CUIABÁ
Search
Close this search box.

MATO GROSSO

Projeto ‘Servidores da Paz’ do Poder Judiciário inicia formação da primeira turma

Publicado em

MATO GROSSO

Foi vivenciando princípios como acolhimento, diálogo e escuta ativa, que o Poder Judiciário de Mato Grosso, deu início a formação da primeira turma do Projeto ‘Servidores da Paz’, implantado com a meta de criar, fortalecer e restaurar relações de trabalho, pautadas na vivência das práticas da Justiça Restaurativa e dos Círculos de Construção de Paz.
 
As formações são realizadas pelo Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (NugJur), que no primeiro módulo reuniu 25 participantes entre servidores, magistrados, comissionados e terceirizados. As atividades foram realizadas entre os dias 26 e 28 de julho, na Escola dos Servidores do Poder Judiciário, pelas instrutoras Katiane Boschetti da Silveira, Assessora Especial da Presidência do Tribunal de Justiça, e Claudete Pinheiro da Silva de Almeida, gestora do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc), do Juizado da Infância e Juventude de Cuiabá.
 
Como facilitadores de Círculos de Paz, os servidores terão o papel de atuar como agentes de pacificação, auxiliando na solução e prevenção de conflitos com base no diálogo, na construção de responsabilidades individuais e coletivas, no atendimento de necessidades, na reparação dos danos e na harmonia das relações. A metodologia pode ser aplicada em todo e qualquer ambiente de convivência coletiva, inclusive no trabalho.
 
A ferramenta oportuniza a construção de uma nova percepção a partir do acolhimento, e da nutrição de valores que podem ser expandidos e multiplicados, como igualdade, conexão, inclusão, horizontalidade, responsabilidade, respeito e pertencimento. São nesses espaços, que os facilitadores poderão agir estimulando nos servidores o aprimoramento de habilidades emocionais, como autocuidado, generosidade, empatia, acolhimento e reciprocidade.
 
Lygia Marinho Fontes Xavier é técnica judiciária e gestora administrativa do Fórum de Cuiabá, e ingressou no Judiciário em 2012, na Comarca de Colniza. De lá até hoje, muitos desafios, frustrações e medos fizeram parte da caminhada da servidora. Lygia é mãe da Maria Clara, de 03 anos, portadora de autismo nível 3, e da Alice, de 01 ano. Até a chegada das meninas, Lygia enfrentou três abortos, sendo um gemelar.
 
Ela conta, que o acolhimento dos colegas de trabalho durante a gravidez de Maria Clara, e a recepção no seu retorno após um ano e seis meses em que esteve ausente para o tratamento da filha foram fundamentais para a permanência da servidora no Judiciário.
 
“Depois de muito sofrimento, já quase desistindo de novas tentativas, descobri que estava grávida da Maria Clara. Na época fui muito bem acolhida pelos meus colegas da Quinta Vara Cível de Cuiabá. Foi uma gestação de risco e naquela época não tínhamos o Processo Judicial Eletrônico [PJE], a carga de trabalho demandava muito e não pude contribuir em nada com a equipe, e nessa hora o acolhimento deles foi essencial. Meu retorno após um ano e seis meses ausente do trabalho para o tratamento da Maria Clara me deixou bastante preocupada, tive muito medo de como seria recepcionada pela nova equipe, mas graças a Deus, a equipe formada pela juíza Edleuza me acolheu, me apoiou e me deu força para permanecer e continuar”, comemorou Lygia.
 
Adriana Ferreira de Souza é servidora da secretaria da Vice-Presidência do Tribunal de Justiça, e mãe da Maria Clara, de 20 anos, portadora do Transtorno do Espectro Autista (TEA). Ela frisa, que o olhar inclusivo, o respeito as dores e as lutas de cada um são fundamentais para o acolhimento, e que vem ao encontro da proposta trazida pelo ‘Servidores da Paz’.
 
“O Poder Judiciário age com muita sabedoria quando decide investir e inovar na formação de servidores, servidores esses que estão buscando formas de construir um verdadeiro movimento, onde o direito à fala, à palavra, ao respeito e aos valores deve prevalecer. É com a prática dos círculos que os nossos servidores se tornarão seres cada vez mais conectados com a essência da sua própria alma e com a essência do outro, que precisamos acessar. Seres com alma mais humana, têm mais condições de fazer e entregar o melhor, seja na prestação de serviço, no convívio em sociedade ou na vida pessoal. A gestão do Judiciário está de parabéns. Um ser humano em estado de paz vai produzir muito além da sua entrega profissional, vai produzir para a vida”.
 
Para Katiane Boschetti, atitudes como o acolhimento, assim com o sentimento de pertencimento e a empatia são fundamentais para assegurar a convivência emocionalmente saudável no ambiente de trabalho.
 
“Essa é a essência do projeto ‘servidores da paz’, idealizado pela desembargadora Clarice Claudino [presidente do Poder Judiciário]. Estamos falando de inteligência emocional, e ela precisa ser ensinada. Ninguém dá o que não tem. Quando a gente quer um comportamento diferente do outro, a gente precisa ensinar, e nesse espaço de muita humildade, a gente também aprende junto. Assim como a gente precisa de tempo para aprender um novo idioma, a gente precisa de tempo para a inteligência emocional, por isso que os círculos são pedagógicos, porque quanto mais eu viver essa metodologia, seja no ambiente de trabalho, com os nossos vizinhos, amigos e familiares, mais levamos para a nossa vida. Quem participa dos círculos sabe, que nós começamos a levar o que aprendemos para o dia a dia, e começamos a ficar mais pacientes fora dali, e daí a gente começa a mudar a sociedade”, refletiu Katiane, facilitadora e instrutora de Círculos de Paz.
 
#Paratodosverem
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Primeira imagem: Grupo de servidores reunidos no centro da sala de forma alegre e bastante expressiva posam para a foto. Segunda imagem: Servidora Lygia Fontes com as filhas Maria Clara e Alice e seu esposo posam para foto. Ao fundo da imagem temas nas cores rosa claro. Terceira imagem: Servidora Adriana Ferreira abraça a filha Maria Clara na sacada do apartamento. Elas vestem roupas verde-amarela com a bandeira do Brasil ao fundo.
 
 
Naiara Martins
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

Leia Também:  CGE realiza simpósio de segurança cibernética para servidores de TI do Governo de MT
Propaganda

MP MT

Rede estadual discute expansão da proteção à pessoa idosa

Publicados

em

A criação do Selo Prefeito Solidário, iniciativa que pretende reconhecer gestores municipais engajados na proteção da pessoa idosa e na mobilização para a destinação do Imposto de Renda aos fundos municipais, foi um dos temas debatidos durante a 14ª reunião da Comissão de Atenção à Pessoa Idosa (CAPI-MT), realizada na quarta-feira (2), no Tribunal de Justiça de Mato Grosso.O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) participou do encontro por meio dos promotores de Justiça Carlos Henrique Richter e Itâmara Guimarães Rosário Pinheiro.A proposta do selo é incentivar as administrações municipais a fortalecerem campanhas de conscientização para ampliar a arrecadação dos Fundos Municipais da Pessoa Idosa, garantindo que recursos oriundos das destinações do Imposto de Renda permaneçam nos municípios e sejam revertidos em políticas públicas voltadas à população idosa.O projeto está sendo construído de forma interinstitucional e deverá ter regulamento elaborado em conjunto com os parceiros envolvidos, com previsão de lançamento no próximo ano.”O Selo Prefeito Solidário é uma estratégia importante para estimular os municípios a fortalecerem seus fundos e ampliarem a conscientização da população sobre a destinação do Imposto de Renda. São recursos que podem transformar a realidade de milhares de pessoas idosas quando permanecem no próprio município”, destacou a promotora de Justiça.Diretora jurídica da BPW Cuiabá (Associação de Mulheres de Negócios e Profissionais), Lucélia Alves destacou que a iniciativa busca mobilizar os prefeitos para ampliar a conscientização dos contribuintes. “O projeto Selo Prefeito Solidário vem no sentido de engajar os prefeitos para que façam campanhas dentro do próprio município para que essa verba fique lá e traga benefício para os próprios idosos”, afirmou.Experiência de Várzea Grande é referência – além da discussão sobre o selo, a reunião abordou os avanços da Rede Estadual de Proteção à Pessoa Idosa em Várzea Grande, município que serve como projeto-piloto da iniciativa. Os resultados foram apresentados por representantes da rede, que destacaram a atualização da legislação local, o fortalecimento do conselho municipal e o estímulo à captação de recursos para o Fundo Municipal da Pessoa Idosa.O promotor de Justiça Carlos Henrique Richter, que atua na defesa dos direitos da pessoa idosa em Várzea Grande, ressaltou que a experiência já apresenta resultados concretos e pode servir de modelo para outras cidades.“Várzea Grande é o projeto-piloto da rede estadual. Já temos um trabalho de quase um ano e estamos conseguindo bons resultados na área do idoso. É importante usar essa experiência para replicar no resto do estado, que é o objetivo da rede estadual”, afirmou.De acordo com o promotor, entre os principais avanços estão a estruturação do conselho e do fundo municipal, o fortalecimento da arrecadação e a definição de prioridades para aplicação dos recursos.Fortalecimento da rede nos municípios – coordenada pelo desembargador Orlando de Almeida Perri, a CAPI-MT reúne instituições comprometidas com a garantia dos direitos da população idosa e atua alinhada à Política Judiciária sobre Pessoas Idosas e suas Interseccionalidades, instituída pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).Durante o encontro, foi destacada a importância da atuação integrada entre órgãos públicos para agilizar a solução de demandas envolvendo a pessoa idosa. Em Várzea Grande, a rede conta com a participação de instituições como Defensoria Pública, Polícia Civil, Polícia Militar e Secretaria Municipal de Saúde, entre outras.Outro encaminhamento discutido foi a realização, em novembro, de um encontro voltado à capacitação de magistrados, membros do Ministério Público e representantes de órgãos de controle e municípios, com o objetivo de estimular a criação de redes locais de proteção à pessoa idosa em todo o estado.

Leia Também:  Governo investe R$ 26 milhões na ETA do Pari: "solução para um dos mais graves problemas do município"

Fotos: TJMT

Fonte: Ministério Público MT – MT

Continue lendo

CIDADES

POLÍTICA

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA