou ainda enfermidades de natureza psiquiátrica, características que, em efeito sinérgico, potencializam a condição de vulnerabilidade.
Em um dos casos documentados, um empréstimo consignado de mais de R$ 16 mil foi formalizado em nome de um acolhido, com indícios de fraude na contratação.
Além dos desvios financeiros, há denúncias de que o investigado utilizava a mão de obra dos internos para trabalhos não remunerados em sua propriedade particular e utilizava métodos de intimidação e coação psicológica para manter o controle sobre os valores desviados.
Suspensão de função pública
Contra o principal investigado, também foi determinada a suspensão do exercício da função pública, sendo ele atualmente ocupante de outro cargo na Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande, bem como o impedimento de nomeação ou contratação para outro cargo pelo Poder Público Municipal.
Foram determinadas outras medidas cautelares, como a proibição de o investigado manter contato com vítimas e testemunhas e a proibição de acesso a todos os prédios e às dependências da Secretaria Municipal de Assistência Social de Várzea Grande.
Casa de Acolhimento
A Casa de Acolhimento Rogina Marques de Arruda é um equipamento público de execução direta da Secretaria Municipal de Assistência Social de Várzea Grande, destinado ao acolhimento de homens adultos em situação de rua.
O regimento interno da unidade proíbe a retenção de documentos ou valores como condição para permanência no local, prevendo que a guarda de pertences deve ser feita com segurança e devolvida integralmente aos assistidos.
As investigações prosseguem com a análise de materiais apreendidos e a identificação de possíveis novas vítimas do esquema.
Nome da operação
A Operação Broquel (termo que remete a um escudo de proteção) visa não apenas punir os desvios de recursos públicos e particulares, mas também interromper o ciclo de abusos contra cidadãos em estado de extrema hipossuficiência social e jurídica.
Operação Pharus
A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, do Governo do Estado.
Fonte: Policia Civil MT – MT
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