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Equipes sub-15 e sub17 de Campo Novo do Parecis perdem por W.O. no estadual por ausência de ambulância

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No último sábado (19), as equipes sub-15 e sub-17 de Campo Novo fariam suas estreias no estadual das respectivas categorias contra a equipe da Luverdense no estádio Ary Tomazelly na cidade de Campo Novo do Parecis. Com isso os placares das duas partidas ficou decretado em 3×0 para o Verdão do Norte.

O coordenador da equipe de Campo Novo, Alex Melo, divulgou um vídeo nas redes sociais da equipe mostrando que uma ambulância estava estacionada em uma rua, mas sem identificação do endereço, e que portanto estaria disponível para atender a partida.

 

Outro vídeo foi divulgado na tarde de ontem (22) em frente à Assembleia Legislativa onde Alex Melo diz que irá cobrar dos deputados uma ajuda para que se resolva este imbróglio junto à prefeitura de Campo Novo do Parecis.

Em contato com a Secretária de Saúde do Município, senhora Jucélia Pereira Luz, através de aplicativo de mensagem, foram feitas perguntas sobre quantas ambulâncias existem no município e o por que da não disponibilidade de ambulâncias para jogos das categorias de base, em que não ocorre cobrança de ingressos por parte das equipes.

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Jucélia disse o seguinte: “Não se trata de quantas ambulâncias, se trata de um decreto lavrado em reunião com o Cnpar em abril, assinado e concordado por eles, no decreto está claro que não podemos fornecer ambulância pública, visto que eles podem cobrar ingresso e tem fins lucrativos”.

Além disso a Secretária disse que o Cnpar encaminhou um ofício no dia 17 de agosto solicitando a presença de ambulância no local, ou seja, dois dias antes, e que não poderia anteder o pedido por conta do Decreto Municipal nº  103/2023 que exime a prefeitura de quaisquer responsabilidade e que o Cnpar tem toda a responsabilidade por contratar equipe médica e ambulância para os dias de jogos.

Também foi questionado junto a Secretária se a prefeitura disponibiliza ambulâncias em eventos como shows e feiras e a mesma respondeu que só há disponibilidade para eventos sem fins lucrativos ou para aqueles que destinam verbas para a APAE, por exemplo.

A Secretária Jucélia, além de dizer que estaria de mãos atadas por conta do Decreto nº 103/2023, também disse que a gestão municipal só pode destinar a ambulância para entidades sem fins lucrativos.

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A Associação Campovenense Celeiro de Futebol é uma entidade sem fins lucrativos conforme a legislação que norteia os clubes de futebol no país, o clube não é uma SAF, portanto poderia sim ter à sua disposição ambulância em jogos que não há cobrança de ingresso, mesmo que o Decreto nº 103/2023 estabeleça que a prefeitura não tem essa responsabilidade.

Também está correta a posição da Secretária Jucélia Pereira Luz quando diz que seria necessário que ocorra uma alteração no Decreto nº 103/2023 para que possa atender os pedidos feitos pela Cnpar e assim os jovens atletas que representam o município possam atuar e realizar o sonho de serem jogadores de futebol.

O próximo compromisso de Campo Novo no estádio Ary Tomazelli será no dia 5 de setembro contra a equipe do Sorriso, espera-se que até essa confusão já tenha sido desfeita e que tenha ambulância no estádio.

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Botafogo SAF pede Recuperação Judicial: o que isso significa e quais podem ser os impactos no Fair Play Financeiro da CBF

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A notícia de que o Botafogo SAF protocolou um pedido de recuperação judicial pegou muita gente de surpresa — especialmente pelo contraste com o momento esportivo recente do clube. Mas, longe de ser um “fim da linha”, o movimento revela algo mais comum no mundo empresarial do que no futebol: a necessidade de reorganizar a casa antes que a situação saia do controle.

Na prática, a recuperação judicial funciona como uma espécie de “respiro”. Ela permite que a empresa — neste caso, a SAF — renegocie suas dívidas, reorganize pagamentos e ajuste seu fluxo de caixa sem interromper suas atividades. Traduzindo: o Botafogo continua jogando normalmente, pagando salários e disputando campeonatos, enquanto tenta colocar as contas em ordem nos bastidores.

O próprio clube deixa claro que a prioridade é manter tudo funcionando. E isso é importante destacar: não há, neste momento, qualquer impacto direto no desempenho esportivo ou no calendário. O torcedor não deve esperar punições imediatas ou algo que tire o time de competições.

Mas a pergunta inevitável é: como um clube que conquistou títulos importantes recentemente chega a esse ponto?

A resposta passa menos pelo campo e mais pela estrutura financeira. A SAF foi montada com uma expectativa de investimentos e aportes que, segundo a nota, não se concretizaram como esperado. Soma-se a isso um problema delicado de governança: o acionista majoritário, de acordo com o clube, estaria dificultando a entrada de novos recursos. Esse tipo de impasse interno costuma ser silencioso, mas tem impacto direto — e pesado — nas finanças.

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É aí que a recuperação judicial entra como uma tentativa de reorganizar tudo ao mesmo tempo: dívidas, fluxo de caixa e até a própria estrutura de poder dentro da SAF.

Agora, olhando um pouco além do Botafogo, esse caso acende um alerta importante no futebol brasileiro, especialmente em relação ao Fair Play Financeiro que vem sendo discutido pela Confederação Brasileira de Futebol.

A ideia do Fair Play é simples no papel: clubes precisam gastar dentro daquilo que arrecadam e manter suas obrigações em dia. O problema é como aplicar isso em situações como essa.

Por um lado, a recuperação judicial é um mecanismo legal, previsto inclusive na Lei das SAFs. Ou seja, não é uma irregularidade — é uma ferramenta de ajuste. Por outro, ela escancara um desequilíbrio financeiro, justamente o tipo de situação que o Fair Play tenta evitar.

Na prática, o que deve acontecer é um meio-termo. O Botafogo dificilmente sofrerá punições imediatas por entrar em recuperação judicial. Mas o caso passa a colocá-lo sob um nível maior de atenção. Dependendo de como a CBF evoluir suas regras, clubes nessa condição podem enfrentar restrições no futuro, como limites de gastos ou maior controle sobre contratações.

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Mais do que isso, o episódio pode virar um marco. O futebol brasileiro ainda está aprendendo a lidar com o modelo de SAF, e situações como essa ajudam a definir quais serão as “regras do jogo” daqui para frente.

Internamente, porém, talvez o maior desafio do Botafogo nem seja financeiro — seja político. O pedido para suspender o direito de voto do acionista majoritário indica um conflito sério dentro da estrutura da SAF. E, quando há disputa de poder, investidores tendem a recuar, decisões travam e a recuperação fica mais difícil.

O futuro do clube agora passa por algumas etapas bem claras: a aceitação do pedido pela Justiça, a apresentação de um plano de recuperação e a negociação com credores. Se tudo correr bem, o Botafogo pode sair desse processo mais organizado e sustentável. Caso contrário, o cenário se complica — e aí, sim, os reflexos podem chegar ao futebol.

No fim das contas, o torcedor pode respirar um pouco mais tranquilo no presente. O time segue em campo, competitivo, e sem mudanças bruscas à vista. Mas, fora das quatro linhas, o Botafogo entra em uma fase decisiva — talvez uma das mais importantes desde a criação da SAF.

Porque agora não se trata apenas de ganhar jogos. Trata-se de garantir que o clube tenha condições de continuar jogando no mais alto nível nos próximos anos.

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