MATO GROSSO
Polícia Militar inaugura galeria de ex-comandantes da instituição
MATO GROSSO
O Comando Geral da Polícia Militar de Mato Grosso inaugurou nesta terça-feira (18.04) a galeria de homenagem aos ex-comandantes gerais da corporação. A cerimônia, presidida pelo comandante-geral, coronel Alexandre Corrêa Mendes, faz parte da semana alusiva em comemoração à Tiradentes, patrono das Polícias Militares do país. Ao todo, 47 policiais militares chefiaram a autarquia militar.
Participaram da solenidade os ex-comandantes-gerais, coronéis da reserva remunerada, Dival Martins, Victor Metello, Adaildon Evaristo, Antônio Neto, Orestes Teodoro, José de Morais e Leovaldo Sales. O tenente-coronel PM Everson Gomes e a segunda-tenente Jeandra Pinheiro representaram seus pais, os coronéis PM RR, Aluízio Metello e João Evangelista, respectivamente.
“A presença dos senhores é de extrema importância, pois cada um de vocês representa uma parte da história do Comando Geral e da Polícia Militar de Mato Grosso. Eu só tenho a agradecer a toda a minha corporação, dos policiais que estão nas ruas e aos que executam as funções administrativas do Comando Geral e das unidades especializadas”, disse o comandante-geral da PM, coronel Alexandre Mendes.
O comandante ainda destacou os inúmeros investimentos por parte do Governo do Estado para melhorias na estrutura e entregas de viatura, armamentos e equipamentos, transformando a Polícia Militar de Mato Grosso em uma das mais modernas e mais bem equipadas do país.
“Já passamos por momentos muito difíceis, mas hoje estamos em novos tempos, uma nova era, uma outra realidade. Ser policial no país exige coragem, pois é uma profissão de muitos riscos, onde damos a nossa vida para salvar vidas, e isso não tem preço”, discursou Mendes.
O ex-comandante-geral coronel PM RR Dival Martins, que assumiu à frente da instituição em três mandatos, nos anos de 1990, 1993 e 1995, se emocionou durante a homenagem e relembrou que foi o criador do Colégio Tiradentes, Academia de Polícia e da Corregedoria da PM, além de ter iniciado a construção da sede do Comando Geral em Cuiabá, há 30 anos.
“Foram anos bastantes difíceis com infraestrutura, mas, sem sombra de dúvida, pudemos dar início a grandes marcos para Polícia Militar, e sou muito grato por sempre servir a nossa instituição. Fiquei muito feliz com a nossa singela homenagem e reconhecimento. O que temos hoje é algo inimaginável naquela época”, afirmou.
O ex-comandante-geral, coronel PM RR Victor Metello, que assumiu entre 2004 e 2005, também elogiou a gestão do coronel Mendes.
“Naquela época tivemos muitas dificuldades com viaturas, efetivo, armamento, principalmente no interior do estado, e o que se mantém é a força de vontade, é a coragem e bravura dos nossos policiais que se doam pela profissão. Fico bastante emocionado em ver como evoluímos e parabenizo o coronel Mendes pela gestão”.
Tiradentes – patrono das policiais militares
Joaquim José da Silva Xavier, conhecido como Tiradentes, foi um dentista, tropeiro, minerador, comerciante, militar e ativista político nascido no então Estado do Brasil, ainda uma colônia portuguesa, que atuou nas capitanias de Minas Gerais e Rio de Janeiro.
Patrono cívico do Brasil, além de patrono das Polícias Militares e Polícias Civis dos estados brasileiros, Tiradentes é nacionalmente conhecido por liderar a conspiração separatista denominada Inconfidência Mineira contra o domínio português. Quando a trama foi descoberta pelas autoridades, Tiradentes foi preso, julgado e enforcado publicamente.
Por conta disso, desde o advento da República no Brasil (1889), Tiradentes é considerado herói nacional: o mártir foi criado pelos republicanos com a intenção de ressignificar a identidade brasileira. O dia de sua execução, 21 de abril, é feriado nacional. A cidade mineira de Tiradentes, antiga Vila de São José do Rio das Mortes, foi renomeada em sua homenagem. Seu nome está inscrito no Livro dos Heróis da Pátria desde 21 de abril de 1992.
Fonte: Governo MT – MT
MP MT
Júri condena filho de ex-deputado por feminicídio e homicídio
O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta sexta-feira (31), Carlos Alberto Gomes Bezerra a 36 anos de reclusão pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio de Willian César Moreno. O julgamento foi realizado no Fórum da Capital e presidido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira. Pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), atuou no plenário o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Os crimes ocorreram em janeiro de 2023, no bairro Consil, em Cuiabá. Conforme sustentado pelo Ministério Público, o acusado agiu de forma premeditada e motivado pela inconformidade com o término do relacionamento com Thays Machado.O Conselho de Sentença acolheu integralmente o entendimento do Ministério Público e reconheceu todas as qualificadoras imputadas ao réu. No homicídio de Willian César Moreno, os jurados acolheram as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Já em relação ao feminicídio de Thays Machado, foram reconhecidas as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio praticado em contexto de violência doméstica e de gênero.A acusação destacou que o réu monitorava a rotina da vítima, realizava vigilância constante de seus deslocamentos e conhecia detalhadamente seus hábitos, circunstâncias comprovadas por documentos, anotações e materiais apreendidos durante as investigações.Durante os debates, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva sustentou que o conjunto probatório revelou um histórico de controle, perseguição e não aceitação do término do relacionamento por parte do acusado. Para o Ministério Público, o feminicídio ocorreu em contexto de violência doméstica e de gênero e foi precedido por uma crescente escalada de monitoramento da rotina da vítima.“Trata-se da personalidade de alguém possessivo, que possui ciúme exacerbado, que enxerga a mulher não como aquela pessoa com quem gostaria de constituir um casal, mas como um objeto. E, evidentemente, como ocorre com toda posse, quando ela é retirada de quem a considera sua propriedade, a reação é violenta, através da repreensão. Foi o que ele fez quando matou duas pessoas”, afirmou o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Conforme sustentado em plenário pelo promotor de Justiça, as investigações demonstraram que o acusado acompanhava a rotina da vítima, mantinha registros de seus deslocamentos e realizava vigilância constante de locais frequentados por ela, circunstâncias que reforçam as qualificadoras apontadas na denúncia.O promotor de Justiça também destacou que foram identificados 914 registros de chamadas entre o acusado e a vítima entre o fim de dezembro de 2022 e a data do crime, além de elementos que evidenciariam vigilância e controle sobre a vida de Thays Machado.Conforme apresentado pelo Ministério Público, todos os disparos que atingiram Thays ocorreram pelas costas, reforçando a tese de que as vítimas não tiveram qualquer possibilidade de defesa.Após a decisão do Conselho de Sentença, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira fixou a pena de 36 anos de reclusão para Carlos Alberto Gomes Bezerra. O réu permanecerá preso para cumprimento da condenação, nos termos definidos na sentença.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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