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Aquisição de clubes de futebol sauditas pela PIF abre caminho para revolução esportiva

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Cristiano Ronaldo chegou em janeiro deste ano no Al Nassr.

Com o Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita (PIF) anunciando que iria adquirir uma grande porcentagem de quatro grandes clubes de futebol sauditas, a mudança deve ser uma virada de jogo para os esportes no Reino.

O fundo de US$ 600 bilhões, que também é dono do Newcastle United FC, adquirirá 75% do Al Ahli, Al Hilal, Al Ittihad – que recentemente assinou contrato com Karim Benzema – e Al Nassr – time de Cristiano Ronaldo joga – como parte de um projeto lançado pelo príncipe herdeiro Mohammed bin Salman.

Enquanto isso, as ONGs de cada clube serão donas dos outros 25%.

“A privatização e transferência de propriedade de clubes visa acelerar o progresso em uma variedade de esportes em todo o Reino, aumentando ainda mais a participação, fornecendo instalações de ponta, aumentando a competição e nutrindo futuros campeões”, informou a Saudi Press Agency (SPA).

De acordo com o PIF, a transferência dos quatro clubes “desencadeará várias oportunidades comerciais, incluindo investimentos, parcerias e patrocínios em vários esportes”.

Crescimento do futebol saudita

A aquisição da PIF ocorre quando os sauditas estão praticando mais esportes do que nunca.

A participação em massa em esportes de homens e mulheres aumentou de 13% em 2015 para quase 50% em 2022, de acordo com a SPA.

Enquanto isso, o número de federações esportivas na Arábia Saudita aumentou de 32 em 2015 para mais de 95 em 2022, demonstrando potencial de investimento.

Com mais de 80 por cento da população da Arábia Saudita jogando, assistindo ou acompanhando o futebol, o projeto coloca a Saudi Pro League – que impulsiona jogadores de mais de 40 países e teve um aumento de quase 150 por cento no ano passado – no centro do palco, ainda mais acelerando o crescimento notável que tem visto nos últimos anos.

Espera-se que as receitas comerciais da liga subam de US$ 119,9 milhões em 2022 para mais de US$ 480 milhões anualmente sob o novo projeto, gerando oportunidades de investimento do setor privado e aumentando seu valor de mercado de 800 milhões de dólares para mais de 2,13 bilhões de dólares em 2030.

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Sob o novo projeto, a Saudi Pro League será muito apoiada em sua ambição de estar entre as dez melhores ligas do mundo.

Atualmente grandes nomes do futebol europeu e de clubes poderosos começam a desembarcar na Saudi Pro League, além de CR7 e Benzema, nomes  como Koulibaly, Kanté, Ziyech, Edouard Mendy, Brozovic, Rúben Neves e ainda negocia com nomes de peso como o do brasileiro Roberto Firmino.

O craque do Al Nassr, Cristiano Ronaldo, até acredita que a liga tem potencial para estar entre as cinco maiores do mundo nos próximos anos se os investimentos na infraestrutura do setor continuarem.

“Acho o campeonato muito bom, mas acho que temos muitas, muitas oportunidades de crescer ainda. Acho que o campeonato é bom, competitivo. Temos equipes muito boas. Temos jogadores árabes muito bons. A infraestrutura, acho que eles precisam melhorar um pouco mais”, disse Ronaldo em entrevista ao Roshn Saudi League no início deste mês.

De fama de caloteiros para liga milionária

Os clubes árabes sempre tiveram a fama de maus pagadores e não se envergonhavam e dar calotes nos demais clubes e até mesmo nos jogadores que por lá se aventuravam.

Em 2018, o Al Nassr, clube que hoje tem Cristiano Ronaldo, foi excluído de disputar a Champions League Asiática por conta uma dívida com o Flamengo pela compra do atacante Hernane Brocador em 2014, algo próximo de R$ 7 milhões.

O mesmo clube tinha uma dívida de cerca de R$ 34 milhões com o meia Giuliano, hoje no Corinthians, fato que atrasou a regularização de Cristiano Ronaldo no clube.

Al Ittihad, Al Ahli, Al Shabab e tantos outros, sob a anuência e proteção da Federação Saudita, além de não pagarem jogadores e clubes, impediam que os atletas deixassem o país e rescindissem seus contratos. Rivellino, em 1978, também sofreu com calotes dos sauditas.

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Para que pudessem receber, apenas com ações na FIFA, e mesmo assim após mais de anos é que clubes e jogadores conseguiam ter seu dinheiro em mãos.

Com a entrada do dinheiro do príncipe e a compra de parte de clubes, o futebol passou a ser um projeto de governo. A Arábia Saudita quer se sede da Copa do Mundo em 2034, e para isso fortalece a sua Liga com altos investimentos e profissionalização, tanto que muitas TVs do mundo todo já negociam a compra dos direitos de transmissão do próximo campeonato.

Jeddah será a sede do próximo mundial de clubes, a FIFA confirmou a cidade como a sede da competição que será realizada em dezembro deste ano. O Al Hillal que fez a final do último mundial contra o Real Madrid e mostra o sucesso que os times árabes podem ter no futuro mundial de clubes com 32 equipes.

Diferença dos investimentos sauditas para os chineses

Muitos podem se perguntar se o que aconteceu com o campeonato Chinês, que no início da década passada se tornou o paraíso de jogadores com altíssimos salários.

Na China os investimentos eram todos de empresas, que no afã de mostrar força mundial investiram pesados nos clubes, mas a crise que abalou as principais empresas chinesas como a Suning e a Evergrande fizeram com que os investimentos diminuíssem e até mesmo com o desaparecimento de alguns clubes.

Além disso, o futebol chinês nunca teve a qualidade e o crescimento esperado até aquele momento inicial, o projeto de que a seleção chinesa pudesse disputar as Copas de 2018 e 2022 fracassaram e a Federação Chinesa ainda limitou o número de estrangeiros e estabeleceu teto salarial para “equilibrar” o campeonato.

O projeto saudita, como já dito, é um projeto de governo, de estado e, além disso, a seleção tem sempre participado de competições internacionais como a Copa do Mundo, onde na última edição chegou a vencer a campeã Argentina.

Veremos até onde irão os investimentos e até mesmo o sucesso da liga. Quem serão os próximos alvos?

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Corinthians busca empate no Uruguai, garante liderança do Grupo E e segue invicto na Libertadores

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O Corinthians assegurou a primeira colocação do Grupo E da Copa Libertadores ao empatar por 1 a 1 com o Peñarol na noite desta quinta-feira, no Estádio Campeón del Siglo, pela quinta rodada da fase de grupos. Depois de sair atrás no placar, o time paulista reagiu na etapa final e contou com o primeiro gol de Zakaria Labyad como titular para confirmar a liderança da chave.

Com o resultado, o Timão chegou aos 11 pontos, manteve a invencibilidade na competição, com três vitórias e dois empates, e já não pode mais ser ultrapassado pelo Platense, adversário da última rodada. O Peñarol, por sua vez, segue na lanterna do grupo, com três pontos, sem chances de classificação às oitavas de final, embora ainda possa lutar por uma vaga na Copa Sul-Americana.

O jogo

A equipe uruguaia começou melhor e levou perigo logo nos primeiros minutos. Aos 15, Eduardo Darias aproveitou sobra na entrada da área e finalizou por cima. Três minutos depois, o Peñarol abriu o marcador em bola parada. Após cobrança de escanteio de Trindade na primeira trave, Maximiliano Olivera subiu mais alto que a defesa corintiana e cabeceou para o fundo das redes.

Ainda no primeiro tempo, os donos da casa chegaram a ampliar a vantagem. Aos 40 minutos, Arezo desviou de cabeça para Umpiérrez, que finalizou cruzado e venceu Hugo Souza. O lance, no entanto, acabou anulado por impedimento. O Corinthians respondeu logo na sequência e quase empatou em jogada construída por Zakaria Labyad, que encontrou André dentro da área. O pivô do atacante resultou em finalização de Pedro Milans, mas a bola saiu rente à trave.

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Nos minutos finais antes do intervalo, o time alvinegro aumentou a pressão. Kaio César teve chance de cabeça, Pedro Milans cruzou para André finalizar de primeira, mas a bola bateu em Pedro Raul no caminho e o gol não saiu. O Corinthians terminou a primeira etapa mais presente no ataque, embora sem conseguir transformar o volume em igualdade no placar.

Na volta do intervalo, o time brasileiro manteve a postura ofensiva. Logo aos seis minutos, Labyad recebeu em velocidade, cortou para o meio e bateu colocado, para fora. O empate veio aos 17. Kaio César levantou a bola na área, Pedro Raul se atirou na jogada e obrigou Aguerre a dar rebote. Na sobra, Labyad apareceu livre para completar e marcar o primeiro gol dele pelo Corinthians em sua estreia como titular.

O Timão ainda teve oportunidades para virar a partida. Kaio César voltou a aparecer em lance cara a cara com Aguerre, mas finalizou para fora, embora a arbitragem já apontasse impedimento. Depois, Garro arriscou de longe e exigiu boa defesa do goleiro uruguaio. Nos acréscimos, Yuri Alberto também teve duas chances claras, mas parou em Aguerre e depois mandou cruzado para fora no último lance de perigo da partida.

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Com a liderança assegurada, o Corinthians encerra a fase de grupos com tranquilidade e volta agora suas atenções para o Campeonato Brasileiro. O próximo compromisso da equipe será no domingo, às 18h30, diante do Atlético-MG, na Neo Química Arena, pela 17ª rodada. Já o Peñarol volta a campo no mesmo dia e horário para enfrentar o Defensor Sporting, no Estádio Luis Franzini, pelo Campeonato Uruguaio.

FICHA TÉCNICA
Peñarol 1 x 1 Corinthians
Competição Copa Libertadores (quinta rodada da fase de grupos)
Local Estádio Campeón del Siglo, em Montevidéu (Uruguai)
Data 21 de maio de 2026 (quinta-feira)
Horário 21h30 (de Brasília)
Cartões amarelos Nenhum
Cartões vermelhos Nenhum
Árbitro Piero Maza (CHI)
Assistentes Claudio Urrutia (CHI) e Juan Serrano (CHI)
VAR Juan Lara (CHI)
Gols Maximiliano Olivera, aos 18′ do 1ºT (Peñarol); Zakaria Labyad, aos 17′ do 2ºT (Corinthians)
 Peñarol Washington Aguerre; Franco Escobar, Emanuel Gularte (Facundo Álvez (Brian Barboza)), Mauricio Lemos, e Maximiliano Olivera; Gastón Togni, Eduardo Darias (Luis Angulo) e Jesús Trindade; Diego Laxalt (Abel Hernández), Leandro Umpiérrez e Matías Arezo (Facundo Batista). Técnico: Diego Aguirre
Corinthians Hugo Souza; Pedro Milans, Gabriel Paulista, Gustavo Henrique e Fabrizio Angileri; Matheus Pereira (Lingard), Allan, André e Zakaria Labyad (Garro); Kaio César (Dieguinho) e Pedro Raul (Yuri Alberto). Técnico: Fernando Diniz

Fonte: Esportes

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