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TRIGO/CEPEA: Semeadura começa na AR e segue firme no BR; preços têm leves reajustes
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Cepea, 6/06/2023 – A semeadura da safra 2023/24 de trigo começou na Argentina, e, no Brasil, as atividades de campo continuam firmes, sendo realizadas em todos os estados do Sul, os principais produtores nacionais. De acordo com informações da Bolsa de Cereales, 6,3% da área argentina destinada ao trigo havia sido semeada até o fim do mês passado. No campo brasileiro, a Conab indica que 34,6% das lavouras haviam sido semeadas até o dia 27 de maio, 5,1 p.p. acima do registrado no mesmo período do ano passado. Quanto aos preços, levantamento do Cepea indica apenas reajustes leves na última semana. Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br)
Fonte: Diárias de Mercado
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ACABOU!! Fim da cota da China pode levar setor produtor de carne a entrar em colapso
O Brasil, um dos maiores produtores de carne bovina do mundo, com uma produção anual que supera a marca de 10 milhões de toneladas, enfrenta um momento delicado. Acabou a cota anual de importação autorizada pela China, o principal destino da carne brasileira. Isso significa que, a partir de agora, o principal motor das exportações nacionais perde fôlego. Para o setor, o cenário é de adaptação imediata: ou se para de exportar, ou se paga uma taxa de 55% sobre o valor do produto, o que inviabiliza comercialmente qualquer negócio.
Para entender a gravidade da situação, é preciso compreender o peso desse mercado. O Brasil exporta hoje cerca de um terço de tudo o que produz. Desse volume embarcado, a China absorve quase metade, funcionando como uma válvula de escape que drena o excesso de oferta e sustenta os preços pagos ao produtor rural. Quando esse canal trava, a carne que iria para o mercado externo precisa ser direcionada para outro lugar — e, na prática, esse destino é o mercado interno.
A pergunta que surge na ponta da cadeia, do produtor de gado até o consumidor final no açougue da esquina, é sobre o preço. Economicamente, o raciocínio é simples: se a oferta de carne aumenta no mercado interno de repente, a tendência natural é a queda dos preços. Os frigoríficos, sem poder exportar para a China, inundam o mercado brasileiro com o estoque que não foi vendido lá fora. Como resultado, o preço da arroba do boi — o valor que o frigorífico paga ao fazendeiro — tende a cair.
No entanto, a transferência dessa redução para o consumidor final não é automática nem na mesma proporção. Embora o preço da carne no atacado possa sofrer quedas devido ao excesso de oferta, o custo final no supermercado ou no açougue não depende apenas da matéria-prima. O varejo embutiu no preço da carne custos fixos que não oscilam com a exportação: energia elétrica para manter os freezers ligados, aluguel, logística de entrega, salários e encargos. Portanto, mesmo que o preço do boi caia na fazenda, o consumidor deve notar apenas uma estabilização ou uma redução modesta, e não um barateamento drástico.
O fechamento dessa “janela” chinesa revela a dependência que a pecuária brasileira criou em relação a um único comprador. Enquanto a China não retoma as compras — o que deve ocorrer apenas no último trimestre do ano, para embarque no próximo ciclo —, a indústria frigorífica tenta se virar. Algumas plantas já anunciaram redução de abates e férias coletivas para evitar acumular estoque de carne que perderia valor. É uma estratégia de sobrevivência: ajustar a produção para evitar que o excesso de oferta derrube as margens de lucro a níveis insustentáveis.
Para o Brasil, esse episódio deixa um aprendizado claro sobre os riscos da concentração de mercado. O país é potência na produção de proteína animal, mas o sucesso do negócio depende de um equilíbrio delicado entre o que se manda para fora e o que fica no prato do brasileiro. Com a China fora do jogo pelos próximos meses, o setor vive um teste de resiliência, onde o produtor rural arca com o primeiro impacto da queda na cotação da arroba, enquanto o consumidor final observa se esse alívio no atacado chegará, de fato, às prateleiras e balcões do país.
Fonte: Pensar Agro
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